ARTRITE REUMATÓIDE E NUTRIÇÃO FUNCIONAL
A Artrite Reumatóide ( AR ) é uma doença crônica inflamatória, a qual pode afetar várias articulações.
Texto retirado da página: http://prisciladiciero.com.br/blog/dieta-pode-ajudar-quem-sofre-com-artrite-reumatoide
É uma doença auto-imune (ou seja, o sistema
imunológico em vez de nos defender, passa a atacar o próprio organismo).
Outros órgãos ou tecidos, apesar de não ser comum, podem apresentar alterações,
como pele, unhas, músculos, rins, coração, pulmão, sistema nervoso, olhos e
sangue. A Síndrome de Felty (aumento do baço, dos gânglios linfáticos e queda
dos glóbulos brancos) também pode ocorrer em pacientes com AR.
A causa é desconhecida e acomete duas vezes mais mulheres do que homens, iniciando em torno de 30 e 40 anos, aumentando sua incidência com o passar dos anos.
A causa é desconhecida e acomete duas vezes mais mulheres do que homens, iniciando em torno de 30 e 40 anos, aumentando sua incidência com o passar dos anos.
Os sintomas mais comuns são: dor, edema, calor,
vermelhidão, em qualquer articulação e, sobretudo mãos e punhos.
As articulações inflamadas provocam rigidez
matinal, fadiga, cansaço e, com a progressão da doença, há destruição da
cartilagem articular, podendo desenvolver deformidades e incapacidade para a
realização de atividade cotidiana e de trabalho.
·
Tratamento
O tratamento medicamentoso varia de acordo com o estágio da doença,
sua atividade e gravidade, devendo ser mais potente na presença de doença mais
agressiva. Os medicamentos usuais para o controle são: antiinflamatórios,
corticoides e agentes imunobiológicos. O tratamento é sempre individualizado e
modificado de acordo com a resposta de cada doente, podendo haver indicação de
tratamento cirúrgico (sinovectomia, artrodese, artroplastias…) se necessário.
Terapias são muito importantes como é o caso da Fisioterapia e a Terapia
Ocupacional, visando garantir proteção articular com o fortalecimento da
musculatura e adequado programa de flexibilidade. O condicionamento físico,
envolvendo atividades aeróbias e resistidas, alongamento e relaxamento, também
devem ser estimulados com os critérios de tolerância de cada indivíduo.
Aspectos
Nutricionais
Por ser uma
doença que envolve mecanismos inflamatórios, há ativação do sistema
imunológico, inflamação crônica e estresse oxidativo, os quais lesionam
articulações, cartilagens e ossos.
A Nutrição Funcional pode
modular o sistema imunológico, ofertando nutrientes que auxiliem na melhora
acentuada dos sinais e sintomas dos pacientes, prevenindo a evolução da
doença e proporcionando melhora da qualidade de vida destes.
Intestino.
O
funcionamento intestinal inadequado, denominado como DISBIOSE, tem sido
proposto pela ciência como um possível agente na manifestação da AR.
Esse
desequilíbrio as respostas imunes dos sistemas inato e adaptativo (sistemas de
defesa do organismo), resulta no início de uma cascata inflamatória e, se
não for controlada, a persistência pode resultar em inflamação crônica e
autoimunidade.
Vários agentes infecciosos tais como bactérias e vírus, têm sido
associados com a patogênese da AR. Um estudo clínico realizado com o objetivo de
avaliar os efeitos da suplementação de probiótico sobre a atividade da doença e
da liberação de citocinas inflamatórias em pacientes com AR, observou que a
suplementação com Lactobacilus casei, durante 8 semanas, diminuiu
significativamente a liberação de agentes inflamatórios na corrente sanguínea
(TNF - α , IL- 6 e IL- 12), melhorando o estado inflamatório e a
atividade da doença.
Novas evidências
indicam que o bloqueio de TNF- α (sendo
considerada a citocina chave da doença) com o uso de probióticos, não só melhora a
inflamação da
artrite, como também modula a
secreção de hormônios
intestinais que atuam sobre o apetite, composição corporal,
gasto energético, catabolismo muscular e remodelação óssea.
Hipersensibilidade
alimentar: As hipersensibilidades alimentares podem promover reações autoimunes
nas articulações, portanto, a eliminação de possíveis antígenos alimentares ( MAIS COMUNS: GLÚTEN, LEITE E DERIVADOS - INDIVIDUALIDADE BIOQUÍMICA ) pode trazer benefícios clínicos à doença.
Estudo realizado com dieta elementar
(refeição composta por alimentos que não precisam ser digeridos) foi tão eficaz
quanto o uso de corticoides (anti-inflamatórios) nos parâmetros rigidez
matinal, dor e edema, levando à hipótese de que a AR pode ser uma reação a um
antígeno alimentar.
Pacientes portadores de
AR, quando analisados os anticorpos (IgG, IgA e IgM) alimentares, foi
notavelmente positivo para alimentos: leite, glúten, caseína, soja, aveia,
peixe, bacalhau e carne de porco. Outro estudo realizou acompanhamento de uma
dieta vegetariana livre de glúten, observou melhora dos sinais e sintomas da AR
e reduziu os níveis de imunoglobulina G (IgG), antigliadina e
anti-B-lactoglobulina.
Nutrientes
antioxidantes
Indivíduos com AR
apresentam comprometimento da concentração de antioxidantes devido ao aumento
do estresse oxidativo e pela diminuição dos níveis das enzimas antioxidantes.
Desta forma, é indicado uma alimentação rica em nutrientes como Vitamina E,
Vitamina C, betacaroteno, licopeno, selênio, Coenzima Q10, Ácido lipóico, cujo
benefícios clínicos tem sido apontados ao consumo de frutas e vegetais.
A falta
de vitamina D, em indivíduos geneticamente predispostos, aumenta as chances de
desenvolver doenças autoimunes, agravando a sintomatologia da doença. A
vitamina D exerce função essencial no sistema de defesa do organismo, gerando
efeitos anti-inflamatórios e de auto tolerância imunológica. A adequação dos
níveis de vitamina D e cálcio, em pacientes com uso de corticoides, também
auxiliam a reduzir a perda óssea.
Gorduras
anti-inflamatórias
Os ácidos graxos
polinsaturados EPA (eicosapentaenoico) e DHA (docosahexanóico) possuem efeitos
anti-inflamatórios e podem ser úteis no tratamento de doenças como AR. Uma
concentração superior de gorduras do tipo Ômega 6 em relação ao ômega 3,
demonstra um perfil de maior liberação de substâncias inflamatórias e, estudos
tem demonstrado que portadores de AR apresentam níveis bem baixos de ômega 3.
A
suplementação de Ômega 3 nesses pacientes têm diminuído a necessidade do uso de
anti-inflamatórios, devido a ação deste na inibição de substâncias
inflamatórias, como também na redução da dor. Há estudos indicado o efeito do
ácido α-linoléico (GLA) na supressão da dor, do
número de
articulações acometidas e na rigidez de pacientes com AR ativa.
O uso do óleo de azeite
demonstrou também redução da dor e da rigidez articular matinal. Nutrientes
anti-inflamatórios os flavonoides como: EGCG (chá verde), apigenina (presente
na salsa, aipo), cianidina (presente na cereja, uva, morango, jamelão, amora,
cacau, figo, repolho roxo, açaí), kaempferol (presentes na cebolinha,
alcaparras, brócolis, chá verde, própolis) atuam através da redução do
recrutamento de células inflamatórias e da produção de citocinas (que estão bem
altas em pacientes com AR).
Gengibre possui capacidade de
inibir enzimas envolvidas na ativação do processo inflamatório. O uso da
curcumina em pacientes com AR mostrou resultados positivos na redução da
atividade da doença, redução da dor e do edema. Um dos benefícios do chá verde
é seu efeito protetor sobre as doenças autoimunes, demonstrando efeito
supressor sobre as citocinas inflamatórias, IL-6 e TNF-α, diminuindo
a resposta imunológica,
desempenhando efeito antiartrítico.
O uso do fitoterápico
Boswellia serrata apresentou efeitos positivos em doenças crônicas
inflamatórias, demonstrando uma alternativa promissora aos antiinflamatórios.
Conclusão
O acompanhamento
nutricional pode melhor muito os sintomas da AR, bem como, diminuir o avanço e
progressão da doença. É importante que você sempre consulte um Nutricionista
para que ele faça as intervenções nutricionais adequadas individualmente.
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