sexta-feira, 14 de julho de 2017



CONSTIPAÇÃO INTESTINAL




A constipação intestinal é caracterizada por uma alteração do trânsito do intestino grosso, com diminuição do número de evacuações, fezes endurecidas e esforço à defecção. 

Devido à rotina dos dias atuais, os hábitos alimentares mudaram e o consumo de fibras está bem abaixo da recomendação diária. 

As fibras alimentares fazem parte dos carboidratos e são classificadas em solúveis e insolúveis. As fibras solúveis possuem o efeito de retardar o esvaziamento gástrico, a absorção de lipídios e aumentar o volume e a maciez das fezes. Já as fibras insolúveis têm como finalidade acelerar o trânsito intestinal sendo, portanto, as mais indicadas para o tratamento da obstipação intestinal. A recomendação é o consumo de 20 a 35 g de fibra alimentar diariamente. Grãos integrais, feijões, ervilha, raízes vegetais e algumas frutas, como mamão, manga, abacaxi, laranja e ameixa são bons exemplos de alimentos com a característica de auxiliar no funcionamento do intestino.

Outro fator importante é a ingestão hídrica. Consumir uma quantidade adequada de líquidos todos os dias é fundamental para que as fibras possam agir, alterando o peso e a maciez das fezes e facilitando a formação do bolo fecal e o peristaltismo.

Além do aumento no consumo de fibras e da ingestão hídrica, é necessário avaliar se o intestino é realmente saudável. 

O quadro de disbiose intestinal, ou seja, o desequilíbrio entre a microbiota saudável e a patogênica (com aumento desta última) está relacionado com o quadro de constipação. Dessa forma, alimentos com elevado potencial alergênico, como os laticínios, o glúten e a soja e alimentos ricos em carboidratos simples, como doces, chocolates e bebidas industrializadas devem ser evitados para que seja restabelecido o equilíbrio intestinal. 

Ainda, a suplementação de probióticos na dieta irá acelerar a modulação da flora do intestino. Porém, é necessário sempre o acompanhamento nutricional para a obtenção de resultados positivos.

Por fim, é importante respeitar o estímulo da evacuação, procurando não ignorar, fugir ou retardar o processo quando sentir vontade. Intervenções simples, porém não menos importantes, são garantias de uma visita diária ao banheiro.

Retirado do site da VP Consultoria Científica 


Referências Bibliográficas

1. CUPPARI, L. Nutrição: nutrição clínica no adulto. Ed. Manole, São Paulo, 2002.
2. PASCHOAL, V.; NAVES, A.; DA FONSECA, A. B. B. L. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. 1ª ed., VP Editora, São Paulo, 2007.