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quarta-feira, 5 de abril de 2017


SENSIBILIDADE AO GLÚTEN NÃO CELÍACA .



A sensibilidade ao glúten pode ser definida pela presença de alterações morfológicas, funcionais e imunológicas, que respondem com a exclusão do glúten ou redução do seu consumo e que não apresenta as características patológicas e laboratoriais que definem a doença celíaca. Essa definição inclui uma variedade de desordens que podem apresentar diferentes mecanismos moleculares, mas que possuem em comum a remissão dos sintomas em resposta a uma dieta isenta de glúten, na ausência de anticorpos antitransglutaminase e enteropatia.

Assim, alguns indivíduos podem apresentar alguns sintomas desagradáveis quando consomem produtos com glúten, os quais desaparecem com o consumo de uma dieta sem glúten.

Pacientes sensíveis ao glúten não toleram seu consumo e desenvolvem reações adversas, que diferentemente da doença celíaca, não levam a danos histológicos da mucosa intestinal.

Alguns pacientes com hipersensibilidade ao glúten podem tolerar até mais que 5 gramas de glúten por dia e permanecer sem sintomas com sorologia negativa.

Tipicamente, o diagnóstico é realizado pela exclusão do glúten, por meio da dieta de eliminação , seguida pela reintrodução do glúten para a avaliação de melhora e/ou redução dos sintomas.

A doença celíaca e a sensibilidade ao glúten são entidades clínicas distintas, causadas por diversas respostas na mucosa intestinal em resposta ao glúten.

A patogênese do NCGS ( SENSIBILIDADE AO GLÚTEN NÃO CELÍACA ) não é bem compreendida, é provável que seja heterogênea com possíveis fatores como a inflamação intestinal de baixo grau, aumento da função da barreira intestinal e alterações na microbiota intestinal. A imunidade inata também pode desempenhar um papel fundamental.

NCGS é caracterizada por sintomas intestinais (tais como diarréia, desconforto ou dor, inchaço e flatulência) ou sintomas extra-intestinais (tais como dor de cabeça, letargia, transtorno de déficit de atenção / hiperatividade, manifestações cutâneas ou ulceração oral recorrente) .

Nos últimos 5 anos, observou-se um aumento no uso de uma dieta sem glúten fora de um diagnóstico de doença celíaca ou alergia ao trigo mediada por IgE. Esta tendência levou à identificação de uma nova entidade clínica denominada sensibilidade ao glúten não-celíaco (NCGS).

As manifestações dos sintomas comumente relatados após a exposição ao glúten, que incluem sintomas intestinais consistentes com Sindrome do Intestino irritável  e sintomas extraintestinais como disfunção neurológica, distúrbios psicológicos, fibromialgia e erupção cutânea.

Evidências sugerem que carboidratos fermentáveis, inibidores de tripsina amilase e aglutinina de gérmen de trigo também podem ser culpados responsáveis. Finalmente, discutimos as novas técnicas que podem ajudar a diagnosticar NCGS no futuro.

Sintomas relacionados a Sensibilidade ao glúten não celiaca :

Prevalência: Feminina ( 72-84 % )

Média de Idade: 38 anos

Sintomas:

Diarréia – 16-54 % / Constipação – 18-24 % / Alteração do Hábito Intestinal – 27 % / Inchaço – 72-87 % / perda de peso – 25 % / Dor de Estômago- 52 %/ Nausea – 9-44 % / Refluxo 32 % / Estomatite – 31 % / Dermatite ou Eczema 6-40 % / Depressão – 15 -22% / Mente nebulosa – 34 – 52 % / Ansiedade 39 % / Dor de Cabeça 22-54 % / Dores Articulares/ Fibromialgia  – 8-31 %/ Fadiga 23-64 %


Há também mais de 80 condições autoimunes cuja relação com o glúten pode existir.Porém, as doenças autoimunes que comprovadamente apresentam relação com a sensibilidade ao glúten são:

-Diabetes mellitus tipo 1

-Artrite reumatoide

-Psoríase, dentre tantas outras.

**A sensibilidade ao glúten também está associada com diversos tipos de desordens neurológicas, como depressão, dermatites, psoríase,  ataxia cerebelar, hipotonia, distúrbios de aprendizado e enxaquecas etc.


** Gostaria de esclarecer que qualquer pessoa mesmo não tendo doença celíaca e não tendo sensibilidade não celíaca ao glúten ou alergia ao trigo irá ter aumento da permeabilidade intestinal após exposição de gliadina ( trigo ) .*** o que poderá levar a diversas consequências sistêmicas dependendo de cada organismo ** 

Gostaria de lembrar também que é imprescindível avaliação com profissional nutricionista  que possa avaliar  sinais clínicos, que faça correta exclusão e reintrodução e individualize a suplementação ,  além disso a importância de  cardápio feito não somente com exclusão do glúten, mas com modulação de índice glicêmico já que uma boa parte dos produtos sem glúten tem alto indíce glicêmico ( elevam muito o açúcar no sangue ). 

Respeite seus genes, consulte um nutricionista funcional para auxiliá-lo na melhora de sua saúde!

“ Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento “





Abaixo cito alguns artigos para quem quiser se aprofundar mais no tema:


-Psoriasis patients with antibodies to gliadin can be improved by a gluten-free diet.

-Non-Celiac Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative Review

-Non-Celiac Gluten Sensitivity: The New Frontier of Gluten Related Disorders

-Reactivity to dietary gluten: new insights into differential diagnosis among gluten‑related gastrointestinal disorders
-Macharia Archita etc Al. 2015 .The Overlap between Irritable Bowel Syndrome and Non-Celiac Gluten Sensitivity: A Clinical Dilemma/ Nutrients Review.

-Inran Aziz et Al. The spectrum of noncoeliac gluten sensitivity. Nature Review 2015
-Picarelli Antonio et Al. Reactivity to dietary gluten: new insights into differential diagnosis among glutenrelated.

-Gastrointestinal disorders. Center for Research and Study of Celiac Disease – Department of Internal Medicine and Medical Specialties, Sapienza University, Rome, Italy

-Anastasia V. Balakireva Properties of Gluten Intolerance: Gluten Structure, Evolution, Pathogenicity and Detoxification Capabilities. Received: 28 August 2016; Accepted: 11 October 2016; Published: 18 October 2016

-Carrocio Antonio Et Al. Non-Celiac Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative Review. Am J Gastroenterol 2013; 108:1845–1852; doi: 10.1038/ajg.2013.353; published online 5 November 2013

-Non-celiac Gluten Sensitivity ARTICLE GASTROENTEROLOGY · JANUARY 2015 Impact Factor: 16.72 · DOI: 10.1053/j.gastro.2014.12.049

-Evidence for the Presence of Non-Celiac Gluten Sensitivity in Patients with Functional Gastrointestinal Symptoms: Results from a Multicenter Randomized Double-Blind Placebo-Controlled Gluten Challenge. Nutrients 2016, 8, 84; doi:10.3390/nu8020084 www.mdpi



terça-feira, 17 de maio de 2016


SENSIBILIDADE AO GLÚTEN NÃO CELÍACA





Boa Noite Queridos!

Estou fazendo  curso de atualização com o Professor Murilo Pereira, um dos maiores estudiosos sobre o assunto Microbiota no Brasil, mais uma vez escrevo sobre a sensibilidade ao glúten não celíaca, com referências de artigos atualizados abaixo para quem interessar:


SENSIBILIDADE NÃO CELIACA AO GLÚTEN, SINAIS CLÍNICOS RELACIONADOS DE ACORDO COM AS PUBLICAÇÕES DA NATURE, ARTIGOS DE 2015,2016 .

-DOR ABDOMINAL

-NAUSEAS

-DIARRÉIA

-CONSTIPAÇÃO

-REDUÇÃO DE MASSA MAGRA

-INCHAÇO ABDOMINAL

-FLATULENCIA

-DERMATITE/ECZEMA

-SUDORESE NOTURNA

-DOR DE CABEÇA CRÔNICA

-BOLHA DE ÁGUA NA MÃO

-DORES ARTICULARES E ÓSSEA

-AUMENTO DE DOR EM MEMBRO INFERIOR

-EDEMA EM MEMBRO INFERIOR

-FORMIGAMENTO DE MÃOS E PÉS

-FADIGA CRÔNICA

-ANEMIA

-DEPRESSÃO

-FALTA DE CONCENTRAÇÃO

-HIPERATIVIDADE

ATAXIA ( DIFICULDADE NO EQUILIBRIO )

-PERIODONTITE

-AFTAS

-GENGIVA COM SANGRAMENTO RECORRENTE

-OSTEOPOROSE

SIM TODOS ESSES SINAIS CLÍNICOS PODEM ESTAR RELACIONADOS A SENSIBILIDADE NÃO CELIACA AO GLÚTEN, VOCÊ PODE ESTAR SOFRENDO HÁ ANOS COM DIVERSOS SINAIS CLÍNICOS E TRATANDO SOMENTE OS SINTOMAS COM REMÉDIOS ( PIORANDO A VERDADEIRA CAUSA ). 

TODO DIA ATENDO ALGUM PACIENTE NO CONSULTÓRIO COM SINAIS CLÍNICOS VARIADOS ACIMA, APÓS ANÁLISE DE SINAIS CLÍNICOS E PROGRAMA 4 R DA NUTRIÇÃO FUNCIONAL UMA BOA PARTE DESTES PACIENTES VOLTA AO CONSULTÓRIO COM O PROBLEMA EM QUESTÃO RESOLVIDO, MÁGICA ? NÃO CIÊNCIA, ATUALIZAÇÃO: ABAIXO ENCAMINHO ARTIGOS DE REVISTAS ( AS DE MAIOR IMPACTO NO MEIO CIENTÍFICO INTERNACIONAL ) , RECEBIDAS NO CURSO DE ATUALIZAÇÃO QUE ESTOU FAZENDO COM PROFESSOR MURILO PEREIRA – UM DOS MAIORES ESTUDIOSOS DE MICROBIOTA NO BRASIL , PARA QUEM INTERESSAR:




-Non-Celiac Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative Review Am J Gastroenterol 2013; 108:1845–1852; doi: 10.1038/ajg.2013.353; published online 5 November 2013

-Dietary Proteins and Functional Gastrointestinal Disorders / Revista : Am J gastroelterol 2013 

-Non Coelic gluten sensitivity e a new disease with gluten intolerance/ Clinical Nutrition 2014





sábado, 7 de maio de 2016


Sensibilidade ao glúten não celíaca






A sensibilidade ao glúten pode ser definida pela presença de alterações morfológicas, funcionais e imunológicas, que respondem com a exclusão do glúten e que não apresenta as características patológicas e laboratoriais que definem a doença celíaca. Essa definição inclui uma variedade de desordens que podem apresentar diferentes mecanismos moleculares, mas que possuem em comum a remissão dos sintomas em resposta a uma dieta isenta de glúten, na ausência de anticorpos antitransglutaminase e enteropatia.

Assim, alguns indivíduos podem apresentar alguns sintomas desagradáveis quando consomem produtos com glúten, os quais desaparecem com o consumo de uma dieta sem glúten.

Pacientes sensíveis ao glúten não toleram seu consumo e desenvolvem reações adversas, que diferentemente da doença celíaca, não levam a danos histológicos da mucosa intestinal.


Alguns pacientes com hipersensibilidade ao glúten podem tolerar até mais que 5 gramas de glúten por dia e permanecer sem sintomas com sorologia negativa.

Tipicamente, o diagnóstico é realizado pela exclusão do glúten, por meio da dieta de eliminação , seguida pela reintrodução do glúten para a avaliação de melhora e/ou redução dos sintomas.

A doença celíaca e a sensibilidade ao glúten são entidades clínicas distintas, causadas por diversas respostas na mucosa intestinal em resposta ao glúten.

Há mais de 80 condições autoimunes cuja relação com o glúten pode existir. Porém, as doenças autoimunes que comprovadamente apresentam relação com a sensibilidade ao glúten são:

-Diabetes mellitus tipo 1

-Artrite reumatoide

-Psoríase:

**A sensibilidade ao glúten também está associada com diversos tipos de desordens neurológicas, como depressão, dermatites, psoríase,  ataxia cerebelar, hipotonia, distúrbios de aprendizado e enxaquecas etc.


** Gostaria de esclarecer que qualquer pessoa mesmo não tendo doença celíaca e não tendo sensibilidade não celíaca ao glúten ou alergia ao trigo irá ter aumento da permeabilidade intestinal após exposição de gliadina ( trigo ) .*** o que poderá levar a diversas consequências sistêmicas dependendo de cada organismo **

Gostaria de lembrar também que é imprescindível avaliação com profisisonal nutricionista  que possa avaliar  sinais clínicos, que faça correta exclusão e reintrodução e individualize a suplementação ,  além disso a importância de  cardápio feito não somente com exclusão do glúten, mas com modulação de índice glicêmico já que uma boa parte dos produtos sem glúten tem alto indíce glicêmico ( elevam muito o açúcar no sangue ). 


Abaixo cito alguns artigos para quem quiser se aprofundar mais no tema:

**Psoriasis patients with antibodies to gliadin can be improved by a gluten-free diet.

**Non-Celiac Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative Review

**Non-Celiac Gluten Sensitivity: The New Frontier of Gluten Related Disorders



**Reactivity to dietary gluten: new insights into differential diagnosis among glutenrelated gastrointestinal disorders

sexta-feira, 24 de julho de 2015

AUTISMO E NUTRIÇÃO





RESUMO DO LIVRO : AUTISMO ESPERANÇA PELA  NUTRIÇÃO/ CLAUDIA MARCELINO

AUTISMO – DISTÚRBIO MULTIFATORIAL – 50 % GENÉTICO E 50 % AMBIENTAL

**FATORES AMBIENTAIS COMO TOXINAS , POLUIÇÃO, ALIMENTAÇÃO INADEQUADA E MODIFICADA SÃO CADA VEZ MAIS DETERMINANTES NAS DOENÇAS MULTIFATORIAIS, AUMENTANDO NÃO SÓ EM CASOS DE AUTISMO, MAS TAMBÉM DE VÁRIAS OUTRAS DESORDENS NÃO APENAS FISIOLÓGICAS ( ALERGIAS, ASMA, CÂNCER, OBESIDADE ) COMO TAMBÉM DISTÚRBIOS COMPORTAMENTAIS ( TDHA, DISLEXIA, DEPRESSÃO )

**HÁ UMA NOVA ÊNFASE NA INTERAÇÃO ENTRE VULNERABILIDADE DE GENES E GATILHOS AMBIENTAIS, EM CONJUNTO COM UM CONSENSO CRESCENTE DE QUE A EXPOSIÇÃO A DOSES BAIXAS E CONTÍNUAS A TOXINAS E INFECÇÕES PODE SER O MAIOR FATOR CONTRIBUINTE PARA O AUTISMO. O IMPACTO CEREBRAL PODE PIORAR DURANTE A VIDA, ENQUANTO O INDIVÍDUO É CONTINUAMENTE EXPOSTO A TAIS FATORES AMBIENTAIS, OU ENTRE AQUELES COM INCAPACIDADE DE QUEBRAR E SE LIVRAR DESSAS TOXINAS.

-ESTUDOS CIENTÍFICOS ATUAIS MOSTRAM QUE PACIENTES AUTISTAS APRESENTAM ALGUMAS CARACTERISTICAS COMO:

*PRESENÇA DE INFLAMAÇÃO CRÔNICA ESPECÍFICA DO TRATO GASTRO INTESTINAL

*ALTA INCIDENCIA DE GASTRITE, ESOFAGITE E REFLUXO

*DEFICIENCIA DE PRODUÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS

*AUMENTO DE PERMEABIILIDADE INTESTINAL

*DEFICIÊNCIA DE ÁCIDOS GRAXOS OMEGA- 3

*ACUMULO DE METAIS PESADOS NO ORGANISMO

*DISBIOSE INTESTINAL

*ALERGIAS ALIMENTARES MÚLTIPLAS

-ALGUNS GRUPOS SE APRESENTAM DA SEGUINTE FORMA:

*80 % DAS PESSOAS NO ESPECTRO AUTISTA NÃO PODEM DIGERIR LATICÍNIOS E GLÚTEN POR VÁRIAS RAZÕES ( SHATTOCK, UNIVERSIDADE DE SUNDERLAND ).

*HÁ OS QUE APRESENTAM ALERGIAS A COMIDAS ESPECÍFICAS QUE PODEM AFETAR SEVERAMENTE A MANEIRA COMO ELES PROCESSAM AS INFORMAÇÕES, E ASSIM POR DIANTE.

**A HISTÓRIA DA INTERFERÊNCIA DOS PEPTÍDEOS DE GLÚTEN E CASEÍNA NAS DESORDENS MENTAIS É  QUASE TÃO ANTIGA QUANTO O PRÓPRIO AUTISMO. EM MEADOS DE 1960 PESQUISADORES COMEÇARAM A SUGERIR QUE A INGESTÃO DE GLÚTEN PODERIA SER UM FATOR CAUSAL DA ESQUIZOFRENIA. 

JÁ NA DÉCADA DE 1970, PEPTÍDEOS ( FRAÇÕES DAS PROTEÍNAS DOS ALIMENTOS ) COM A ATIVIDADE IMITANDO A MORFINA FORAM DESCOBERTOS. ESSES PEPTÍDEOS SÃO CHAMADOS  DE ENDORFINAS E SÃO LIBERADOS NO ORGANISMO EM SITUAÇÕES DE PRAZER , DE ESTRESSE E DE DOR.

DIVERSOS EFEITOS SÃO CONHECIDOS QUANDO OS PEPTÍDEOS OPIÓIDES SE ELEVAM NA CORRENTE SANGUÍNEA, ENTRE ESTES ESTÃO: ALTERAÇÃO DA ACIDEZ ESTOMACAL, ALTERAÇÃO DA MOTILIDADE INTESTINAL, REDUÇÃO DO NÚMERO DE CÉLULAS NERVOSAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, ALTERAÇÃO DA NEUROTRANSMISSÃO.

MAS AFINAL O QUE SÃO PEPTÍDEOS OPIÓIDES ?


**QUANDO INGERIMOS UM ALIMENTOS, ELE PASSA PELA AÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS QUE SÃO ENCARREGADAS DE QUEBRÁ-LO EM PARTÍCULAS MENORES PARA SEREM APROVEITADOS PELO ORGANISMO EM SUAS VÁRIAS FUNÇÕES METABÓLICAS.

AS PROTEÍNAS SÃO QUEBRADAS EM AMINOÁCIDOS, SENDO AS QUE CAUSAM PROBLEMAS EM AUTISTAS AS PROTEÍNAS DO LEITE, GLÚTEN E SOJA. ESSAS PROTEÍNAS SÃO LONGAS E COMPLEXAS, PRECISAM DE MUITO TRABALHO E PERFEITA CONDIÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS PARA SEREM QUEBRADAS EM AMINOÁCIDOS. 

**QUANDO ESSAS PROTEÍNAS NÃO SÃO QUEBRADAS ADEQUADAMENTE E CONTINUAM FORMANDOS CADEIAS DE DOIS OU MAIS AMINOÁCIDOS, ESSAS CADEIAS SÃO CHAMADAS PEPTÍDEOS. OS PEPTÍDEOS DO GLÚTEN E DA CASEÍNA POSSUEM O MESMO EFEITO DE DROGA DA MORFINA E OPIÓIDES POR ISSO RECEBEM O NOME DE GLTEOMORFINA E CASEOMORFINA. UMA VEZ QUE OS PEPTÍDEOS ESTEJAM NA CORRENTE SANGUINEA ( ATÉ POR QUE OS AUTISTAS TEM O INTESTINO MAIS PERMEÁVEL )  ELES SE LIGAM AOS RECEPTORES DE OPIÓIDES NO CÉREBRO, CAUSANDO TODA GAMA DE SINTOMAS DESSAS DROGAS.


O PAPEL DO INTESTINO:




  O PAPEL QUE O INTESTINO DESEMPENHA NO ORGANISMO É MAIOR     DO QUE MUITOS PODEM IMAGINAS, SENDO CONSIDERADO O ÓRGÃO MAIS IMPORTANTE PARA MANUTENÇÃO DA SAÚDE EM GERAL. 

NO INTESTINO EXISTE UMA REDE DE 300 MILHÕES DE NEURONIOS. ELE FABRIA MELATONINA E MAIS DE 40 SUBSTANCIAS PARA A REDE NEUROENDÓCRINA E IMUNOLÓGICA.

AS PESSOAS COM AUTISMO APRESENTAM DISBIOSE INTESTINAL, ALTERAÇÃO DE PERMEABILIDADE INTESTINAL E BAIXA PRODUÇÃO DE ENZIMAS ( ESSENCIAIS PARA QUEBRA DOS PEPTÍDEOS DE GLÚTEN E CASEINA – LEITE )

 **A DISBIOSE INTESTINAL SOMADA A UMA DISFUNÇÃO IMUNOLÓGICA, AGRAVADA POR FATORES AMBIENTAIS E HIPERPERMEABILIDADE INTESTINAL , PARECEM SER OS DETONADORES DO ESPECTRO AUTISTA EM MUITOS CASOS OU, AO MENOS, OS FATORES DETERMINANTES PARA O AGRAVAMENTO DOS COMPORTAMENTOS AUTÍSTICOS.

    RESUMINDO:

  ·ALERGIAS ALIMENTARES E MÁ ABSORÇÃO DE NUTRIENTES = INFLAMAÇÃO INTESTINAL = ANORMALIDADES NA PERMEABILIDADE INTESTINAL

  ·A INFLAMAÇÃO INTESTINAL PODE SER CAUSADA POR TOXINAS, ALERGIA OU SENSIBILIDADE ALIMENTAR. ISSO PODE GERAR DORES DE CABEÇA, REFLUXO, AZIA, DIARRÉIA QUE AFETAM O COMPORTAMENTO. AUTOAGRESSÃO, BATER A CABEÇA, ESTAR SEMPRE DE BRUÇOS SÃO SINTOMAS COMUNS.

  ·QUANTO A DIGESTÃO É POBRE E O INTESTINO PERMEÁVEL, OS NUTRIENTES DOS ALIMENTOS NÃO SÃO ADEQUADAMENTE ABSORVIDOS, ISSO LEVA À DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL QUE PODE AFETAR A FUNÇÃO CELULAR E BAIXA FUNÇÃO CEREBRAL.

·OS OPIÁCEOS PODEM SER CRIADOS PELA DIGESTÃO INCOMPLETA DO GLÚTEN E DA CASEÍNA, LEVANDO A SINTOMAS DE EXCESSO DE OPIÁCEOS: PENSAMENTO CONTURBADO, ALTERAÇÃO DE SENTIDO.

  ·FUNGOS SÃO MICRO-ORGANISMOS QUE AFETAM O NÍVEL DE ENERGIA, A CLARIDADE DE PENSAMENTO E A SAÚDE INTESTINAL. QUANDO HÁ O CRESCIMENTO DESORDENADO DOS MESMOS, AS TOXINAS PRODUZIDAS ENTRAM NA CORRENTE SANGUÍNEA E SEGUEM ATÉ O CÉREBRO ONDE PODEM PROVOCAR SINTOMAS COMO: FALTA DE CLAREZA MENTAL. O CRESCIMENTO DE FUNGOS É DETONADO PELO USO DE ANTIBIÓTICOS E GERAL INFLAMAÇÃO INTESTINAL.


   FONTE: AUTISMO, ESPERANÇA PELA NUTRIÇÃO / CLAUDIA MARCELINO

   ARTIGOS INTERESSANTES PARA LEITURA:
   
   *The Effects of A Gluten and Casein-free Diet in Children with Autism: A Case Report

   *Gluten Psychosis: Confirmation of a New Clinical Entity

quarta-feira, 10 de junho de 2015


SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS E SENSIBILIDADE AO GLÚTEN



Bom Dia Queridos!!
Segue um resumo de um assunto muito interessante, tenho atendido alguns pacientes na clínica e fui pesquisar o que já tinha visto na prática:




Síndrome das pernas inquietas e Sensibilidade ao Glúten

A síndrome das pernas inquietas (SPI) é uma condição médica definida como um irresistível desejo de mover as pernas ( sensação de inquietação nas pernas ) que é freqüentemente associada com desconforto, piorando durante a repouso ou inatividade, aliviada pelo movimento, e piorando no final da tarde / noite.
Os sintomas incluem também dormência e formigamento e está associada em alguns casos com pacientes diagnosticados com depressão.

Um estudo recente publicado no Sleep Medicine ( LEONARD B. et al Restless legs syndrome is associated with irritable bowel syndrome and small intestinal bacterial overgrowth. Sleep Medicine 610-613 ) chegou a conclusão que Síndrome do Intestino Irritável e SIBO ( Super crescimento bacteriano ) são comuns em pacientes com SPI ( Síndrome das pernas inquietas ) e as hipóteses apresentadas são que :
-Os pacientes com SPI ( Síndrome das pernas inquietas )são mais imunocomprometidos por isso mais sujeitos a SIBO ( Super crescimento bacteriano ) e SII (Síndrome do Intestino Irritável ).
-O SIBO ( Super crescimento bacteriano )leva a alterações auto imunes, ataque de auto anticorpos cerebrais
-A SIBO ( Super crescimento bacteriano ) leva a deficiência de ferro ( Comum também nesses pacientes ) que por sua vez leva a SPI( Síndrome das pernas inquietas )
Conexão entre Sensibilidade ao Glúten, SIBO, SII e SPI:

Estudos associam ingestão de glúten a mudança nas bactérias intestinais, alteração de permeabilidade, disbiose causando uma variedade de sintomas dentre estes :


-Halitose ( Mau Hálito )
-Refluxo
-Diarréia intercalando com prisão de ventre
-Dor abdominal
-Inchaço
-Formação de gases em excesso





A ingestão de glúten pode levar a uma variedade de alterações fisiológicas ( Individualidade Bioquímica )que geram a doença e essas alterações podem levar a diversas deficiências como : Deficiência de ferro, vitamina B 12 ( fundamental para cognição e memória ), deficiência de zinco, vitamina A etc

O que fazer:
Procurar um profissional que possa através da avaliação clinica minuciosa e através de exames laboratoriais específicos traçar a conduta mais adequada que nesse caso com certeza incluirá suplementação com reparadores de mucosa, probióticos etc.



Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 4811
Atendimento no Espaço Clínico Umanità
Consultório: 9191-4197