terça-feira, 19 de dezembro de 2017

LEITE E DERIVADOS E ALERGIAS







INÚMEROS ESTUDOS DEMONSTRAM A RELAÇÃO DE LEITE E DERIVADOS  COM PROCESSOS ALÉRGICOS POR DIVERSOS MECANISMOS IMUNOLÓGICOS. A MAIOR PARTE DAS ALERGIAS ALIMENTARES PROVOCAM REAÇÕES TARDIAS E SÃO MEDIADAS POR IGG, PRINCIPALMENTE PODENDO DESENCADEAR SINTOMAS DE 2 HORAS A 3 DIAS APÓS O CONTATO COM OS ALÉRGENOS, SENDO PORTANTO DE DIFÍCIL DIAGNÓSTICO.

ENTRE OS ALIMENTOS MAIS ALERGÊNICOS, O LEITE DE VACA É O MAIS FREQUENTE. A MAIOR RELAÇÃO DOS DERIVADOS DE LEITE COM AS ALERGIAS TARDIAS SE DEVE AO FATO DO ORGANISMO NÃO DIGERIR A BETA – LACTOGLOBULINA E A CASEINA ( PROTEÍNAS DO LEITE ).

 AS PROTEÍNAS ALERGÊNICAS DOS LÁCTEOS PROVOCAM UMA INFLAMAÇÃO NA MUCOSA INTESTINAL CAUSANDO ALTERAÇÃO NA PERMEABILIDADE INTESTINAL DA MESMA, FACILITANDO A PASSAGEM DE MACROMOLÉCULAS E METAIS TÓXICOS PARA A CORRENTE SANGUÍNEA, ALÉM DE PROMOVER A MÁ ABSORÇÃO DE NUTRIENTES, GERANDO UMA SÍNDROME DE MÁ ABSORÇÃO

COMO A MUCOSA INTESTINAL É PRODUTORA DE SUBSTÂNCIAS COMO SEROTONINA, HORMÔNIOS E ENXIMAS DIGESTIVAS, SUA ALTERAÇÃO PREJUDICARÁ AS FUNÇÕES EXECUTADAS POR ESSAS SUBSTÂNCIAS QUE SERIAM PRODUZIDAS E LIBERADAS NA CIRCULAÇÃO SANGUINEA PARA UMA POSSÍVEL AÇÃO NO ORGANISMO TAMBÉM. ALÉM DISSO ESSAS MACROMOLÉCULAS ( DOS LÁCTEOS E DE OUTROS ALIMENTOS COMO GLÚTEN ) QUE CONSEGUIRAM ATRAVESSAR ESSA MUCOSA INTESTINAL ALTERADA PODEM PROVOCAR UMA REAÇÃO NO ORGANISMO NO SENTIDO DE COMBATÊ-LAS POIS SÃO ENTENDIDAS COMO ANTÍGENOS, NECESSITANDO SER ELIMINADAS.

PARA ISSO ALÉM DA AÇÃO DE FAGÓCITOS, PODERÁ EXISTIR A FORMAÇÃO DE ANTICORPOS E ESTIMULO DO SISTEMA DO COMPLEMENTO, HAVENDO LIBERAÇÃO DE HISTAMINAS , PRODUÇÃO DE SUBSTÂNCIAS INFLAMATÓRIAS. TODAS ESSAS REAÇÕES EM CONJUNTO PODEM DESENCADEAR SINTOMAS EM DIVERSOS ÓRGÃOS  ALVO, PODENDO SE MANIFESTAR POR ALTERAÇÕES FÍSICAS, MENTAIS E/OU EMOCIONAIS.


DIVERSOS ESTUDOS MOSTRAM A RELAÇÃO DE ALERGIA TARDIA PRINCIPALMENTE À LEITE DE VACA COM OTITE, DERMATITE, RINITE, SINUSITE, BRONQUITE, AMIDALITE, OBESIDADE, AUMENTO DE RESISTÊNCIA À INSULINA, AUMENTO DA FORMAÇÃO DE MUCO, GASTRITE, ESOFAGITE, REFLUXO, OBSTIPAÇÃO INTESTINAL, ENXAQUECA, FADIGAS INEXPLICÁVEIS, ARTRITE REUMATÓIDE, ANSIEDADE E ATÉ MESMO DEPRESSÃO.

NO PROCESSO ALÉRGICO TARDIO, A HISTAMINA É LIBERADA EM PEQUENAS QUANTIDADES, NÃO DESENCADEANDO SINTOMAS ALÉRGICOS IMEDIATOS, PORÉM, EM QUANTIDADE PEQUENA TEM AÇÃO DE RELAXANTE CEREBRAL, DANDO SENSAÇÃO DE CONFORTO E RELAXAMENTO, LIGANDO O ALIMENTO ( ALÉRGENO ) INGERIDO PRIMEIRAMENTE AO PRAZER, E NÃO AOS PROBLEMAS QUE ELE TRARÁ DEPOIS DE UM TEMPO VARIÁVEL.

OS SINTOMAS TARDIOS SÃO RELACIONADOS COM A NECESSIDADE DE MAIOR FORMAÇÃO DE IMUNOCOMPLEXOS, E UMA QUEDA DA SEROTONINA, LEVANDO A SENSAÇÃO DE ANSIEDADE ETC.OUTRO FATOR QUE PODERÁ GERAR VÍCIO AO ALIEMENTO SENSIBILIZANTE É A FERMENTAÇÃO QUE A MICROBIOTA PODERÁ FAZER DA CASEÍNA, DA BETALACTOGLOBULINA ( E TAMBÉM DO GLÚTEN ), PRODUZINDO SUBSTÂNCIAS QUE OCUPAM O LUGAR DE AMINAS BIOLÓGICAS COMO SEROTONINA, MODIFICANDO O COMPORTAMENTO, PODENDO LEVAR A SINTOMAS COMO HIPERATIVIDADE, EXCITAÇÃO, E DEPOIS DE UM TEMPO VARIÁVEL À ANSIEDADE E ATÉ MESMO DEPRESSÃO.

É IMPORTANTE ENTENDER QUE O PROCESSO ALÉRGICO TARDIO NÃO SE MANIFESTA PELA PRESENÇA DA SUBSTÂNCIA ALERGÊNICA E SIM PELO CONSUMO FREQUENTE DA MESMA EM DETRIMENTO DE UMA NUTRIÇÃO CELULAR INADEQUADA




TEXTO RETIRADO DO LIVRO: ALIMENTAÇÃO, PROBLEMA E SOLUÇÃO PARA DOENÇAS CRÔNICAS – DENISE MADI CERREIRO

sexta-feira, 27 de outubro de 2017



BOLO DE BANANA DIVINO!!



Bom Dia Queridos!

Segue abaixo receita desse bolo prático, fácil e delicioso! ( Super Saudável! ).

Ingredientes:

2 bananas médias ou 3 pequenas
3 ovos
200 ml de leite de coco
3 c sopa de óleo - usei de arroz
1 colher de chá de canela em pó
1 xícara de farinha de arroz integral
3 c sopa de farinha de aveia
1/2 xícara de açúcar - usei de coco
4 c sopa de farinha de amêndoas
1 colher de chá de fermento em pó
2 bananas cortadas em fatias finas e canela em pó - para colocar no final**

Preparo:

Bater no liquidificador as bananas, ovos, leite de coco, óleo e açúcar. Levar essa mistura em uma travessa e misturar à mão com a canela, farinha de arroz integral, farinha de aveia, farinha de amêndoas e fermento.

Levar a mistura a uma assadeira untada de 25 cm e misturar 2 bananas picadas e canela em pó por cima.

Forno pré aquecido 180 graus por 30 minutos.

Bom Apetite!! 

Obs: Esse bolo fica bom para comer tanto quante quanto frio. 


sexta-feira, 14 de julho de 2017



CONSTIPAÇÃO INTESTINAL




A constipação intestinal é caracterizada por uma alteração do trânsito do intestino grosso, com diminuição do número de evacuações, fezes endurecidas e esforço à defecção. 

Devido à rotina dos dias atuais, os hábitos alimentares mudaram e o consumo de fibras está bem abaixo da recomendação diária. 

As fibras alimentares fazem parte dos carboidratos e são classificadas em solúveis e insolúveis. As fibras solúveis possuem o efeito de retardar o esvaziamento gástrico, a absorção de lipídios e aumentar o volume e a maciez das fezes. Já as fibras insolúveis têm como finalidade acelerar o trânsito intestinal sendo, portanto, as mais indicadas para o tratamento da obstipação intestinal. A recomendação é o consumo de 20 a 35 g de fibra alimentar diariamente. Grãos integrais, feijões, ervilha, raízes vegetais e algumas frutas, como mamão, manga, abacaxi, laranja e ameixa são bons exemplos de alimentos com a característica de auxiliar no funcionamento do intestino.

Outro fator importante é a ingestão hídrica. Consumir uma quantidade adequada de líquidos todos os dias é fundamental para que as fibras possam agir, alterando o peso e a maciez das fezes e facilitando a formação do bolo fecal e o peristaltismo.

Além do aumento no consumo de fibras e da ingestão hídrica, é necessário avaliar se o intestino é realmente saudável. 

O quadro de disbiose intestinal, ou seja, o desequilíbrio entre a microbiota saudável e a patogênica (com aumento desta última) está relacionado com o quadro de constipação. Dessa forma, alimentos com elevado potencial alergênico, como os laticínios, o glúten e a soja e alimentos ricos em carboidratos simples, como doces, chocolates e bebidas industrializadas devem ser evitados para que seja restabelecido o equilíbrio intestinal. 

Ainda, a suplementação de probióticos na dieta irá acelerar a modulação da flora do intestino. Porém, é necessário sempre o acompanhamento nutricional para a obtenção de resultados positivos.

Por fim, é importante respeitar o estímulo da evacuação, procurando não ignorar, fugir ou retardar o processo quando sentir vontade. Intervenções simples, porém não menos importantes, são garantias de uma visita diária ao banheiro.

Retirado do site da VP Consultoria Científica 


Referências Bibliográficas

1. CUPPARI, L. Nutrição: nutrição clínica no adulto. Ed. Manole, São Paulo, 2002.
2. PASCHOAL, V.; NAVES, A.; DA FONSECA, A. B. B. L. Nutrição Clínica Funcional: dos princípios à prática clínica. 1ª ed., VP Editora, São Paulo, 2007.

sábado, 27 de maio de 2017


NUTRIÇÃO EM PROL DA MELHOR IDADE SEM ALZHEIMER






Retirado do site da VP Consultoria Nutricional.


“O que a ciência já sabe sobre a doença de Alzheimer”, esse é o título da matéria publicada pela revista “Viva Saúde”.

Mas será que tudo que se sabe para o controle dessa condição apenas envolve descoberta de genes, avanço no diagnóstico, novos remédios e vacinas? 

O texto aborda o efeito degenerativo da doença, o que pode ser didaticamente elucidado no site da Alzheimer’s Association em uma apresentação disponível em português: A viagem ao cérebro (http://www.alz.org/alzheimers_disease_4719.asp). 

Contudo, a reportagem deixa uma grande interrogação no que diz respeito à nutrição e alimentação.

O cérebro, assim como todo o restante do nosso organismo, é formado por células.



Sua estrutura e função dependem dos nutrientes. Estudos mostram que inúmeros aspectos da cognição são comprometidos pela má nutrição desde a infância. Observando a realidade alimentar da população brasileira e global, não é de se espantar que 8,7% das crianças entre 8 e 15 anos foram “rotuladas” com TDAH ou transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, e 1 em cada 10 crianças tomem medicamentos estimulantes como ritalina. Já o autismo afeta 1 em cada 166 crianças e sua incidência aumentou em 11 vezes na última década.

Problemas com o aprendizado afetam entre 5% e 10% das crianças em idade escolar. A doença de Alzheimer (DA) é o comprometimento cerebral após longa data de desequilíbrios, que hoje já afetam as crianças.


A Alzheimer’s Disease International (ADI) estima que existam atualmente 30 milhões de pessoas com demência no mundo, e 4,6 milhões de novos casos anualmente (um novo caso a cada 7 segundos); assim, em 2050 mais de 100 milhões de pessoas poderão estar afetadas, principalmente pessoas da terceira idade. A DA é a forma mais comum de demência, contando de 50 a 60% de todos os casos, e no Brasil acomete cerca de um milhão de pessoas.

Há pouco tempo, os considerados tradicionais fatores de risco para DA (idade avançada, histórico familiar de demência e polimorfismo do gene ApoE 4) mantiveram a prevenção longe das prioridades tanto de pesquisa quanto da prática clínica.

Entretanto, nos últimos anos, estudos vêm acumulando evidências de que fatores de risco modificáveis relacionados ao estilo de vida também são importantes na DA. Uma série de estudos mostra que os mesmos fatores de risco para as doenças cardiovasculares também contribuem para a DA. 

Entre esses estão a obesidade, hipertensão, dislipidemia, diabetes, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool. Essas informações, quando rearranjadas e reavaliadas, sugerem que os mesmos mecanismos deletérios que acometem o sistema cardiovascular também afetam o cérebro.

Uma revisão sistemática publicada este ano no European Journal of Neurology traz a seguinte sentença: “Apesar de as pesquisas na DA focarem no desenvolvimento de intervenções baseado na hipótese da cascata amiloide, acredita-se que a DA não é uma condição singular definida exclusivamente por placas e emaranhados, mas sim o resultado de uma sobreposição conjunta de processos biológicos que constituem formas de envelhecimento cerebral grave”.

E são justamente esses processos biológicos desencadeados por uma gama de fatores ambientais e comportamentais que influenciam o envelhecimento cerebral e a DA. Na ótica da Nutrição Funcional, são vistos como desequilíbrios fisiológicos, resultado da interação entre os genes com o ambiente. 

No caso da DA, os desequilíbrios oxidativo, inflamatório, estrutural e neuroendócrino são mais pronunciados. Nesse sentido a nutrição, considerada causa básica, também é solução, sendo capaz de modular esses processos prevenindo, retardando e melhorando a sintomatologia característica da doença.

Na última década, muitas investigações foram realizadas para avaliar a efetividade da dieta do mediterrâneo na prevenção do desenvolvimento de doenças crônicas como Alzheimer e principalmente de doenças cardiovasculares. 

Esta dieta é caracterizada por um alto consumo de peixes, vegetais, legumes, frutas, cereais integrais, azeite de oliva, baixo consumo de produtos lácteos, carnes e gordura saturada, assim como o consumo moderado de álcool, principalmente na forma de vinho tinto.


Em recente meta-análise publicada no Britsh Medical Journal, foi avaliada a relação entre aderência à dieta do mediterrâneo e a mortalidade e incidência de doenças crônicas. O resultado mostrou aumento significativo no nível de saúde. Houve redução de 9% nas taxas de mortalidade total e por doenças cardiovasculares, diminuição de 6% nas taxas de mortalidade por câncer e de 13% na incidência de Parkinson e Alzheimer. Em contraste, um estudo populacional realizado na Polônia avaliou o perfil alimentar de indivíduos diagnosticados com a DA. Os resultados mostraram um alto consumo de carnes, produtos lácteos com elevado teor de gordura e açúcar refinado, além de baixo consumo de frutas e verduras.


O padrão alimentar ocidental possui características contrárias ao padrão mediterrâneo. É pró-inflamatório, pró-oxidante, promove desestruturação celular e gera desequilíbrios neuroendócrinos. Esses desequilíbrios são mais suscetíveis no tecido cerebral devido à sua composição e atividade metabólica. Composto por 60% de gordura, o cérebro pesa apenas 2% do peso corporal, usa 20% do oxigênio que respiramos e em torno de 20% das calorias que consumimos.

Contém 100 bilhões de células conectadas às outras por aproximadamente 40.000 conexões (sinapses). Este é o número de conexões cerebrais que estão constantemente mandando e recebendo mensagens que mantém nossa saúde. Cada uma dessas conexões interage pelas membranas celulares que, quando não estão saudáveis, perdem efetividade e rapidez.

As membranas celulares dos neurônios são consideradas peças-chave para a ótima comunicação cerebral. O alto consumo de ômega-6, característico da dieta ocidental, deixa a estrutura rígida e não funcional, o que associado a ausência de antioxidantes desse padrão alimentar e a atividade metabólica cerebral, favorece ao estresse oxidativo, que por sua vez conduz a processos inflamatórios e vice-versa. Este processo impede a membrana de realizar boa comunicação e a célula fica incapaz de produzir quantidades suficientes de energia. Alguns estudos chamaram a DA de diabetes tipo 3 devido a identificação de resistência a insulina cerebral caracterizada por estes danos a membrana.

Os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 e os antioxidantes são os grandes responsáveis por estruturar e proteger a membrana celular, além de controlar a expressão gênica, regular o sistema imunológico e os processos inflamatórios, melhorando o metabolismo como um todo.



Dado o padrão alimentar deficiente nestes nutrientes, é fácil entender um dos porquês que vivemos hoje uma epidemia de desordens psiquiátricas e neurológicas.


A íntima relação entre nutrição e saúde vem sendo intensivamente estudada pela ciência por mais de meio século. No entanto, modelos convencionais persistem em enxergar um único agente causando uma única doença associada a um único tratamento. Análises lineares como esta estão fadadas ao fracasso frente às desordens multifatoriais como o Alzheimer. Um modelo mais adequado entende que uma condição é resultado de vários desequilíbrios, e um desequilíbrio pode levar a várias condições patológicas. O raciocínio sistêmico considera esses desequilíbrios moleculares que afetam todo o organismo. Identificá-los e modulá-los é a maneiro como a nutrição pode intervir na DA.

Retirado do site VP Consultoria Nutricional.

quarta-feira, 5 de abril de 2017


SENSIBILIDADE AO GLÚTEN NÃO CELÍACA .



A sensibilidade ao glúten pode ser definida pela presença de alterações morfológicas, funcionais e imunológicas, que respondem com a exclusão do glúten ou redução do seu consumo e que não apresenta as características patológicas e laboratoriais que definem a doença celíaca. Essa definição inclui uma variedade de desordens que podem apresentar diferentes mecanismos moleculares, mas que possuem em comum a remissão dos sintomas em resposta a uma dieta isenta de glúten, na ausência de anticorpos antitransglutaminase e enteropatia.

Assim, alguns indivíduos podem apresentar alguns sintomas desagradáveis quando consomem produtos com glúten, os quais desaparecem com o consumo de uma dieta sem glúten.

Pacientes sensíveis ao glúten não toleram seu consumo e desenvolvem reações adversas, que diferentemente da doença celíaca, não levam a danos histológicos da mucosa intestinal.

Alguns pacientes com hipersensibilidade ao glúten podem tolerar até mais que 5 gramas de glúten por dia e permanecer sem sintomas com sorologia negativa.

Tipicamente, o diagnóstico é realizado pela exclusão do glúten, por meio da dieta de eliminação , seguida pela reintrodução do glúten para a avaliação de melhora e/ou redução dos sintomas.

A doença celíaca e a sensibilidade ao glúten são entidades clínicas distintas, causadas por diversas respostas na mucosa intestinal em resposta ao glúten.

A patogênese do NCGS ( SENSIBILIDADE AO GLÚTEN NÃO CELÍACA ) não é bem compreendida, é provável que seja heterogênea com possíveis fatores como a inflamação intestinal de baixo grau, aumento da função da barreira intestinal e alterações na microbiota intestinal. A imunidade inata também pode desempenhar um papel fundamental.

NCGS é caracterizada por sintomas intestinais (tais como diarréia, desconforto ou dor, inchaço e flatulência) ou sintomas extra-intestinais (tais como dor de cabeça, letargia, transtorno de déficit de atenção / hiperatividade, manifestações cutâneas ou ulceração oral recorrente) .

Nos últimos 5 anos, observou-se um aumento no uso de uma dieta sem glúten fora de um diagnóstico de doença celíaca ou alergia ao trigo mediada por IgE. Esta tendência levou à identificação de uma nova entidade clínica denominada sensibilidade ao glúten não-celíaco (NCGS).

As manifestações dos sintomas comumente relatados após a exposição ao glúten, que incluem sintomas intestinais consistentes com Sindrome do Intestino irritável  e sintomas extraintestinais como disfunção neurológica, distúrbios psicológicos, fibromialgia e erupção cutânea.

Evidências sugerem que carboidratos fermentáveis, inibidores de tripsina amilase e aglutinina de gérmen de trigo também podem ser culpados responsáveis. Finalmente, discutimos as novas técnicas que podem ajudar a diagnosticar NCGS no futuro.

Sintomas relacionados a Sensibilidade ao glúten não celiaca :

Prevalência: Feminina ( 72-84 % )

Média de Idade: 38 anos

Sintomas:

Diarréia – 16-54 % / Constipação – 18-24 % / Alteração do Hábito Intestinal – 27 % / Inchaço – 72-87 % / perda de peso – 25 % / Dor de Estômago- 52 %/ Nausea – 9-44 % / Refluxo 32 % / Estomatite – 31 % / Dermatite ou Eczema 6-40 % / Depressão – 15 -22% / Mente nebulosa – 34 – 52 % / Ansiedade 39 % / Dor de Cabeça 22-54 % / Dores Articulares/ Fibromialgia  – 8-31 %/ Fadiga 23-64 %


Há também mais de 80 condições autoimunes cuja relação com o glúten pode existir.Porém, as doenças autoimunes que comprovadamente apresentam relação com a sensibilidade ao glúten são:

-Diabetes mellitus tipo 1

-Artrite reumatoide

-Psoríase, dentre tantas outras.

**A sensibilidade ao glúten também está associada com diversos tipos de desordens neurológicas, como depressão, dermatites, psoríase,  ataxia cerebelar, hipotonia, distúrbios de aprendizado e enxaquecas etc.


** Gostaria de esclarecer que qualquer pessoa mesmo não tendo doença celíaca e não tendo sensibilidade não celíaca ao glúten ou alergia ao trigo irá ter aumento da permeabilidade intestinal após exposição de gliadina ( trigo ) .*** o que poderá levar a diversas consequências sistêmicas dependendo de cada organismo ** 

Gostaria de lembrar também que é imprescindível avaliação com profissional nutricionista  que possa avaliar  sinais clínicos, que faça correta exclusão e reintrodução e individualize a suplementação ,  além disso a importância de  cardápio feito não somente com exclusão do glúten, mas com modulação de índice glicêmico já que uma boa parte dos produtos sem glúten tem alto indíce glicêmico ( elevam muito o açúcar no sangue ). 

Respeite seus genes, consulte um nutricionista funcional para auxiliá-lo na melhora de sua saúde!

“ Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento “





Abaixo cito alguns artigos para quem quiser se aprofundar mais no tema:


-Psoriasis patients with antibodies to gliadin can be improved by a gluten-free diet.

-Non-Celiac Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative Review

-Non-Celiac Gluten Sensitivity: The New Frontier of Gluten Related Disorders

-Reactivity to dietary gluten: new insights into differential diagnosis among gluten‑related gastrointestinal disorders
-Macharia Archita etc Al. 2015 .The Overlap between Irritable Bowel Syndrome and Non-Celiac Gluten Sensitivity: A Clinical Dilemma/ Nutrients Review.

-Inran Aziz et Al. The spectrum of noncoeliac gluten sensitivity. Nature Review 2015
-Picarelli Antonio et Al. Reactivity to dietary gluten: new insights into differential diagnosis among glutenrelated.

-Gastrointestinal disorders. Center for Research and Study of Celiac Disease – Department of Internal Medicine and Medical Specialties, Sapienza University, Rome, Italy

-Anastasia V. Balakireva Properties of Gluten Intolerance: Gluten Structure, Evolution, Pathogenicity and Detoxification Capabilities. Received: 28 August 2016; Accepted: 11 October 2016; Published: 18 October 2016

-Carrocio Antonio Et Al. Non-Celiac Wheat Sensitivity as an Allergic Condition: Personal Experience and Narrative Review. Am J Gastroenterol 2013; 108:1845–1852; doi: 10.1038/ajg.2013.353; published online 5 November 2013

-Non-celiac Gluten Sensitivity ARTICLE GASTROENTEROLOGY · JANUARY 2015 Impact Factor: 16.72 · DOI: 10.1053/j.gastro.2014.12.049

-Evidence for the Presence of Non-Celiac Gluten Sensitivity in Patients with Functional Gastrointestinal Symptoms: Results from a Multicenter Randomized Double-Blind Placebo-Controlled Gluten Challenge. Nutrients 2016, 8, 84; doi:10.3390/nu8020084 www.mdpi