quarta-feira, 27 de maio de 2015

NUNCA MAIS TENHA DÚVIDA SOBRE O GLÚTEN


Quando atendo pacientes no consultório vejo as inúmeras dúvidas em relação ao glúten , pensando nisso transcrevo uma parte da matéria escrita pela Dr Denise Madi Cerreiro ( revista Nutrir mais ) para que possa servir de esclarecimento.

Boa Leitura!


GLÚTEN - Por Dr Denise Madi Carreiro

A AÇÃO DO GLÚTEN ( REVISTA NUTRIR MAIS EDIÇÃO DE MAIO/ 2015 Dr Denise Madi Carreiro )

Após ler a matéria sobre o glúten da Revista Nutrir mais resolvi fazer um resumo para repassar à vocês, um assunto ainda polêmico e pouco entendido pela maioria.

Por Denise Madi Cerreiro :

A avalanche de informações sobre as dietas sem glúten tem gerado mais dúvidas do que entendimento.

O que é o glúten ?

O glúten é uma proteína complexa encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia ( esta por contaminação ).

Qual a função do glúten  ?

O glúten torna a massa do pão mais elástica e flexível, por isso é tão usado na indústria alimentícia para a confecção de massas, pães, tortas e uma infinidade de outros produtos.

Consumo do glúten

O consumo do glúten aumentou desde a antiguidade até os dias atuais. Tudo começou há cerca de 10.000 anos atrás, quando na Ásia os Homens começaram a cultivar grãos. A humanidade deixou de levar uma vida nômade e com base nessa agricultura pode se estabelecer, criar cidades e deixar de ter como principal fonte de alimentos a caça e a coleta.

As primeiras culturas do trigo datam de pelo menos 9000 anos atrás . A Revolução Industrial causou uma grande mudança no consumo mundial de trigo. Até o século 19, a moagem era realizada pelas famílias que plantavam o trigo e assim o consumo era muito limitado. 

Com a revolução industrial os transportes evoluíram rapidamente. A moagem passou a ser feita pelas indústrias e a distribuição a ser realizada por empresas especializadas.

A grande depressão e a segunda guerra mundial foram outros marcos significativos no aumento do consumo do trigo e, consequentemente, do glúten por serem alternativas baratas e disponíveis em grande quantidade.

O principal e definitivo incremento do glúten ocorreu nas décadas seguintes, então o consumo de glúten disparou nas últimas décadas até os dias atuais. O consumo do glúten continua a aumentar na dieta humana e, também, há um aumento significativo dos casos de pessoas que apresentam alguma desordem relacionada ao consumo desta proteína.

O trigo na sua forma original e integral era um produto de boa qualidade nutricional, ocorre que vários fatores fizeram com que estas características fossem perdidas ao longo das últimas décadas.

Por se tratar de um cereal que normalmente na sua forma integral é mais perecível, começou a ser refinado para o aumento do tempo de armazenamento. Porém ao se refinar, também foram retirados a maior parte das vitaminas , dos minerais, da gordura e toda sua fibra. A farinha de trigo que consumimos hoje é resultado do refino, contendo 80-90 % de glúten.

O trigo sofreu também modificações genéticas nos últimos 50 anos para poder render mais para indústria e só hoje a comunidade científica reconhece que a falta de testes que garantiriam a segurança para o consumo humano pode explicar o grande aumento da incidência de doenças auto imunes que vitimou as sociedades que passaram a receber uma alimentação altamente processada.

Infelizmente a grande oferta de produtos alimentícios extremamente mais atrativos em todos os aspectos sensoriais fez com que o consumo de alimentos naturais como legumes, verduras, e frutas, se reduzissem a níveis insuficientes para nossa necessidade fisiológica e funcional, deixando nosso organismo susceptível a desequilíbrios causados por proteínas de difícil digestão, como por exemplo o glúten.

O trigo que consumimos atualmente não é o mesmo que os homens que viviam nas primeiras civilizações consumiam, Dr Alessio Fasano, um pesquisador americano, considerado um dos maiores especialistas nos efeitos do glúten no organismo afirmou que nós estamos no meios de uma epidemia não só porque mudamos o conteúdo de glúten do trigo, mas porque algo mudou e isso fez as pessoas perderem a sua tolerância ao glúten, essa mudança mais influente talvez seja a composição de bactérias que vivem dentro de nós, o microbioma.

Efeitos do glúten no organismo:

Um parte da população não apresenta efeitos ao consumir glúten, entretanto, esses alimentos se forem feitos a partir de farinhas refinadas devem ser consumidos com moderação para que não ocorra o aumento da gordura corporal e resistência a insulina.

Já outra parte, também considerada saudável da população apresenta desordens relacionadas ao glúten, e muitas vezes os sintomas não são facilmente perceptíveis e a desordem não é corretamente diagnosticada.

Manifestações:

-Doença Celíaca –Doença auto imune.

-Alergia Alimentar por IGE ( imediata ) ou por IGG ( tardia ).

-Sensibilidade não celíaca ao glúten –Não existem exames ainda para diagnóstico, nessa condição as pessoas apresentam algum tipo de transtorno ao ingerir o glúten.

Por um erro de diagnóstico ainda vários sintomas causados pelo consumo do glúten acabam sendo atribuídos a outras patologias sendo, portanto, tratados de maneira inadequada, são eles:

-Reações de Intolerância Alimentar ( Alergia tardia ) – Ocorre em pessoas susceptíveis com consumo frequente do alimento( glúten ) em detrimento da escassez do consumo de frutas, verduras, etc fazendo com que o glúten ultrapasse a barreira intestinal e vá para corrente sanguínea desencadeando processos inflamatórios.

-Estudos já comprovam também a relação do glúten com doenças auto imunes onde sequencias proteicas do glúten podem ser confundidas com sequencias proteicas naturais do organismo e os anticorpos produzidos para combater o glúten combatem nosso organismo por confundir essa sequência de aminoácidos.

-Além dos mecanismos imunológicos o glúten também poderá causar sintomas  por conter uma sequencia de aminoácidos de difícil digestão que são semelhantes ao opioides naturais do organismo  e podem ocupar os receptores de endorfinas naturais e modificar o comportamento gerando a letargia, embotamento cerebral e até depressão.

Por esses e outros fatores que ainda irão ser descobertos se reconhece mais de 150 disturbios orgânicos físicos, mentais e emocionais podem responder positivamente a uma dieta livre de glúten ou em algumas situações com menor consumo do mesmo e estas devem ser avaliadas por nutricionista especializadas em clínica, indicando as substituições adequadas em valor nutricional e energético. 

É muito importante que exista uma avaliação criteriosa do paciente ( exames laboratoriais e sinais clínicos ) para que assim se saiba qual a melhor conduta a ser seguida , fazendo as corretas substituições nos casos em que há necessidade.

Amanda L. Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Funcional CRN 4811
Consultório : 9191-4197

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Food Detective: a gotinha milagrosa que pode mudar a sua vida com um teste




Food Detective (Foto: Reprodução)
Insônia, metabolismo lento, ansiedade, rinite, acne, aftas, enxaqueca, diarreia,constipação. Sabia que todos esses sintomas (e outros 140!) podem ser causados por uma dieta inadequada? Descobri que sou alérgica a vários alimentos recentemente, depois de me submeter a um exame super simples (só é preciso tirar uma gota de sangue, e o resultado sai em 40 minutos), cuja tecnologia chegou ao Brasil em outubro passado. Desenvolvido em Cambridge, na Inglaterra, o Food Detectiveconsegue detectar intolerância a 59 tipos de alimentos, dos suspeitos de sempre (ovo, leite, glúten) a inocentes limões, laranjas, couve, melão e melancia. Fui das primeiras a recorrerem a ele, e hoje sou a prova viva de que livrar seu organismo de invasores hostis muda a vida.

“A intolerância alimentar ocorre quando seu corpo não reconhece determinado alimento ingerido”, . O sistema imunológico entra em ação e, para atacar o corpo estranho, o intestino libera substâncias inflamatórias, que migram para o sangue e ativam problemas em cascata. “A célula inflamada incha e não consegue funcionar adequadamente, tornando o metabolismo lento e podendo causar doenças autoimunes”.

Meus problemas com alimentação começaram há quatro anos. Após engordar 30 quilos na gravidez e depois de tentar, sem sucesso, vários tipos de dieta, a luz no fim do túnel surgiu quando descobri a nutrição funcional. A partir de uma entrevista em que sua vida é apurada minuciosamente (a nutricionista pergunta se você dorme bem, se tem desejo sexual, se é impaciente...), complementada por um exame de sangue em que são medidos até os íons do seu organismo, você recebe um tratamento específico para suas necessidades físicas.

Cada organismo tem uma individualidade bioquímica. Uma pessoa ansiosa, por exemplo, precisa ingerir mais zinco; já outra, com carência de selênio, pode desenvolver problemas na tireóide”, detalha Andrea. O Food Detective é fundamental nesse processo porque indica quais alimentos devem ser retirados da dieta e quais devem ser incluídos a fim de acelerar o metabolismo. Os resultados foram impressionantes comigo: em dois meses diminuí 15 centímetros no quadril e, em seis, perdi 20 quilos.

Quando descobri que era intolerante a ovo, milho e cacau, fiquei assustada. Ainda mais porque a minha alergia a ovo era severa (são três categorias de intolerância: leve, média e severa), portanto, a recomendação era a sua retirada completa das refeições durante, pelo menos, três meses. No primeiro mês sem ovo, já percebi a melhora da TPM. Lembrei-me de que sempre que tomava suco de cacau, que adoro, tinha dores de cabeça, mas jamais associara isso à fruta – os sintomas decorrentes da intolerância demoram dias para aparecer, daí ela ser considerada uma “alergia tardia”. Meu corpo passou a funcionar como uma máquina azeitada, e claro que emagrecer foi um tremendo incentivo. (LUCIANA NOVIS)

Este é apenas um trecho da matéria "Gotinha milagrosa". Leia o texto na íntegra a partir da página 185 da edição de agosto da Vogue Brasil. 
lista negra alimentos (Foto: Divulgação)
Fonte: Revista Vogue / 2015


Realizo esse teste em meu consultório, caso tenham interesse entrem em contato comigo pelo e-mail : amandanogarolli2000@yahoo.com.br ou Celular: 9191-4197

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Intestino pode mudar o seu cérebro ?



Giulia Enders - Autora de a vida secreta dos intestinos




Vamos mesmo falar sobre os nossos intestinos? Sobre a melhor posição para estar sentado na retrete? Sobre as bactérias que, dentro de nós, se alimentam dos nossos alimentos e, no processo, ajudam-nos de maneiras que nem imaginamos? Sim.

A alemã Giulia Enders, 25 anos, formada em Gastroenterologia pela Universidade Goethe de Frankfurt, interessou-se por aquele que descreve como “o nosso órgão mais subestimado” e escreveu um livro sobre ele, que rapidamente chegou ao primeiro lugar no top de vendas na Dinamarca, Alemanha e Holanda. Em Portugal, A Vida Secreta dos Intestinos acaba de ser editado pela Lua de Papel e já está em terceiro lugar no top de vendas da Fnac.

Um dos pontos mais interessantes do livro de Giulia Enders é a relação que os intestinos têm com o nosso humor e a importância que a irritação intestinal pode ter, por exemplo, no stress e na depressão. Giulia – que decidiu estudar Medicina por causa de um grave problema de pele que teve aos 17 anos e que só se resolveu quando percebeu que a origem estava nos intestinos – começa por explicar que estes têm uma inteligência própria, que os coloca ao nível do tão admirado cérebro.

“Com prudência, começa-se a questionar a posição absolutamente dominante do cérebro”, escreve. “Não só os nervos do intestino existem em quantidade inimaginável como também são incrivelmente diferentes por comparação com o resto do corpo. […] A rede nervosa do intestino é, por conseguinte, também conhecida por cérebro intestinal. […]. Nenhum organismo jamais criaria tamanha rede de neurónios apenas para emitir um simples flato. Tem que haver algo mais por detrás disso.”

O que Giulia explica é que há uma ligação directa do intestino para o cérebro, com o primeiro a enviar ao segundo uma série de sinais que chegam a diferentes regiões do cérebro – a ínsula, o sistema límbico, os córtex pré-frontal, a amígdala, o hipocampo e o córtex anterior cingulado – ligadas às emoções, à moral, ao medo, à memória, à motivação. “Isto não quer dizer que o nosso intestino guie os nossos pensamentos morais, embora haja a possibilidade de os influenciar.”

O exemplo que dá para falar da ligação entre intestino e depressão é o do “rato nadador”: se se puser um rato num alguidar com água, como é que ele reage? Nada para se salvar? Sim, claro, mas se se tratar de um rato com tendências depressivas, acabará por ficar imóvel e, eventualmente, afogar-se. “Ao que parece, nos seus cérebros os sinais inibidores conseguem passar muito mais facilmente do que os impulsos motivadores e impulsionadores”.

Giulia conta a experiência feita pela equipa do cientista irlandês John Cryan, que deu aos ratos uma bactéria conhecida por cuidar do intestino, a "Lactobazillus rhamnosus", concluindo que estes “nadavam não só mais tempo, como também de forma mais esperançada”. A informação sobre o melhor estado dos intestinos era transmitida por estes ao cérebro através do nervo vago e a disposição do rato mudava (quando os cientistas cortavam o nervo vago, o comportamento dos ratos voltava ao que era anteriormente)

Dois anos depois, foi realizado outro estudo, este já com humanos. “Os resultados não só surpreenderam [os responsáveis pela investigação] como toda a restante comunidade científica”, afirma Giulia no livro. “Após quatro semanas a ingerir uma determinada mistura de bactérias, algumas áreas cerebrais apresentaram alterações significativas, sobretudo as áreas responsáveis pelo processamento da dor e das emoções.” Estes resultados são encorajadores, segundo a autora, que sublinha que “para pessoas com um intestino irritado, pode ser muito pesada a ligação que há entre intestino e cérebro.”



O stress também tem aqui um papel determinante. Se estivermos muito stressados, o cérebro vai precisar de energia e vai “pedi-la” ao intestino, que “solidariamente poupa energia durante a digestão” – situações continuadas de stress significam portanto “falta de apetite, mal-estar, diarreia” e são, naturalmente, de evitar.
O terceiro capítulo centra-se no gigantesco mundo das bactérias que vivem nos nossos intestinos – a chamada flora intestinal –, um mundo interior que, garante Giulia, é mais fascinante que o que existe à nossa volta. E em relação ao qual “só agora é que a investigação está realmente a começar”. Mais uma vez, os intestinos dominam as atenções: é que “dos microorganismos que vagueiam dentro de nós, 99% encontram-se no intestino”.
Porque este é um universo ainda em grande parte desconhecido, a nossa tendência é para nos preocuparmos excessivamente com as bactérias más (que existem, sem dúvida) e não darmos o devido valor às boas (que existem em muito maior quantidade). “Preocupamo-nos muito em não comer isto ou aquilo e centramo-nos demasiado em evitar as bactérias más”, diz Giulia ao PÚBLICO.
“Como não as podemos ver, isso dificulta de certa forma o nosso comportamento”, continua a autora. “Por isso acho importante que quando se lê sobre este assunto se possa realmente imaginar todas essas bactérias dentro de nós. No passado, a nossa alimentação tinha muito mais vegetais, por exemplo, o que lhes dava muito mais trabalho do que pão branco ou massa. As bactérias tinham muito mais comida para fazer todo o tipo de coisas, como tornar o nosso sistema imunitário mais tolerante ou influenciar o nosso humor de uma forma positiva.”
A obsessão de algumas pessoas com a higiene também acaba por ter como consequência matar todas as bactérias, as más e as boas. “A higiene é positiva, mas é preciso não esquecermos que 95% das bactérias não nos prejudicam de forma nenhuma, algumas ajudam-nos e outras não fazem nada. Não me parece lógico que usemos tanta energia a vermo-nos livres de bactérias que nos são úteis”, afirma Giulia.
Mas, mais importante do que isso, é contribuirmos para tornar a nossa flora intestinal mais saudável através dos probióticos e dos prebióticos, tentando reduzir o número de vezes que temos que recorrer aos antibióticos. Os probióticos são as bactérias vivas que entram nas nossas bocas durante todo o dia, e que podem ser boas para nós ou simplesmente inofensivas (os prébióticos são, por seu lado, alimentos que estimulam as bactérias boas mas só funcionam quando estas já existem no nosso organismo). 
Há também ligações entre a flora intestinal e a obesidade. “Todas as doenças resultam de diferentes factores, que podem ser genéticos, ambientais, ou que podem estar ligados à nossa alimentação e às bactérias que temos. Uma pessoa pode ser obesa por comer 20 bolos por dia ou por factores genéticos. Sabemos que as bactérias têm uma influência entre 10 e 30% no nosso peso. E através delas podemos modificar e melhorar as coisas.” Com limites, claro. “Tornar uma pessoa magra apenas mudando as bactérias não é possível se ela continuar a comer muito.”
Todos temos ainda muito a aprender sobre este mundo. Giulia acredita que vai haver uma evolução na forma como os profissionais em diferentes áreas vão olhar para as nossas bactérias e potenciar os lados bons delas em cada caso específico. Afinal, elas precisam de nós e nós precisamos delas. Só temos que nos conhecer melhor.
Link: http://www.publico.pt/n1695742

segunda-feira, 18 de maio de 2015



OVO – Nunca mais tenha dúvida sobre esse alimento!




Hoje queria falar um pouco sobre um alimento que infelizmente ainda é temido por algumas pessoas pelas informações errôneas repassadas por alguns profissionais da área da  saúde ou pelos meios de comunicação.


OVO: Alimento mais completo após leite materno! ( Depois vem o Coco, Quinua etc ).

De onde surgiu a ideia do MITO de  que ovo aumentaria colesterol ?


Há muito tempo se fala a respeito do problema do ovo relacionado ao aumento do colesterol,  mas saibam que até hoje  NENHUM estudo  conseguiu comprovar esta teoria.

Na década de 70, especialistas relacionaram os altos níveis de colesterol no soro sanguíneo a doenças coronarianas, e consequentemente com o consumo de ovos em função da quantidade de colesterol presente na gema.

Apesar da má fama, o colesterol é um composto essencial à vida, sendo encontrado somente no organismo animal, não sendo sintetizado pelas plantas, assim, jamais será encontrado nos óleos vegetais.

O colesterol total representa o somatório de um conjunto de frações diferenciadas de moléculas lipídicas, agrupadas segundo sua densidade (HDL ou lipoproteína de alta densidade, conhecido como “bom colesterol”, e LDL ou lipoproteína de baixa densidade, conhecido como “mau colesterol”), que circulam na corrente sanguínea junto a proteínas específicas.

O colesterol faz parte da estrutura das membranas celulares, é matéria-prima para produção de vários hormônios sexuais e esteroides (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona, estradiol), dos sais biliares, é precursor para a síntese de vitamina D, componente das células do cérebro e isolante da fibra do neurônio, é utilizado por vários tecidos e se acumula no fígado, rins e cérebro. 

Estudos científicos provaram que de todo o colesterol circulante, somente 30% provém da alimentação e apenas 15% do que é ingerido é absorvido, o restante é sintetizado pelo fígado.


Com o aumento da ingestão de colesterol na alimentação, o organismo diminui a sua síntese, regulando as quantidades no sangue. De fato, o ovo tem colesterol, em geral uma unidade contém de 210 a 215 mg da substância, mas a colina presente na gema do ovo controla o colesterol no corpo humano.

Portanto, exceto em pessoas com alterações genéticas do metabolismo do colesterol, o excesso dele no sangue resulta dos péssimos hábitos alimentares que as pessoas adquirem desde a infância e carrega-os por toda vida como o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo, além do consumo de uma dieta de alto índice glicêmico ( alta liberação de açúcar que se transforma em gordura ), gorduras saturadas e gorduras trans. 


Um estudo ( um dos vários já publicados ) conduzido pela universidade de Harvard recrutou estudantes de medicina para consumirem nada menos do que 25 ovos por dia durante 3 meses e acreditem : : O colesterol dos alunos baixou!

É uma pena que essas informações não são divulgadas por organizações competentes e sérias, não tenham dúvida que se fosse descoberta uma nova medicação para tratar alguma doença, em questão de horas teríamos a informação sendo propagada - Poder da Indústria farmacêutica por trás e seu interesse econômico.

Por isso se querem realmente ter Saúde fujam de falsas informações propagadas pelo meio de comunicação ( a não ser os que trazem profissionais competentes e atualizados )  ,  divulgando informações falsas tendo por trás interesses de empresas alimentícias ou laboratórios farmacêuticos , divulgando falsas informações que vejo todo dia principalmente envolvendo   OVO e o LEITE  que já falei aqui anteriormente .

Essas falsas informações propagadas pela mídia podem estar adoecendo o Mundo.

Seja crítico com as informações que recebe e procure profissionais que tenham respaldo científico para explicá-las.

Você pode fazer a diferença na sua saúde e na saúde de sua família! Só depende de você!


Nutrientes do Ovo :

Rico em VITAMINAS B 12, ÁCIDO FÓLICO, PROTEÍNAS, COLINA ( BOM PARA CÉREBRO ), LUTEÍNA ( BOM PARA VISÃO ) , ZEAXANTINA ( PROTETOR DA RETINA e MÁCULA DO OLHO ) ,  VITAMINAS A,D,E,K .

Benefícios do Ovo:

-Anti-inflamatório ( Diminui proteína C reativa )

-Diminui níveis de Insulina

-Auxilia no Emagrecimento ( Aumentando níveis do hormônio Adiponectina )

-Rico em Zinco ( Auxiliando na melhora de processos alérgicos )

-Melhora Artrite ( Pois tem GLUTATIONA – Molécula antioxidante mais importante em nosso corpo )

-Atua na melhora da degeneração macular ( Fonte de Luteína )

-Aumento do HDL ( colesterol bom )

Diferença entre os OVOS:

OVO caipira tem muito mais ômega- 3 que ovo de granja

Dica de consumo: Uma boa forma de consumi-los é cozido ou mexido com óleo de boa qualidade ( Uma dica:  adicione cúrcuma no final, aumentando assim  o poder anti-inflamatório desse alimento ).

Fontes:


1.GINSBERG HN et al. A dose-response study of the effects of dietary cholesterol on fasting and postprandial lipid and lipoprotein metabolism in healthy young men. Arterioscler. Thromb., 14: 576-586, 1994.

2. GINSBERG HN et al. Increases in dietary cholesterol are associated with modest increases in both LDL and HDL cholesterol in healthy young women. Arterioscler. Thromb., 15: 169-178, 1995.

3. KERN F Jr. Effects of dietary cholesterol on cholesterol and bile acid homeostasis in patients with cholesterol gallstones. J. Clin. Invest., 93: 1186-1194, 1994.

4. McCOMBS RJ et al. Attenuated hypercholesterolemic response to a high-cholesterol diet in subjects heterozygous for the apolipoprotein A-IV-2 allele. N. Engl. J. Med., 331: 706-710, 1994.

5. PELLETIER X. et al. Effect of egg consumption in healthy volunteers: influence of yolk, white or whole egg on gastric emptying and on glycemic and hormonal responses. Ann. Nutr. Metab.,40 (2): 109-115, 1996.

6. RETZLAFF BM et al. Effects of two eggs per day versus placebo in moderately hypercholesterolemic and combined hyperlipidemic subjects consuming the NCEP Step-one diet. Abstract Circulation, 92 (suppl): 1668, 1995.

7. SCHNOHR P et al. Egg consumption and high-density-lipoprotein cholesterol. J. Intern. Med., 235: 249-251, 1994.

8. SUTHERLAND WHF et al. The effect of increased egg consumption on plasma cholesteryl ester transfer activity in healthy subjects. Eur. J. Clin. Nutr., 51: 172-176, 1997.

9. VUORISTO M & MIETTINEN TA et al. Absorption, metabolism and serum concentrations of cholesterol in vegetarians: effects of cholesterol feeding. Am. J. Clin. Nutr., 59: 1325-1331, 1994.

10. RATLIFF, J C et al. Nutrition and Metabolism, 5:6-10, 2008


terça-feira, 12 de maio de 2015


RECEITA DE COOKIES INTEGRAIS



Boa Noite Queridos!

Aqui em casa desde que mudei minha Consciência Alimentar, tenho modificado todas as receitas, testando, inventando e aprendendo! Afinal, não é fantástico saber que  além do prazer que os alimentos nos oferecem podemos também estar nutrindo nossas células e melhorando nossa Saúde ? ainda mais quando falamos no que mais gera impacto na mesma: Nossa Nutrição Diária.

Por isso aproveito para  encaminhar uma receita Divina!! 

Cookies Funcionais

Ingredientes:

3 colheres de sopa de farinha de coco
1 ovo
1/2 xícara de açúcar demerara
1/2 xícara de farinha sem glúten
2 c sopa de coco ralado ( ou mesmo a sobra das amêndoas usadas na bebida caseira )
2 c sopa de amido de milho
4 c sopa de manteiga ghee

Preparo:

Misture todos ingredientes com a mão em uma travessa , unte uma forma com óleo de coco e farinha sem glúten e coloque a massa moldando como cookies, adicione também pedaços de chocolate 70 %.

Simples, Fácil e Delicioso!!

Bom Apetite!!