SENSIBILIDADE AO GLÚTEN NÃO CELÍACA .
A sensibilidade ao glúten pode ser definida pela
presença de alterações morfológicas, funcionais e imunológicas, que respondem com a exclusão do
glúten ou redução do seu consumo e que não apresenta as características
patológicas e laboratoriais que definem a doença celíaca. Essa definição inclui
uma variedade de desordens que podem apresentar diferentes mecanismos
moleculares, mas que possuem em comum a remissão dos sintomas em resposta a uma
dieta isenta de glúten, na ausência de anticorpos antitransglutaminase e
enteropatia.
Assim, alguns indivíduos podem apresentar alguns
sintomas desagradáveis quando consomem produtos com glúten, os quais
desaparecem com o consumo de uma dieta sem glúten.
Pacientes sensíveis ao glúten não toleram seu consumo e desenvolvem reações adversas, que diferentemente da doença celíaca, não levam a danos histológicos da mucosa intestinal.
Alguns pacientes com hipersensibilidade ao glúten
podem tolerar até mais que 5 gramas de glúten por dia e permanecer sem sintomas
com sorologia negativa.
Tipicamente, o diagnóstico é realizado pela exclusão do glúten, por meio
da dieta de eliminação , seguida pela reintrodução do glúten para a avaliação
de melhora e/ou redução dos sintomas.
A doença celíaca e a sensibilidade ao glúten são entidades clínicas distintas, causadas por diversas respostas na mucosa intestinal em resposta ao glúten.
A patogênese do NCGS ( SENSIBILIDADE AO GLÚTEN
NÃO CELÍACA ) não é bem compreendida, é provável que seja heterogênea
com possíveis fatores como a inflamação intestinal de baixo grau, aumento da
função da barreira intestinal e alterações na microbiota intestinal. A
imunidade inata também pode desempenhar um papel fundamental.
NCGS é
caracterizada por sintomas intestinais (tais como diarréia, desconforto ou dor,
inchaço e flatulência) ou sintomas extra-intestinais (tais como dor de cabeça,
letargia, transtorno de déficit de atenção / hiperatividade, manifestações
cutâneas ou ulceração oral recorrente) .
Nos últimos 5 anos,
observou-se um aumento no uso de uma dieta sem glúten fora de um diagnóstico de
doença celíaca ou alergia ao trigo mediada por IgE. Esta tendência levou à
identificação de uma nova entidade clínica denominada sensibilidade ao glúten não-celíaco (NCGS).
As manifestações
dos sintomas comumente relatados após a exposição ao glúten, que incluem
sintomas intestinais consistentes com Sindrome do Intestino irritável e sintomas extraintestinais como disfunção
neurológica, distúrbios psicológicos, fibromialgia e erupção cutânea.
Evidências sugerem
que carboidratos fermentáveis, inibidores de tripsina amilase e aglutinina de
gérmen de trigo também podem ser culpados responsáveis. Finalmente, discutimos
as novas técnicas que podem ajudar a diagnosticar NCGS no futuro.
Sintomas relacionados a Sensibilidade ao glúten
não celiaca :
Prevalência:
Feminina ( 72-84 % )
Média de Idade: 38
anos
Sintomas:
Diarréia –
16-54 % / Constipação – 18-24 % / Alteração do Hábito Intestinal – 27 % /
Inchaço – 72-87 % / perda de peso – 25 % / Dor de Estômago- 52 %/ Nausea – 9-44
% / Refluxo 32 % / Estomatite – 31 % / Dermatite ou Eczema 6-40 % / Depressão –
15 -22% / Mente nebulosa – 34 – 52 % / Ansiedade 39 % / Dor de Cabeça 22-54 % /
Dores Articulares/ Fibromialgia – 8-31 %/
Fadiga 23-64 %
Há também mais de 80
condições autoimunes cuja relação com o glúten pode existir.Porém, as doenças autoimunes que
comprovadamente apresentam relação com a sensibilidade ao glúten são:
-Diabetes mellitus tipo 1
-Artrite
reumatoide
-Psoríase, dentre tantas outras.
**A
sensibilidade ao glúten também está associada com diversos tipos de desordens
neurológicas, como depressão, dermatites, psoríase, ataxia cerebelar,
hipotonia, distúrbios de aprendizado e enxaquecas etc.
** Gostaria de esclarecer que
qualquer pessoa mesmo não tendo doença celíaca e não tendo sensibilidade não
celíaca ao glúten ou alergia ao trigo irá ter aumento da permeabilidade
intestinal após exposição de gliadina ( trigo ) .*** o que poderá levar a
diversas consequências sistêmicas dependendo de cada organismo **
Gostaria de lembrar também que é imprescindível avaliação com profissional nutricionista que possa avaliar sinais clínicos, que faça correta exclusão e reintrodução e individualize a suplementação , além disso a importância de cardápio feito não somente com exclusão do glúten, mas com modulação de índice glicêmico já que uma boa parte dos produtos sem glúten tem alto indíce glicêmico ( elevam muito o açúcar no sangue ).
Gostaria de lembrar também que é imprescindível avaliação com profissional nutricionista que possa avaliar sinais clínicos, que faça correta exclusão e reintrodução e individualize a suplementação , além disso a importância de cardápio feito não somente com exclusão do glúten, mas com modulação de índice glicêmico já que uma boa parte dos produtos sem glúten tem alto indíce glicêmico ( elevam muito o açúcar no sangue ).
Respeite seus genes, consulte um
nutricionista funcional para auxiliá-lo na melhora de sua saúde!
“ Todo processo
real de mudança acontece a partir do conhecimento “
Abaixo cito alguns
artigos para quem quiser se aprofundar mais no tema:
-Psoriasis
patients with antibodies to gliadin can be improved by a gluten-free diet.
-Non-Celiac
Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative
Review
-Non-Celiac
Gluten Sensitivity: The New Frontier of Gluten Related Disorders
-Reactivity to dietary gluten: new
insights into differential diagnosis among gluten‑related gastrointestinal
disorders
-Macharia Archita etc Al. 2015 .The Overlap between Irritable Bowel
Syndrome and Non-Celiac Gluten Sensitivity: A Clinical Dilemma/ Nutrients
Review.
-Inran Aziz et Al. The spectrum of noncoeliac
gluten sensitivity. Nature Review 2015
-Picarelli Antonio et Al. Reactivity to dietary gluten: new insights
into differential diagnosis among gluten‑related.
-Gastrointestinal disorders. Center for Research and
Study of Celiac Disease – Department of Internal Medicine and Medical
Specialties, Sapienza University, Rome, Italy
-Anastasia V. Balakireva Properties of Gluten Intolerance: Gluten Structure,
Evolution, Pathogenicity and Detoxification Capabilities. Received: 28 August
2016; Accepted: 11 October 2016; Published: 18 October 2016
-Carrocio Antonio Et Al. Non-Celiac
Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative
Review. Am J Gastroenterol 2013; 108:1845–1852; doi:
10.1038/ajg.2013.353; published online 5 November 2013
-Non-celiac Gluten
Sensitivity ARTICLE GASTROENTEROLOGY · JANUARY 2015 Impact Factor: 16.72
· DOI: 10.1053/j.gastro.2014.12.049
-Evidence for the Presence of Non-Celiac Gluten Sensitivity in
Patients with Functional Gastrointestinal Symptoms: Results from a Multicenter
Randomized Double-Blind Placebo-Controlled Gluten Challenge. Nutrients 2016, 8, 84; doi:10.3390/nu8020084 www.mdpi







