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sexta-feira, 19 de junho de 2015

PROBIÓTICOS


Queridos!

Gostaria de falar um pouco sobre PROBIÓTICOS, na minha prática clínica sempre tenho indicado e estudado cada vez mais os incríveis benefícios destes. 

O que vou escrever é um resumo de uma monografia sobre o tema escrito pelo  Dr Eduardo Antonio André ( Pós Doutor em Gastroenterologia ).

Microbiota Gastrointestinal : Homens e Mulheres hospedam uma enorme variedade de micro organismos ( bactérias em sua maioria ) , essa composição é chamada microbiota, sendo adquirida logo após o nascimento , persistindo ao longo da vida.



Existem comunidades microbianas na cavidade oral, no trato respiratório, no tubo digestivo , na vagina e na pele, mas a maior população desses micro organismos é encontrado nas regiões do intestino delgado e intestino grosso.


A primeira inoculação de bactérias através da cavidade oral do recém- nascido ocorre durante seu nascimento

Na amamentação Lactobacillus e Bifidobactérias são ingeridas, as bifidobactérias por exemplo  protegem o organismo  contra infecções.

Probióticos:  Há vários séculos a utilização de probióticos baseia-se em propostas de aumento da longevidade e de um trato digestório saudável. O termo probiótico provem do Grego e significa para vida sendo utilizado desde a década de 60.

De acordo com a OMS ( organização mundial da saúde ) probióticos são “ organismos vivos que ao serem administrados em quantidades adequadas conferem benefícios  à saúde do hospedeiro “

**A importância da associação de diferentes organismos relaciona - se , principalmente, à possível ação sinergística para supressão de organismos patogênicos

Diversos mecanismos de ação são atribuídos aos probióticos, particularmente lactobacillus e bifidobactérias, como supressão do crescimento de organismos patogênicos ( ruins ) e restabelecimento da flora intestinal além de efeitos como imunomodulação, aumento da resposta imune, redução de sintomas associados à síndrome do intestino irritável, diarreia, obstipação, doenças inflamatórias intestinais, alergias, infecções urinárias etc.



Importância da Microbiota Intestinal para saúde:

O trato digestório abriga mais bactérias do que células no nosso corpo e seu equilíbrio é fundamental para todo equilíbrio do organismo como um todo.

O trato gastro intestinal é o maior “ órgão “ imunológico do corpo humano, contendo 80 % de todas as células produtoras de anticorpos e a microbiota, consequentemente fundamental ao nosso sistema imunológico.

Resumindo efeitos benéficos dos probióticos:

-Melhora do nível de bactérias benéficas à saúde

-Facilita a digestão e bem estar

-Redução do desconforto intestinal

-Manutenção da microbiota saudável

-Redução dos sintomas relacionados a intolerância à lactose

-Melhora da função imune

-Redução dos sintomas de infecções  respiratórias

-Redução de sintomas de infecção urinária e candidíase

-Melhora da absorção de vitaminas e minerais

-Melhora das funções orgânicas como um todo

Fonte: monografia sobre o tema escrito pelo  Dr Eduardo Antonio André ( Pós Doutor em Gastroenterologia ).


Queridos aproveitando esse texto gostaria de deixar claro que cada individuo é único e é essencial analisar qual a melhor cepa e qual quantidade especifica de cepas ( espécies de probióticos ) indicadas a cada um de acordo com faixa etária ( crianças, adultos, idosos ) e de acordo com o objetivo que se quer alcançar ( melhora de desordens alérgicas, infecções urinárias, sistema imune etc ) , pois as cepas ( espécies de bactérias ) são específicas a cada caso. 

Por isso procure um profissional habilitado para uma correta prescrição.

Um Abraço

Amanda L. Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 4811



" Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento "

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Intestino pode mudar o seu cérebro ?



Giulia Enders - Autora de a vida secreta dos intestinos




Vamos mesmo falar sobre os nossos intestinos? Sobre a melhor posição para estar sentado na retrete? Sobre as bactérias que, dentro de nós, se alimentam dos nossos alimentos e, no processo, ajudam-nos de maneiras que nem imaginamos? Sim.

A alemã Giulia Enders, 25 anos, formada em Gastroenterologia pela Universidade Goethe de Frankfurt, interessou-se por aquele que descreve como “o nosso órgão mais subestimado” e escreveu um livro sobre ele, que rapidamente chegou ao primeiro lugar no top de vendas na Dinamarca, Alemanha e Holanda. Em Portugal, A Vida Secreta dos Intestinos acaba de ser editado pela Lua de Papel e já está em terceiro lugar no top de vendas da Fnac.

Um dos pontos mais interessantes do livro de Giulia Enders é a relação que os intestinos têm com o nosso humor e a importância que a irritação intestinal pode ter, por exemplo, no stress e na depressão. Giulia – que decidiu estudar Medicina por causa de um grave problema de pele que teve aos 17 anos e que só se resolveu quando percebeu que a origem estava nos intestinos – começa por explicar que estes têm uma inteligência própria, que os coloca ao nível do tão admirado cérebro.

“Com prudência, começa-se a questionar a posição absolutamente dominante do cérebro”, escreve. “Não só os nervos do intestino existem em quantidade inimaginável como também são incrivelmente diferentes por comparação com o resto do corpo. […] A rede nervosa do intestino é, por conseguinte, também conhecida por cérebro intestinal. […]. Nenhum organismo jamais criaria tamanha rede de neurónios apenas para emitir um simples flato. Tem que haver algo mais por detrás disso.”

O que Giulia explica é que há uma ligação directa do intestino para o cérebro, com o primeiro a enviar ao segundo uma série de sinais que chegam a diferentes regiões do cérebro – a ínsula, o sistema límbico, os córtex pré-frontal, a amígdala, o hipocampo e o córtex anterior cingulado – ligadas às emoções, à moral, ao medo, à memória, à motivação. “Isto não quer dizer que o nosso intestino guie os nossos pensamentos morais, embora haja a possibilidade de os influenciar.”

O exemplo que dá para falar da ligação entre intestino e depressão é o do “rato nadador”: se se puser um rato num alguidar com água, como é que ele reage? Nada para se salvar? Sim, claro, mas se se tratar de um rato com tendências depressivas, acabará por ficar imóvel e, eventualmente, afogar-se. “Ao que parece, nos seus cérebros os sinais inibidores conseguem passar muito mais facilmente do que os impulsos motivadores e impulsionadores”.

Giulia conta a experiência feita pela equipa do cientista irlandês John Cryan, que deu aos ratos uma bactéria conhecida por cuidar do intestino, a "Lactobazillus rhamnosus", concluindo que estes “nadavam não só mais tempo, como também de forma mais esperançada”. A informação sobre o melhor estado dos intestinos era transmitida por estes ao cérebro através do nervo vago e a disposição do rato mudava (quando os cientistas cortavam o nervo vago, o comportamento dos ratos voltava ao que era anteriormente)

Dois anos depois, foi realizado outro estudo, este já com humanos. “Os resultados não só surpreenderam [os responsáveis pela investigação] como toda a restante comunidade científica”, afirma Giulia no livro. “Após quatro semanas a ingerir uma determinada mistura de bactérias, algumas áreas cerebrais apresentaram alterações significativas, sobretudo as áreas responsáveis pelo processamento da dor e das emoções.” Estes resultados são encorajadores, segundo a autora, que sublinha que “para pessoas com um intestino irritado, pode ser muito pesada a ligação que há entre intestino e cérebro.”



O stress também tem aqui um papel determinante. Se estivermos muito stressados, o cérebro vai precisar de energia e vai “pedi-la” ao intestino, que “solidariamente poupa energia durante a digestão” – situações continuadas de stress significam portanto “falta de apetite, mal-estar, diarreia” e são, naturalmente, de evitar.
O terceiro capítulo centra-se no gigantesco mundo das bactérias que vivem nos nossos intestinos – a chamada flora intestinal –, um mundo interior que, garante Giulia, é mais fascinante que o que existe à nossa volta. E em relação ao qual “só agora é que a investigação está realmente a começar”. Mais uma vez, os intestinos dominam as atenções: é que “dos microorganismos que vagueiam dentro de nós, 99% encontram-se no intestino”.
Porque este é um universo ainda em grande parte desconhecido, a nossa tendência é para nos preocuparmos excessivamente com as bactérias más (que existem, sem dúvida) e não darmos o devido valor às boas (que existem em muito maior quantidade). “Preocupamo-nos muito em não comer isto ou aquilo e centramo-nos demasiado em evitar as bactérias más”, diz Giulia ao PÚBLICO.
“Como não as podemos ver, isso dificulta de certa forma o nosso comportamento”, continua a autora. “Por isso acho importante que quando se lê sobre este assunto se possa realmente imaginar todas essas bactérias dentro de nós. No passado, a nossa alimentação tinha muito mais vegetais, por exemplo, o que lhes dava muito mais trabalho do que pão branco ou massa. As bactérias tinham muito mais comida para fazer todo o tipo de coisas, como tornar o nosso sistema imunitário mais tolerante ou influenciar o nosso humor de uma forma positiva.”
A obsessão de algumas pessoas com a higiene também acaba por ter como consequência matar todas as bactérias, as más e as boas. “A higiene é positiva, mas é preciso não esquecermos que 95% das bactérias não nos prejudicam de forma nenhuma, algumas ajudam-nos e outras não fazem nada. Não me parece lógico que usemos tanta energia a vermo-nos livres de bactérias que nos são úteis”, afirma Giulia.
Mas, mais importante do que isso, é contribuirmos para tornar a nossa flora intestinal mais saudável através dos probióticos e dos prebióticos, tentando reduzir o número de vezes que temos que recorrer aos antibióticos. Os probióticos são as bactérias vivas que entram nas nossas bocas durante todo o dia, e que podem ser boas para nós ou simplesmente inofensivas (os prébióticos são, por seu lado, alimentos que estimulam as bactérias boas mas só funcionam quando estas já existem no nosso organismo). 
Há também ligações entre a flora intestinal e a obesidade. “Todas as doenças resultam de diferentes factores, que podem ser genéticos, ambientais, ou que podem estar ligados à nossa alimentação e às bactérias que temos. Uma pessoa pode ser obesa por comer 20 bolos por dia ou por factores genéticos. Sabemos que as bactérias têm uma influência entre 10 e 30% no nosso peso. E através delas podemos modificar e melhorar as coisas.” Com limites, claro. “Tornar uma pessoa magra apenas mudando as bactérias não é possível se ela continuar a comer muito.”
Todos temos ainda muito a aprender sobre este mundo. Giulia acredita que vai haver uma evolução na forma como os profissionais em diferentes áreas vão olhar para as nossas bactérias e potenciar os lados bons delas em cada caso específico. Afinal, elas precisam de nós e nós precisamos delas. Só temos que nos conhecer melhor.
Link: http://www.publico.pt/n1695742

quinta-feira, 10 de julho de 2014


PROBIÓTICOS

 
 
 



 
A alimentação pode ser considerada como um dos fatores que mais influencia a qualidade de vida das pessoas auxiliando na melhora do equilíbrio orgânico do organismo. Quando falamos nesse equilíbrio não podemos deixar de falar da integridade fisiológica e funcional do trato gastrointestinal, pois sabe-se há tempos a relação direta que existe  entre intestino e saúde.
 
As bactérias que habitam o nosso trato gastrointestinal são reconhecidas como bactérias probióticas ( bactérias do bem ) e  bactérias patogênicas ( bactérias do mal ). Probióticos são então microorganismos vivos, administrados em quantidades adequadas conferindo benefícios à saúde das pessoas, como produção de compostos com atividade antimicrobiana, estímulo da imunidade, diminuição e/ou melhora de sintomas como diarréia, intestino preso etc.

Existem também os pre bióticos, estes são carboidratos não digeríveis que servem como substrato ( “’alimento “’ ) para que as bactérias do intestino grosso ( cólon ) possam fermentar auxiliando no  aumento da quantidade de bactérias do bem  o que consequentemente auxilia na modulação de algumas funções chave no nosso organismo dentre estas maior  absorção de diversos nutrientes dentre estes o cálcio, redução no risco de câncer de cólon, redução do colesterol, dentre tantos outros benefícios .


 
Onde encontrar os pro e prebióticos ?
 
A ingestão de probióticos pode ser feita através de produtos lácteos enriquecidos com essas bactérias ( caso não se apresente nenhuma intolerância à lactose ou nenhum tipo de alergia a proteína do leite - avaliação individual ) ou mesmo através de uma formulação específica indicada por profissional nutricionista de acordo com a individualidade bioquímica de cada organismo.

Já os prebióticos podem ser manipulados ou também  encontrados em alguns alimentos como a chicória, alho-poró, alho, bananas, cebola, tomate, beterraba, aspargos, alcachofra, batata yacon, centeio, aveia, trigo, mel, cerveja, açúcar mascavo, etc.


 
A ciência vem mostrando que a saúde intestinal é um dos melhores marcadores para mostrar como está o estado de saúde de uma pessoa, por isso que tal começarmos hoje mesmo a modular nossa microbiota a fim de garantir uma vida saudável.
Um Abraço!
 
Amanda L. Nogarolli de Carvalho / Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 4811
Consultório ( 41 ) 9191-4197

sexta-feira, 14 de março de 2014

sábado, 17 de agosto de 2013



Intestino- Nosso segundo cérebro
 
 

Sempre atendo em meu consultório pacientes com queixas de obstipação ( intestino preso ), intestino irritável, excesso de formação de gases, distenção abdominal , enfim, as mais diversas queixas relacionadas a trato gastro-intestinal, por sinal é impressionante como a maioria deles ( 90 % ) relata essas queixas. Por isso resolvi esclarecer alguns pontos importantes sobre nossa microbiota intestinal e como e por quê a disbiose intestinal ( desequilibrio entre a flora benéfica -probióticos e a patogênica ) pode acarretar problemas como: unhas fracas, pele seca, cansaço, fadiga, cabelo opaco e sem vida, má absorção de nutrientes, azia; piorando o estado inflamatório geral do organismo como um todo.

Por que as pessoas estão adoecendo ?

Atualmente o nível de stress das pessoas é muito maior do que antigamente, em decorrência disso as pessoas acabam por liberar mais cortisol ( cortisol é um hormonio produzido pela glandula supra-renal que em excesso altera a permeabilidade intestinal o que faz com que moléculas de dificil digestão como glúten, proteinas do leite e soja passem para corrente sanguinea como antigenos alimentares, nesse momento nosso organismo libera anticorpos para atacar esses antigenos e isso gera uma inflamação sistêmica, gerando diversos sinais clinicos como: dor de cabeça, cansaço, desanimo, falta de disposição, dores articulares etc. Além disso, hoje em dia as pessoas não estão mais se “’nutrindo “’ adequadamente como se fazia antigamente, hoje em dia as pessoas consomem “’ produtos alimenticios “’ e não alimentos dotados de nutrientes ( estes essenciais para produção hormonal, equilibrio do organismo ). As pessoas se preocupam mais com a simples contagem calórica do que com a qualidade alimentar, na nutrição clinica funcional contagem de calorias não faz sentido, o que faz é o fator inflamatório dos alimentos para aquele organismo em particular.

Concluindo: Stress Elevado + Alimentação Inflamatória = stress oxidativo em nosso organismo, o que leva a disbiose ( desequilibrio de trato gastro intestinal ), comprometendo toda nossa qualidade de vida como um todo, pois, se você não tem um bom equilibrio interno de trato gastro intestinal ( boas bactérias- probióticas ) o seu organismo não absorve bem nutrientes ( por exemplo o cálcio, entre tantos outros ) e além disso faz com que as macromoléculas ( proteinas de dificil digestão-gluten, soja, leite ) venham a passar para corrente sanguinea atacando seu sistema imunológico.
Por isso antes de ir tratando os sintomas de seu organismo comece por tratar a causa e promover um estado de vitalidade positiva que é mais do que a mera ausência de doenças, é um estado onde se procura um equilibrio organico-fisico-quimico.

Exemplos:

Candidiase, infeccoes urinárias de repetição – Pode ser causada por excesso de bactérias patogenicas em seu trato gastro intestinal que migram p/ vias urinárias e genitais ( com exceções )

Unhas fracas, que descamam: Podem ser consequencia da má absorção intestinal, problemas de tireóide ( por sinal muito comuns hoje em dia ).
Colágeno hidrolisado: Atendo muitos pacientes, mulheres principalmente, que querem começar a usar colágeno, é importantes esclarecer algus pontos: O colágeno só é absorvido em uma microbiota saudável ( Do contrário é eliminado ) e além disso deve estar em sinergia com outros nutrientes como silicio, vitamina C e zinco e precisa ser hidrolisado. Mais uma vez: Quer ter uma pele bonita: Primeiro- Trate seu intestino.
E por que o glúten virou vilão ? Por um simples motivo: Com a permeabilidade aumentada - muito mais do que antigamente ( excesso de stress, toxinas- conservantes, corantes, agrotóxicos etc ) o glúten ( proteína do trigo, centeio, cevada , malte e aveia ) passa para corrente sanguínea - pois é uma macrmolécula grande e isso gera um grande estrago dependendo da susceptibilidade de cada organismo. Por isso para começar a ter um melhor estado de saúde e melhor digestão de alguns alimentos como glúten etc comece por tratar seu intestino.

Enfim, existem uma gama de fatores relacionados, nosso organismo funciona de forma individualizada. Estarei enviando textos semanais para compreenderem um pouco mais sobre essa ciência fantástica que tem encantado a mim e profissionais da área da saúde pelos resultados obtidos em nossos pacientes.

Grande Abraço
Amanda Lamb Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Especialista em Obesidade e Emagrecimento e em Nutrição Funcional
CRN 8: 4811
Consultório: 3352-0043

"'No dramático momento em que uma célula masculina, microscópica e serpenteante, encaminha-se para uma célula ovo muito maior e liga-se a ela, um ser humano começa a existir e a nutrição tem início"
Roger Williams