segunda-feira, 9 de abril de 2012

Leite de vaca é saudável ?




Tomar leite é saudável?

Sim, o leite é o "alimento perfeito" da mãe natureza... para um bezerro, que nasce com 35 kg, de uma mãe com 200 kg, até que seja desmamado




A Osteoporose e os Suplementos do Cálcio

Uma das poucas áreas da nutrição na qual a sociedade deu especial importância e cuidado inclui o cálcio.

Talvez como parte do saudável instinto materno, presente na alimentação dos filhos.

Cuida-se das crianças em crescimento como também das mulheres que sofrem de osteoporose.

Lamentavelmente, existe um enorme mal-entendido sobre as propriedades do leite aliada à ignorância popular, fazendo com que sejam ocasionados mais problemas que soluções.

O mito formado ao redor do cálcio é tão incrível que, ante o temor da falta deste importante mineral, recorremos aos suplementos que são vendidos normalmente em farmácias, ou ao consumo do leite de vaca.

Os adultos pagam altos preços pelos comprimidos e as crianças, são constantemente forçadas a beber vários copos de leite por dia; em ambos os casos,
isto só piora a saúde.

Por outro lado, as estatísticas nos dizem que, em média 68% da população necessita de cálcio na sua dieta.

E mais, que o índice de perda da massa óssea na mulher moderna é muito mais elevado que o de nossos ancestrais, mesmo que alguns tratamentos ainda não estivessem disponíveis, como administração de comprimidos de cálcio ou terapia de restituição hormonal (TRH).

A vasta maioria dos suplementos de cálcio, facilmente encontrados em farmácias, ou contêm baixo teor de carbonato de cálcio em sua fórmula, ou o consumidor deverá dar-se ao trabalho de ler o que dizem as pequeninas letras nas especificações da fórmula.

Deve-se saber que o carbonato de cálcio é o nome técnico com o qual se denomina o giz.


Portanto, é uma fonte mineral e inorgânica e não está presente nos animais ou plantas.

Inconvenientemente, o giz é mal absorvido pelo organismo, favorece o risco de formação de cálculos renais, calcificações nas mamas, podendo depositar-se nas articulações, causando artrite.

Sua eficiência como suplemento foi seriamente questionada, por ser pouco absorvido.
E até existem estudos que mostram aumento da perda do cálcio na urina de mulheres, associado aos níveis de acidez estomacal.
Assim mesmo, a maioria dos suplementos de giz não é devidamente refinada e pode conter níveis tóxicos de chumbo.

À exceção dos efeitos adversos mencionados - como a dificuldade de absorção do giz pelo organismo - podemos citar que existem demonstrações de que 500 mg. de citrato de cálcio por exemplo, é muito melhor absorvido que 2.000 mg. de carbonato de cálcio.

Algumas apresentações de suplementos de cálcio:

- Gluconato e lactato de cálcio - Pode conter níveis "permissíveis" de chumbo.

- Cloridrato de cálcio - não recomendado, por ocasionar irritação no trato digestivo e ser contra-indicado nos casos de insuficiência renal.

- Citrato de cálcio - é a apresentação mais disponível, inibe a formação de cálculos renais e produz baixa na pressão arterial. Como suplemento seria o único recomendável.

Por outro lado, voltando ao tema anterior, o leite, podemos dizer que o culto à este alimento, é um mito muito difundido e difícil de apagar da mente coletiva.
Talvez nossa lactância instintiva, tenha sido um legado de amamentação condicionada na psique, estendendo-se além do necessário.

Tanto se nos lavou o cérebro com a "importância" do leite, que é possível que levemos algum tempo até que a população tenha uma perspectiva mais equilibrada e objetiva sobre este tema.

Torna-se muito importante incluirmos na dieta, adequados níveis de cálcio, porém o tema é mais complexo do que parece ser.
O que coloca o cálcio nos ossos e o quê o retira?


Podemos estar consumindo suficientes quantidades deste mineral, mas não necessariamente estamos absorvendo-o.

Existem pessoas que continuamente estão em processo de descalcificação, mesmo após consumirem suficientes doses de cálcio na dieta.

Na China, por exemplo, consome-se em média, 500 mg. de cálcio diariamente, enquanto que os EUA consomem 1.200 mg.

Curiosamente, a China não é um país cujos habitantes normalmente padeçam de osteoporose, e, paradoxalmente, os EUA é líder entre os países que sofrem com a doença, ao lado da Finlândia e Dinamarca.

Isto nos leva ao fator acidez, bem como à acidose no sangue.

A acidose do sangue é um mal muito difundido na sociedade moderna.

As pessoas com maus hábitos alimentares,
a maioria da população tem um excessivo nível de acidez no sangue devido à dieta rica em carnes animais, açúcares, farinhas refinadas, refrigerantes, produtos lácteos, álcool e o uso de cigarros.

Muitas destas pessoas consideram ter uma boa dieta e que seus sintomas se devem a outras causas, como o estresse.

Entretanto, na realidade sofrem com o que podemos chamar de uma acidificação crônica do sangue.


Sintomas de acidificação do sangue:

- Fadiga crônica
- Tendência à depressão
- Gengivas inflamadas e sensíveis
- Cáries e fragilidade dos dentes
- Alopecia e cabelo sem brilho
- Ardor e coceira no reto e vias urinárias
- Pele seca
- Unhas frágeis e manchadas
- Câimbras e espasmos musculares
- Facilidade para desenvolver infecções
- Ciática
- Problemas articulares
- Dificuldade para recuperar-se
- Halitose (mau-hálito) e sabor ruim na boca pelas manhãs


O equilíbrio ácido-alcalino, o pH do sangue e meio interno, está regulado pelo nosso próprio organismo, mas também se vê afetado pela dieta.
A acidose é responsável diretamente, ou fator agravante em numerosas condições debilitantes como: osteoporose, desordens nervosas e emocionais, cálculos renais, gota, artrite e baixa imunidade.

Ter sangue ácido significa efeitos corrosivos poderosos sobre os tecidos e ossos, e os expor a uma contínua desmineralização.
O alimento ácido é gerador de mucosidades e o excesso destes, cria oportunidades para o desenvolvimento de vírus e bactérias.
Podendo surgir, a partir de então, resfriados, sinusite e problemas intestinais.

O sangue deve ter um pH ligeiramente alcalino
(7,3 a 7,5).
Quando não se atinge este nível, nosso organismo o obtém dos ossos, unhas e outros tecidos essenciais.

Uma função primordial do cálcio é neutralizar e restabelecer o pH do corpo.
Quando se consome comida acidificante em excesso,
nossas reservas de cálcio existentes nos dentes e ossos são acionadas para corrigir este desequilíbrio.
As dietas ricas em ácidos (carnes e açúcares) fazem com que, continuamente, utilizemos nossas reservas de cálcio, como se mergulhássemos os ossos em vinagre e os expuséssemos a uma contínua corrosão e desmineralização.

Quando falamos em alimentos acidificantes, não devemos pensar em limões ou laranjas.

Acidificante, neste contexto,
refere-se ao efeito da comida no sangue, uma vez concluída a digestão.
Faz parte dos alimentos considerados alcalinos, ou seja, que combatem a acidose:
as frutas, as verduras e os cereais integrais.
Os alimentos acidificantes são:
o leite, queijo, carne,açucares e farinhas refinadas. Os produtos lácteos, com exceção da manteiga, são extremamente acidificantes.

Na realidade, quando os produtos cítricos passam pela corrente sanguínea causam um efeito alcalinizante; a melhor medicina para a acidose do sangue é a cura através do limão, ou citroterapia.


A citroterapia consiste em beber o suco do limão em jejum.

Assim, inumeráveis produtos já não se conseguem em estado natural: se fervem, cozinham, processam, extraem, saborizam e preservam os alimentos até a morte; se tira todas as vitaminas, minerais, enzimas e ácidos graxos essenciais. Depois, por separado, nos vendem suplementos e vitaminas em milhares de produtos e preços. 

Uma razão, independente da cafeína, por a que bilhões de pessoas tomam café na manhã, incluindo a aquelas que são totalmente inoperantes antes de ter tomado seu imprescindível café, é porque faz um imediato efeito alcalinizante sobre a sangue, e nos da o antídoto para a acidose.

Mas estamos falando do café natural acabado de fazer, não o café instantâneo.


A conexão entre o excessivo consumo de proteína e perda do cálcio é conhecido pela ciência há mais de 50 anos; mas, pouco se faz por difundir esta informação.

Um estudo realizado com 1600 mulheres demonstrou que as que estavam com uma dieta vegetariana tinham só o
18% de perda de massa nos ossos, comparado com 35% de perda em aquelas que consumiam carne vermelha.

A carne vermelha, rica em fósforo, compete com o cálcio e bloqueia sua absorção.
Em resumo, a acidose da sangue é um importante promotor da desmineralização dos ossos e tecidos. 

Do livro: "A gran revolucion de las grasas"
Autor: Sacha Barrio Healey
Tradução: José Sayan


Nenhuma doença tem uma única causa e nem pode ser realmente curada até se descobrir todas as suas causas: o que a provoca, as diferenças de pessoa para pessoa. Ou seja, uma mesma causa pode gerar diversas doenças, que dependem de outras condições (atenuantes ou agravantes) que possam estar combinadas, bem como de cada pessoa em particular, inclusive de cada momento da mesma pessoa.

Isto é facilmente perceptível no caso das doenças causadas pelos laticínios. Muitas vezes é suficiente eliminar por completo o consumo de laticínios para que desapareçam em um curto prazo as doenças que relacionamos mais abaixo, o que é uma prova da co-relação e da causa e efeito. Isto pode ainda ser reconfirmado com o retorno do consumo de laticínios, que mesmo mínimo ou ocasional, a doença reaparece.

Mas, se não for suficiente a eliminação dos laticínios da dieta para acabar com a doença, deixando os laticínios, pelo menos, não estaremos jogando mais combustível na fogueira. O desafio então será procurar todas as outras causas que contribuem à doença e desenhar a melhor estratégia para eliminá-las e assim permitir que, em forma complementar, torne a operar plenamente a Força Natural da Saúde e auto-cura.


Se você acredita que os laticínios são insubstituíveis para a contribuição do cálcio, só responda a seguinte pergunta: de onde a vaca tira o cálcio existente no leite?

As fontes vegetais são melhores do que as fontes animais, também para seres humanos, incluindo o bebê, com exceção do leite da sua mãe.

Também não fique com temor da osteoporose pelo fato de deixar de consumir laticínios, pois no lugar de evitá-la, os laticínios são parte da causa desta doença.

As provas são irrefutáveis. O estudo Cornell, a maior investigação científica de nutrição da história, feita pela Universidade Cornell de Oxford, e pelo Ministério da Saúde da China, revelou que em áreas rurais da China, onde não se conhecem os laticínios, quase não há registros de casos de osteoporose. E que onde se concentra o maior consumo de leite no mundo (Suíça, França, Dinamarca, EUA, etc.) é exatamente onde existe maior número de casos de osteoporose.

Tem sido demonstrado que os laticínios tiram muito mais cálcio do que fornecem, e que o cálcio “assimilado” é depositado em locais inadequados: bicos de papagaio na artrite, calcificações nas juntas e mamas, pedras nos rins e cálculos biliares, etc

Vejamos as doenças que direta e indiretamente podem estar sendo causadas pelo consumo de leites e derivados de origem animal.

1. DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
2. DOENÇAS DIGESTIVAS
3. DOENÇAS GENITOURINARIAS E MAMÁRIAS
4. DOENÇAS NEUROLÓGICAS, ALÉRGICAS E AUTO-IMUNE
5. DOENÇAS DA pele, cabelos, unhas E tecidos CELULARES SUBCUTÂNEO
6. DISLIPIDEMIAS E DOENÇAS CARDIOVASCULARES
7. DOENÇAS INFECIOSAS
8. DOENÇAS ENDÓCRINAS
9. CANCRO, tumores E doenças HEMATOLÓGICAS BENIGNOS
10. DOENÇAS OFTALMOLÓGICAS
11. DOENÇAS REUMÁTICAS OSTEOARTICULARES
12. OUTRAS doenças COMO AIDS sem HIV


Tipos dos mecanismos fisiopatológicos que geram estas doenças a partir do consumo de produtos lácteos:
  • * Reações alérgicas vinculadas com suas proteínas;
  • * Auto-imunidade e esgotamento imunológico relacionado com suas proteínas;
  • * Desenvolvimento de ambiente propício aos micróbios pelo excedente protéico (sementeira);
  • * Depósitos múltiplos, anômalos do excedente das proteínas, como bactérias e fungos (por exemplo por uso imprudente de antibióticos ante estas infecções). Também depósitos de cálcio em lugares múltiplos e anormais (pontas de papagaio, cálculos, calcificações mamárias,etc.);
  • * Gorduras saturadas e colesterol, por ação direta e indireta;
  • * Hidratos de carbono, como a conhecida intolerância à lactose;
  • * Outros componentes naturais: fator do crescimento epitelial responsável na geração da maioria dos cancros, toxicidade por excesso de vitamina D, fator X ou Xantino Oxidasa, mais importante que o colesterol e os triglicérides como fator causador de infartos e arteriosclerose;
  • * Vírus, bactérias, fungos ou parasitas presentes nos laticínios;
  • * Aditivos e conservantes nos laticínios e suas embalagens;
  • * Contaminantes naturais como por exemplo aflatoxinas;
  • * Contaminantes dos tratamentos feitos às vacas, como alimentos e rações (transgênicos ou pastos contaminados), antibióticos, hormônios, DDT, etc. e;
  • * Roubo de nutrientes (cálcio, outros minerais, vitaminas e proporção inadequada, cálcio/fósforo).
Texto traduzido e adaptado por Conceição Trucom do artigo em espanhol: Leite, queijo, outros laticínios, e as 100 doenças que causam - Por: Dr. Jorge Esteves

Publicado na revista Argentina Holisticamente - Ano 1, 1 ª edição (7/10/97), página 15 a 18