INTOXICAÇÃO POR ALUMÍNIO
Tenho atendido muitos pacientes na clínica apresentando valores altos de metais tóxicos, dentre estes
o alumínio. Por isso gostaria de explicar um pouco a correlação existente entre
nutrição e intoxicação por metais.
Estudos indicam que existem diversas barreiras em nosso
organismo (barreira no trato gastro intestinal, nos pulmões e na pele, além da
barreira hematoencefálica ) que impedem a absorção de metais tóxicos ( alumínio por exemplo ) .
Diversos fatores podem provocar alterações locais e sistêmicas
que prejudicam a barreira do trato gastro intestinal ( permeabilidade
intestinal ), de forma que materiais
estranhos, parasitas e metais pesados ( alumínio, mercúrio etc ) podem transpor
os mecanismos de defesa.
Assim a absorção do ALUMINÍO por exemplo pode sofrer um
aumento caso o organismo não apresente mecanismos de defesa intestinais
adequados representados por uma mucosa intestinal integra com ambiente gástrico
equilibrado ( bactérias probióticas, boa produção de ácido clorídrico, enzimas
digestivas etc ), e caso o organismo não tenha uma função hepática adequada
para correta eliminação de toxinas e metais tóxicos.
E quais seriam esses mecanismos de defesa adequados ?
Primeiramente é importante um intestino saudável que bloqueia
a entrada desses metais tóxicos na corrente sanguínea, é importante também um
bom funcionamento de fígado auxiliando na destoxificação hepática e com isso o
consumo de compostos que irão contribuir
nessa destoxificação como :
-Polifenóis
presentes no chá verde, os isotiocianatos presentas nas brássicas (
Couve, repolho, Brócolis, Couve Flor ),
os compostos organossulfurados do alho.
A ingestão de cereais integrais
e de alimentos prebióticos também é importante para estimular o crescimento
bacteriano saudável. Além disso é importante estimular o consumo de alimentos
orgânicos .
Claro que aqui apresentamos uma pequena pincelada do que deve
ser feito para reduzir o acúmulo desses metais que por sinal têm se mostrado
como potencializadores de doenças neurodegenerativas,mas o principal é uma
avaliação detalhada feita por profissional para se avaliar a individualidade
bioquímica de cada organismo, a partir de exames laboratoriais e do rastreamento de sinais clínicos, promovendo assim o
equilíbrio bioquímico do organismo como um todo.
Fontes:
Nutrição Clínica Funcional, dos
princípios à prática clínica. Valéria Paschoal, 2010.
Amanda L. Nogarolli
Nutricionista Clínica Funcional
Membro da Academia Brasileira de Nutrição Funcional

