quarta-feira, 27 de junho de 2012




Patê fácil de Tofu



Ingredientes

250gr de Tofu picado



1 col. (sopa) cheia de salsa e cebolinha picadas


1 col. (sobremesa) de orégano


3 col. (sopa) de azeite de oliva extra virgem


2 dentes de alho bem amassados


Pimenta e sal


Bater todos os ingredientes no liquidificador até misturar todos os ingredientes.Servir com pão, torradinhas ou legumes crus fatiados.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PROBIÓTICOS


PROBIÓTICOS 




A nutrição otimizada é um desses novos conceitos, dirigida no sentido de maximizar as funções fisiológicas de cada indivíduo, de maneira a assegurar tanto o bem-estar quanto a saúde, como também o risco mínimo de desenvolvimento de doenças ao longo da vida. Nesse contexto, os alimentos funcionais e especialmente os probióticos são conceitos novos e estimulantes (Roberfroid, 2002).


A microbiota intestinal humana exerce um papel importante tanto na saúde quanto na doença e a suplementação da dieta com probióticos pode assegurar o equilíbrio dessa microbiota. Probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro.


Outros possíveis efeitos dos probióticos são a sua atuação na prevenção de câncer, na modulação de reações alérgicas, na melhoria da saúde urogenital de mulheres (Kopp-Hoolihan, 2001) e nos níveis sanguíneos de lipídeos (Pereira, Gibson, 2002). Além desses possíveis efeitos, evidências preliminares indicam que bactérias probióticas ou seus produtos fermentados podem exercer um papel no controle da pressão sanguínea. Estudos clínicos e com animais documentaram efeitos anti-hipertensivos com a ingestão de probióticos (Kopp-Hoolihan, 2001).

Assim, além de uma dieta equilibrada, em muitos casos o uso de suplementos probióticos pode ser uma ferramenta útil para a melhora da flora intestinal.

Uma microbiota intestinal saudável e microecologicamente equilibrada resulta em um desempenho normal das funções fisiológicas do hospedeiro, o que irá assegurar melhoria na qualidade de vida do indivíduo. Este resultado é de suma importância, particularmente nos dias de hoje, em que a expectativa de vida aumenta exponencialmente. O papel direto dos microrganismos probióticos no sentido de propiciar, no campo da nutrição preventiva, essa microbiota intestinal saudável e equilibrada ao hospedeiro, já está bem estabelecido.

Vale lembrar que em alguns casos (indivíduos imunodeprimidos) ou em casos de lesões com sangramentos intestinais, cirurgia recente, por exemplo, o uso deve ser restrito até que o uso seja considerado seguro novamente.

Desta forma, o uso desses suplementos deve sempre ser indicado e supervisionado por um nutricionista ou médico capacitado









Fonte:  Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences/2006






quarta-feira, 6 de junho de 2012

SAL REFINADO X SAL MARINHO


SAL REFINADO X SAL MARINHO





Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais, seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela ma alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.

Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de "controle".
No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc.
O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

Por isso façamos boas escolhas que auxiliem nosso estado de saúde integral. É através do conhecimento que iremos formar cidadãos críticos, que não se deixem enganar pela manipulação da indústria alimentícia cujo maior objetivo ainda é o lucro.

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Excesso de açúcar prejudica o cérebro


Excesso de açúcar prejudica o cérebro



Vai fazer prova, prestar concurso, participar de um trabalho que exige grande concentração? Evite os doces antes e durante as tarefas, ao menos os industrializados, como chocolates, refrigerantes e outras guloseimas ricas em açúcar refinado. Em compensação, pode caprichar no salmão, no óleo de linhaça e nas nozes no almoço ou no jantar.

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia (Ucla) e divulgada no último dia 15 na publicação americana Journal of Psicologhy mostra que ingerir grandes quantidades de açúcar pode dificultar a comunicação entre os neurônios e deixar o cérebro lento. Por outro lado, o ômega 3 presente em peixes e em algumas sementes pode minimizar os “estragos”.

Evite:

Alimentos que contenham glicose em excesso e que sejam absorvidos de forma muito rápida pelo organismo, gerando um pico muito alto de açúcar no sangue. Portanto, evite ingerir muito chocolate, balas, tortas, doces e refrigerantes, que contêm muito açúcar refinado. Prefira frutas, pois, além de terem menos frutose (que depois é transformada em glicose), são ricas em fibras, que tornam a absorção do açúcar mais lenta.

Consuma:

Alimentos ricos em ômega 3, como peixes de águas frias (salmão, atum, sardinha), e em sementes como nozes, lichia e linhaça. São três os tipos de ômega 3 – o DHA (ácido docosaexaenóico) e o EPA (ácido eicosapentaenóico) são de origem animal, presente em peixes. Já o ALA (ácido alfalinolênico), de origem vegetal, é encontrado nas sementes.

Equilíbrio

A glicose é o único combustível do cérebro – devido à barreira hematoencefálica, que permite apenas a passagem desse monossacarídeo. Nesse caso, todo o carboidrato que ingerimos precisa se transformar em glicose antes de chegar ao cérebro.


Ausência ou deficiência: sem glicose, o cérebro simplesmente morre. Caso haja deficiência, a pessoa pode perder a consciência, entrar em coma, ter tremores, alucinações, estresse e fome.


Excesso: provoca secreção exagerada do neurotransmissor glutamato, que provoca estresse oxidativo dos neurônios, dificultando as sinapses e até mesmo matando as células.

Fonte: Hudson Famelli, Eda Scur e Renato Puppi Munhoz.

O estudo, feito com camundongos, mostrou a relação entre a ingestão de alta dose de açúcar e o comprometimento das sinapses, ligações entre as células cerebrais que possibilitam o raciocínio. Os animais, divididos em dois grupos, foram alimentados durante seis semanas com xarope de milho com alta concentração de frutose (seis vezes mais doce do que a cana-de-açúcar) e apenas um dos grupos recebeu ômega 3.

Os resultados mostram que a glicose (a frutose transforma-se em glicose no fígado, antes de cair na corrente sanguínea e chegar ao cérebro), embora seja um combustível essencial para o cérebro, pode gerar um efeito deletério quando presente em excesso nas células. Após as seis semanas, os pesquisadores puseram os ratos em um labirinto para que realizassem uma atividade que haviam aprendido antes de ingerirem frutose em excesso: encontrar a saída.

Os animais alimentados apenas com açúcar não conseguiram. Mostraram-se desorientados, sem coordenação e não acharam a saída. Já os que ingeriram DHA, um tipo de ácido graxo do ômega 3, também apresentaram dificuldades em realizar a tarefa, mas acabaram encontrando a única saída existente, embora tenham demorado mais do que a primeira vez.


Radicais livres


Tal “apagão” começa a ser desvendado pela ciência e o que já se sabe é que, se a glicose é importante para manter o motor do cérebro funcionando, uma overdose da substância não fará com que tenhamos um supercérebro. Pelo contrário: ela pode estimular a secreção acelerada do neurotransmissor glutamato, que aumenta o estresse oxidativo cerebral, gerando radicais livres que “atacam” os neurônios.

“Esses radicais livres causam pequenos danos funcionais no cérebro e até microlesões estruturais, o que faz com que o raciocínio e o funcionamento cerebral de modo geral fiquem comprometidos”, explica o chefe do Setor de Neurologia do Hospital Cajuru e professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Renato Puppi Munhoz.

O médico afirma que o metabolismo desacelera e até mesmo o oxigênio – outro combustível importante para manter as células vivas e em amplo funcionamento – fica com seu suplemento comprometido, já que a glicose interfere negativamente na vascularização e impede que o órgão seja plenamente irrigado. “Isso é notado em pessoas que têm diabete, por exemplo”, diz Munhoz.


Ômega 3 “compensa” malefícios


A pesquisa feita na Uni­versidade da Califórnia é uma comprovação de que a glicose em excesso pode fazer mal, algo que já é observado em pacientes com diabete ou aqueles que, mesmo sem ter a doença, têm o índice glicêmico elevado – acima de 270 dl/mg, o nível já é considerado alto. Além disso, o estudo também mostra que o ômega 3, conhecido por promover o rejuvenescimento celular, realmente faz bem à saúde.

“Há uma hipótese de que o ômega 3 ajude na reconstituição das membranas celulares. Isso porque ele é uma espécie de lipídio [gordura], e uma parte da membrana externa é feita de lipídio”, explica o neurologista do Hospital Vita Hudson Famelli. Ou seja, o ômega 3 presente em peixes de águas frias, como o salmão e a sardinha, é o principal fornecedor do material que forma as membranas, por onde a corrente elétrica do cérebro se propaga.

Mesmo quem ingere alimentos que contenham gran­de concentração desse tipo de ácido graxo, no entanto, não está liberado para exagerar naqueles ricos em glicose, como os que possuem açúcar refinado, pois a ingestão de um não compensa a do outro. A longo prazo, o hábito pode levar à obesidade, que também contribui para a “lentidão” cerebral. “O tecido adiposo libera adipocitocinas, substâncias inflamatórias que também são capazes de gerar os mesmos radicais livres e promover o envelhecimento e a morte das células”, explica a nutricionista Eda Scur

Fonte: GAZETA DO POVO