terça-feira, 24 de novembro de 2015


NUTRIÇÃO E CÉREBRO



Boa Tarde Queridos!

Se todos pudessem ler o livro que estou lendo do Neurologista Dr David Perrmutter entenderiam um pouco mais sobre a Nutrição Funcional também. Repasso algumas pinceladas do livro para terem conhecimento:


-Novas descobertas de ponta da ciência mostram que , em grande parte, a saúde do cérebro ( e , do mesmo modo suas doenças ) depende daquilo que ocorre no intestino.

-Talvez nenhum outro sistema em nosso corpo seja tão sensível a mudanças em nossas bactérias intestinais quanto o sistema nervoso central, em particular o cérebro.

-Mesmo que você não sofra de problemas de saúde graves e crônicos que exijam terapia intensiva ou medicação, uma disfunção no microbioma pode estar na origem de incômodos como dores de cabeça, ansiedade, dificuldade de concentração etc.

-Os conhecimentos sobre microbiota e sua modulação podem ajudar no tratamento das condições abaixo e de praticamente todas as condições inflamatórias ou degenerativas :

TDHA, Autismo, Asma, Alergias, Fadiga, Transtornos de Humor, Prisão de Ventre, Diarréia Crônica, Problemas de Memória e Concentração, Insônia, Aterosclerose, Infecções por Fungos, Eczema, Acne, Mau Hálito, Gengivite, Doença Celíaca, Síndrome do Intestino Irritável, Doença de Crohn, Resfriados ou Viroses Frequentes, Diabetes, Vício em Açúcar , Desequilíbrios Hormonais.


Uma pequena pincelada do Livro: Amigos da Mente, Dr David Perlmutter.




quarta-feira, 11 de novembro de 2015

sábado, 7 de novembro de 2015

sábado, 31 de outubro de 2015

FALSO PÃO DE QUEIJO


Ingredientes


500g de polvilho azedo

150ml de azeite de oliva

500g de mandioquinha (cozida e espremida) ou batata salsa ou batata doce

1/3 de xícara de água

1 colher (chá) de sal marinho

1 colher (sopa) de orégano, alecrim, manjericão

1 colher de sopa de chia ( grãos )


Modo de Preparo

Misture o polvilho  azedo, sal, ervas e óleo em uma tigela grande.

Acrescente o purê de mandioquinha e, aos poucos, vá adicionando a água.

Misture a massa até ficar homogênea.

Faça os pães do tamanho e formato que desejar.

Preaqueça o forno (10 minutos) a 180ºC.

Sem untar a forma, coloque os pães em uma assadeira e deixe no forno por 20 a 25 minutos, dependendo do forno. Se necessário, após estes 20 minutos, aumente um pouco o forno (por volta dos 205 C) para dourar um pouco, por cerca de 15 minutos. O pão precisa crescer como se fosse pão de queijo.

Bom Apetite!


quinta-feira, 24 de setembro de 2015


BOM BOM DE COCO COM CHOCOLATE



BOM DIA QUERIDOS! RECEITA TESTADA E APROVADA!!!



INGREDIENTES:


1 XÍCARA DE COCO RALADO
1/3 DE XÍCARA DE ÓLEO DE COCO
2 COLHERES DE SOPA DE LEITE DE COCO
2 COLHERES DE SOPA DE NOZES
200 G DE CHOCOLATE 70 %

2 COLHERES DE SOBREMESA DE AÇÚCAR DE COCO


MODO DE FAZER:

NO PROCESSADOR, MISTURE TODOS INGREDIENTES ( MENOS o CHOCOLATE ) E PROCESSE ATÉ FORMAR UMA MASSA. LEVE A GELADEIRA POR 1 HORA ATÉ FICAR COMO UMA MASSA . RETIRE DA GELADEIRA FAÇA BOLINHAS E PASSE NO CHOCOLATE DERRETIDO EM BANHO MARIA.


BOM APETITE!!

sexta-feira, 24 de julho de 2015

AUTISMO E NUTRIÇÃO





RESUMO DO LIVRO : AUTISMO ESPERANÇA PELA  NUTRIÇÃO/ CLAUDIA MARCELINO

AUTISMO – DISTÚRBIO MULTIFATORIAL – 50 % GENÉTICO E 50 % AMBIENTAL

**FATORES AMBIENTAIS COMO TOXINAS , POLUIÇÃO, ALIMENTAÇÃO INADEQUADA E MODIFICADA SÃO CADA VEZ MAIS DETERMINANTES NAS DOENÇAS MULTIFATORIAIS, AUMENTANDO NÃO SÓ EM CASOS DE AUTISMO, MAS TAMBÉM DE VÁRIAS OUTRAS DESORDENS NÃO APENAS FISIOLÓGICAS ( ALERGIAS, ASMA, CÂNCER, OBESIDADE ) COMO TAMBÉM DISTÚRBIOS COMPORTAMENTAIS ( TDHA, DISLEXIA, DEPRESSÃO )

**HÁ UMA NOVA ÊNFASE NA INTERAÇÃO ENTRE VULNERABILIDADE DE GENES E GATILHOS AMBIENTAIS, EM CONJUNTO COM UM CONSENSO CRESCENTE DE QUE A EXPOSIÇÃO A DOSES BAIXAS E CONTÍNUAS A TOXINAS E INFECÇÕES PODE SER O MAIOR FATOR CONTRIBUINTE PARA O AUTISMO. O IMPACTO CEREBRAL PODE PIORAR DURANTE A VIDA, ENQUANTO O INDIVÍDUO É CONTINUAMENTE EXPOSTO A TAIS FATORES AMBIENTAIS, OU ENTRE AQUELES COM INCAPACIDADE DE QUEBRAR E SE LIVRAR DESSAS TOXINAS.

-ESTUDOS CIENTÍFICOS ATUAIS MOSTRAM QUE PACIENTES AUTISTAS APRESENTAM ALGUMAS CARACTERISTICAS COMO:

*PRESENÇA DE INFLAMAÇÃO CRÔNICA ESPECÍFICA DO TRATO GASTRO INTESTINAL

*ALTA INCIDENCIA DE GASTRITE, ESOFAGITE E REFLUXO

*DEFICIENCIA DE PRODUÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS

*AUMENTO DE PERMEABIILIDADE INTESTINAL

*DEFICIÊNCIA DE ÁCIDOS GRAXOS OMEGA- 3

*ACUMULO DE METAIS PESADOS NO ORGANISMO

*DISBIOSE INTESTINAL

*ALERGIAS ALIMENTARES MÚLTIPLAS

-ALGUNS GRUPOS SE APRESENTAM DA SEGUINTE FORMA:

*80 % DAS PESSOAS NO ESPECTRO AUTISTA NÃO PODEM DIGERIR LATICÍNIOS E GLÚTEN POR VÁRIAS RAZÕES ( SHATTOCK, UNIVERSIDADE DE SUNDERLAND ).

*HÁ OS QUE APRESENTAM ALERGIAS A COMIDAS ESPECÍFICAS QUE PODEM AFETAR SEVERAMENTE A MANEIRA COMO ELES PROCESSAM AS INFORMAÇÕES, E ASSIM POR DIANTE.

**A HISTÓRIA DA INTERFERÊNCIA DOS PEPTÍDEOS DE GLÚTEN E CASEÍNA NAS DESORDENS MENTAIS É  QUASE TÃO ANTIGA QUANTO O PRÓPRIO AUTISMO. EM MEADOS DE 1960 PESQUISADORES COMEÇARAM A SUGERIR QUE A INGESTÃO DE GLÚTEN PODERIA SER UM FATOR CAUSAL DA ESQUIZOFRENIA. 

JÁ NA DÉCADA DE 1970, PEPTÍDEOS ( FRAÇÕES DAS PROTEÍNAS DOS ALIMENTOS ) COM A ATIVIDADE IMITANDO A MORFINA FORAM DESCOBERTOS. ESSES PEPTÍDEOS SÃO CHAMADOS  DE ENDORFINAS E SÃO LIBERADOS NO ORGANISMO EM SITUAÇÕES DE PRAZER , DE ESTRESSE E DE DOR.

DIVERSOS EFEITOS SÃO CONHECIDOS QUANDO OS PEPTÍDEOS OPIÓIDES SE ELEVAM NA CORRENTE SANGUÍNEA, ENTRE ESTES ESTÃO: ALTERAÇÃO DA ACIDEZ ESTOMACAL, ALTERAÇÃO DA MOTILIDADE INTESTINAL, REDUÇÃO DO NÚMERO DE CÉLULAS NERVOSAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, ALTERAÇÃO DA NEUROTRANSMISSÃO.

MAS AFINAL O QUE SÃO PEPTÍDEOS OPIÓIDES ?


**QUANDO INGERIMOS UM ALIMENTOS, ELE PASSA PELA AÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS QUE SÃO ENCARREGADAS DE QUEBRÁ-LO EM PARTÍCULAS MENORES PARA SEREM APROVEITADOS PELO ORGANISMO EM SUAS VÁRIAS FUNÇÕES METABÓLICAS.

AS PROTEÍNAS SÃO QUEBRADAS EM AMINOÁCIDOS, SENDO AS QUE CAUSAM PROBLEMAS EM AUTISTAS AS PROTEÍNAS DO LEITE, GLÚTEN E SOJA. ESSAS PROTEÍNAS SÃO LONGAS E COMPLEXAS, PRECISAM DE MUITO TRABALHO E PERFEITA CONDIÇÃO DE ENZIMAS DIGESTIVAS PARA SEREM QUEBRADAS EM AMINOÁCIDOS. 

**QUANDO ESSAS PROTEÍNAS NÃO SÃO QUEBRADAS ADEQUADAMENTE E CONTINUAM FORMANDOS CADEIAS DE DOIS OU MAIS AMINOÁCIDOS, ESSAS CADEIAS SÃO CHAMADAS PEPTÍDEOS. OS PEPTÍDEOS DO GLÚTEN E DA CASEÍNA POSSUEM O MESMO EFEITO DE DROGA DA MORFINA E OPIÓIDES POR ISSO RECEBEM O NOME DE GLTEOMORFINA E CASEOMORFINA. UMA VEZ QUE OS PEPTÍDEOS ESTEJAM NA CORRENTE SANGUINEA ( ATÉ POR QUE OS AUTISTAS TEM O INTESTINO MAIS PERMEÁVEL )  ELES SE LIGAM AOS RECEPTORES DE OPIÓIDES NO CÉREBRO, CAUSANDO TODA GAMA DE SINTOMAS DESSAS DROGAS.


O PAPEL DO INTESTINO:




  O PAPEL QUE O INTESTINO DESEMPENHA NO ORGANISMO É MAIOR     DO QUE MUITOS PODEM IMAGINAS, SENDO CONSIDERADO O ÓRGÃO MAIS IMPORTANTE PARA MANUTENÇÃO DA SAÚDE EM GERAL. 

NO INTESTINO EXISTE UMA REDE DE 300 MILHÕES DE NEURONIOS. ELE FABRIA MELATONINA E MAIS DE 40 SUBSTANCIAS PARA A REDE NEUROENDÓCRINA E IMUNOLÓGICA.

AS PESSOAS COM AUTISMO APRESENTAM DISBIOSE INTESTINAL, ALTERAÇÃO DE PERMEABILIDADE INTESTINAL E BAIXA PRODUÇÃO DE ENZIMAS ( ESSENCIAIS PARA QUEBRA DOS PEPTÍDEOS DE GLÚTEN E CASEINA – LEITE )

 **A DISBIOSE INTESTINAL SOMADA A UMA DISFUNÇÃO IMUNOLÓGICA, AGRAVADA POR FATORES AMBIENTAIS E HIPERPERMEABILIDADE INTESTINAL , PARECEM SER OS DETONADORES DO ESPECTRO AUTISTA EM MUITOS CASOS OU, AO MENOS, OS FATORES DETERMINANTES PARA O AGRAVAMENTO DOS COMPORTAMENTOS AUTÍSTICOS.

    RESUMINDO:

  ·ALERGIAS ALIMENTARES E MÁ ABSORÇÃO DE NUTRIENTES = INFLAMAÇÃO INTESTINAL = ANORMALIDADES NA PERMEABILIDADE INTESTINAL

  ·A INFLAMAÇÃO INTESTINAL PODE SER CAUSADA POR TOXINAS, ALERGIA OU SENSIBILIDADE ALIMENTAR. ISSO PODE GERAR DORES DE CABEÇA, REFLUXO, AZIA, DIARRÉIA QUE AFETAM O COMPORTAMENTO. AUTOAGRESSÃO, BATER A CABEÇA, ESTAR SEMPRE DE BRUÇOS SÃO SINTOMAS COMUNS.

  ·QUANTO A DIGESTÃO É POBRE E O INTESTINO PERMEÁVEL, OS NUTRIENTES DOS ALIMENTOS NÃO SÃO ADEQUADAMENTE ABSORVIDOS, ISSO LEVA À DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL QUE PODE AFETAR A FUNÇÃO CELULAR E BAIXA FUNÇÃO CEREBRAL.

·OS OPIÁCEOS PODEM SER CRIADOS PELA DIGESTÃO INCOMPLETA DO GLÚTEN E DA CASEÍNA, LEVANDO A SINTOMAS DE EXCESSO DE OPIÁCEOS: PENSAMENTO CONTURBADO, ALTERAÇÃO DE SENTIDO.

  ·FUNGOS SÃO MICRO-ORGANISMOS QUE AFETAM O NÍVEL DE ENERGIA, A CLARIDADE DE PENSAMENTO E A SAÚDE INTESTINAL. QUANDO HÁ O CRESCIMENTO DESORDENADO DOS MESMOS, AS TOXINAS PRODUZIDAS ENTRAM NA CORRENTE SANGUÍNEA E SEGUEM ATÉ O CÉREBRO ONDE PODEM PROVOCAR SINTOMAS COMO: FALTA DE CLAREZA MENTAL. O CRESCIMENTO DE FUNGOS É DETONADO PELO USO DE ANTIBIÓTICOS E GERAL INFLAMAÇÃO INTESTINAL.


   FONTE: AUTISMO, ESPERANÇA PELA NUTRIÇÃO / CLAUDIA MARCELINO

   ARTIGOS INTERESSANTES PARA LEITURA:
   
   *The Effects of A Gluten and Casein-free Diet in Children with Autism: A Case Report

   *Gluten Psychosis: Confirmation of a New Clinical Entity

sexta-feira, 19 de junho de 2015

PROBIÓTICOS


Queridos!

Gostaria de falar um pouco sobre PROBIÓTICOS, na minha prática clínica sempre tenho indicado e estudado cada vez mais os incríveis benefícios destes. 

O que vou escrever é um resumo de uma monografia sobre o tema escrito pelo  Dr Eduardo Antonio André ( Pós Doutor em Gastroenterologia ).

Microbiota Gastrointestinal : Homens e Mulheres hospedam uma enorme variedade de micro organismos ( bactérias em sua maioria ) , essa composição é chamada microbiota, sendo adquirida logo após o nascimento , persistindo ao longo da vida.



Existem comunidades microbianas na cavidade oral, no trato respiratório, no tubo digestivo , na vagina e na pele, mas a maior população desses micro organismos é encontrado nas regiões do intestino delgado e intestino grosso.


A primeira inoculação de bactérias através da cavidade oral do recém- nascido ocorre durante seu nascimento

Na amamentação Lactobacillus e Bifidobactérias são ingeridas, as bifidobactérias por exemplo  protegem o organismo  contra infecções.

Probióticos:  Há vários séculos a utilização de probióticos baseia-se em propostas de aumento da longevidade e de um trato digestório saudável. O termo probiótico provem do Grego e significa para vida sendo utilizado desde a década de 60.

De acordo com a OMS ( organização mundial da saúde ) probióticos são “ organismos vivos que ao serem administrados em quantidades adequadas conferem benefícios  à saúde do hospedeiro “

**A importância da associação de diferentes organismos relaciona - se , principalmente, à possível ação sinergística para supressão de organismos patogênicos

Diversos mecanismos de ação são atribuídos aos probióticos, particularmente lactobacillus e bifidobactérias, como supressão do crescimento de organismos patogênicos ( ruins ) e restabelecimento da flora intestinal além de efeitos como imunomodulação, aumento da resposta imune, redução de sintomas associados à síndrome do intestino irritável, diarreia, obstipação, doenças inflamatórias intestinais, alergias, infecções urinárias etc.



Importância da Microbiota Intestinal para saúde:

O trato digestório abriga mais bactérias do que células no nosso corpo e seu equilíbrio é fundamental para todo equilíbrio do organismo como um todo.

O trato gastro intestinal é o maior “ órgão “ imunológico do corpo humano, contendo 80 % de todas as células produtoras de anticorpos e a microbiota, consequentemente fundamental ao nosso sistema imunológico.

Resumindo efeitos benéficos dos probióticos:

-Melhora do nível de bactérias benéficas à saúde

-Facilita a digestão e bem estar

-Redução do desconforto intestinal

-Manutenção da microbiota saudável

-Redução dos sintomas relacionados a intolerância à lactose

-Melhora da função imune

-Redução dos sintomas de infecções  respiratórias

-Redução de sintomas de infecção urinária e candidíase

-Melhora da absorção de vitaminas e minerais

-Melhora das funções orgânicas como um todo

Fonte: monografia sobre o tema escrito pelo  Dr Eduardo Antonio André ( Pós Doutor em Gastroenterologia ).


Queridos aproveitando esse texto gostaria de deixar claro que cada individuo é único e é essencial analisar qual a melhor cepa e qual quantidade especifica de cepas ( espécies de probióticos ) indicadas a cada um de acordo com faixa etária ( crianças, adultos, idosos ) e de acordo com o objetivo que se quer alcançar ( melhora de desordens alérgicas, infecções urinárias, sistema imune etc ) , pois as cepas ( espécies de bactérias ) são específicas a cada caso. 

Por isso procure um profissional habilitado para uma correta prescrição.

Um Abraço

Amanda L. Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 4811



" Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento "

quarta-feira, 10 de junho de 2015


SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS E SENSIBILIDADE AO GLÚTEN



Bom Dia Queridos!!
Segue um resumo de um assunto muito interessante, tenho atendido alguns pacientes na clínica e fui pesquisar o que já tinha visto na prática:




Síndrome das pernas inquietas e Sensibilidade ao Glúten

A síndrome das pernas inquietas (SPI) é uma condição médica definida como um irresistível desejo de mover as pernas ( sensação de inquietação nas pernas ) que é freqüentemente associada com desconforto, piorando durante a repouso ou inatividade, aliviada pelo movimento, e piorando no final da tarde / noite.
Os sintomas incluem também dormência e formigamento e está associada em alguns casos com pacientes diagnosticados com depressão.

Um estudo recente publicado no Sleep Medicine ( LEONARD B. et al Restless legs syndrome is associated with irritable bowel syndrome and small intestinal bacterial overgrowth. Sleep Medicine 610-613 ) chegou a conclusão que Síndrome do Intestino Irritável e SIBO ( Super crescimento bacteriano ) são comuns em pacientes com SPI ( Síndrome das pernas inquietas ) e as hipóteses apresentadas são que :
-Os pacientes com SPI ( Síndrome das pernas inquietas )são mais imunocomprometidos por isso mais sujeitos a SIBO ( Super crescimento bacteriano ) e SII (Síndrome do Intestino Irritável ).
-O SIBO ( Super crescimento bacteriano )leva a alterações auto imunes, ataque de auto anticorpos cerebrais
-A SIBO ( Super crescimento bacteriano ) leva a deficiência de ferro ( Comum também nesses pacientes ) que por sua vez leva a SPI( Síndrome das pernas inquietas )
Conexão entre Sensibilidade ao Glúten, SIBO, SII e SPI:

Estudos associam ingestão de glúten a mudança nas bactérias intestinais, alteração de permeabilidade, disbiose causando uma variedade de sintomas dentre estes :


-Halitose ( Mau Hálito )
-Refluxo
-Diarréia intercalando com prisão de ventre
-Dor abdominal
-Inchaço
-Formação de gases em excesso





A ingestão de glúten pode levar a uma variedade de alterações fisiológicas ( Individualidade Bioquímica )que geram a doença e essas alterações podem levar a diversas deficiências como : Deficiência de ferro, vitamina B 12 ( fundamental para cognição e memória ), deficiência de zinco, vitamina A etc

O que fazer:
Procurar um profissional que possa através da avaliação clinica minuciosa e através de exames laboratoriais específicos traçar a conduta mais adequada que nesse caso com certeza incluirá suplementação com reparadores de mucosa, probióticos etc.



Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 4811
Atendimento no Espaço Clínico Umanità
Consultório: 9191-4197

quarta-feira, 27 de maio de 2015

NUNCA MAIS TENHA DÚVIDA SOBRE O GLÚTEN


Quando atendo pacientes no consultório vejo as inúmeras dúvidas em relação ao glúten , pensando nisso transcrevo uma parte da matéria escrita pela Dr Denise Madi Cerreiro ( revista Nutrir mais ) para que possa servir de esclarecimento.

Boa Leitura!


GLÚTEN - Por Dr Denise Madi Carreiro

A AÇÃO DO GLÚTEN ( REVISTA NUTRIR MAIS EDIÇÃO DE MAIO/ 2015 Dr Denise Madi Carreiro )

Após ler a matéria sobre o glúten da Revista Nutrir mais resolvi fazer um resumo para repassar à vocês, um assunto ainda polêmico e pouco entendido pela maioria.

Por Denise Madi Cerreiro :

A avalanche de informações sobre as dietas sem glúten tem gerado mais dúvidas do que entendimento.

O que é o glúten ?

O glúten é uma proteína complexa encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia ( esta por contaminação ).

Qual a função do glúten  ?

O glúten torna a massa do pão mais elástica e flexível, por isso é tão usado na indústria alimentícia para a confecção de massas, pães, tortas e uma infinidade de outros produtos.

Consumo do glúten

O consumo do glúten aumentou desde a antiguidade até os dias atuais. Tudo começou há cerca de 10.000 anos atrás, quando na Ásia os Homens começaram a cultivar grãos. A humanidade deixou de levar uma vida nômade e com base nessa agricultura pode se estabelecer, criar cidades e deixar de ter como principal fonte de alimentos a caça e a coleta.

As primeiras culturas do trigo datam de pelo menos 9000 anos atrás . A Revolução Industrial causou uma grande mudança no consumo mundial de trigo. Até o século 19, a moagem era realizada pelas famílias que plantavam o trigo e assim o consumo era muito limitado. 

Com a revolução industrial os transportes evoluíram rapidamente. A moagem passou a ser feita pelas indústrias e a distribuição a ser realizada por empresas especializadas.

A grande depressão e a segunda guerra mundial foram outros marcos significativos no aumento do consumo do trigo e, consequentemente, do glúten por serem alternativas baratas e disponíveis em grande quantidade.

O principal e definitivo incremento do glúten ocorreu nas décadas seguintes, então o consumo de glúten disparou nas últimas décadas até os dias atuais. O consumo do glúten continua a aumentar na dieta humana e, também, há um aumento significativo dos casos de pessoas que apresentam alguma desordem relacionada ao consumo desta proteína.

O trigo na sua forma original e integral era um produto de boa qualidade nutricional, ocorre que vários fatores fizeram com que estas características fossem perdidas ao longo das últimas décadas.

Por se tratar de um cereal que normalmente na sua forma integral é mais perecível, começou a ser refinado para o aumento do tempo de armazenamento. Porém ao se refinar, também foram retirados a maior parte das vitaminas , dos minerais, da gordura e toda sua fibra. A farinha de trigo que consumimos hoje é resultado do refino, contendo 80-90 % de glúten.

O trigo sofreu também modificações genéticas nos últimos 50 anos para poder render mais para indústria e só hoje a comunidade científica reconhece que a falta de testes que garantiriam a segurança para o consumo humano pode explicar o grande aumento da incidência de doenças auto imunes que vitimou as sociedades que passaram a receber uma alimentação altamente processada.

Infelizmente a grande oferta de produtos alimentícios extremamente mais atrativos em todos os aspectos sensoriais fez com que o consumo de alimentos naturais como legumes, verduras, e frutas, se reduzissem a níveis insuficientes para nossa necessidade fisiológica e funcional, deixando nosso organismo susceptível a desequilíbrios causados por proteínas de difícil digestão, como por exemplo o glúten.

O trigo que consumimos atualmente não é o mesmo que os homens que viviam nas primeiras civilizações consumiam, Dr Alessio Fasano, um pesquisador americano, considerado um dos maiores especialistas nos efeitos do glúten no organismo afirmou que nós estamos no meios de uma epidemia não só porque mudamos o conteúdo de glúten do trigo, mas porque algo mudou e isso fez as pessoas perderem a sua tolerância ao glúten, essa mudança mais influente talvez seja a composição de bactérias que vivem dentro de nós, o microbioma.

Efeitos do glúten no organismo:

Um parte da população não apresenta efeitos ao consumir glúten, entretanto, esses alimentos se forem feitos a partir de farinhas refinadas devem ser consumidos com moderação para que não ocorra o aumento da gordura corporal e resistência a insulina.

Já outra parte, também considerada saudável da população apresenta desordens relacionadas ao glúten, e muitas vezes os sintomas não são facilmente perceptíveis e a desordem não é corretamente diagnosticada.

Manifestações:

-Doença Celíaca –Doença auto imune.

-Alergia Alimentar por IGE ( imediata ) ou por IGG ( tardia ).

-Sensibilidade não celíaca ao glúten –Não existem exames ainda para diagnóstico, nessa condição as pessoas apresentam algum tipo de transtorno ao ingerir o glúten.

Por um erro de diagnóstico ainda vários sintomas causados pelo consumo do glúten acabam sendo atribuídos a outras patologias sendo, portanto, tratados de maneira inadequada, são eles:

-Reações de Intolerância Alimentar ( Alergia tardia ) – Ocorre em pessoas susceptíveis com consumo frequente do alimento( glúten ) em detrimento da escassez do consumo de frutas, verduras, etc fazendo com que o glúten ultrapasse a barreira intestinal e vá para corrente sanguínea desencadeando processos inflamatórios.

-Estudos já comprovam também a relação do glúten com doenças auto imunes onde sequencias proteicas do glúten podem ser confundidas com sequencias proteicas naturais do organismo e os anticorpos produzidos para combater o glúten combatem nosso organismo por confundir essa sequência de aminoácidos.

-Além dos mecanismos imunológicos o glúten também poderá causar sintomas  por conter uma sequencia de aminoácidos de difícil digestão que são semelhantes ao opioides naturais do organismo  e podem ocupar os receptores de endorfinas naturais e modificar o comportamento gerando a letargia, embotamento cerebral e até depressão.

Por esses e outros fatores que ainda irão ser descobertos se reconhece mais de 150 disturbios orgânicos físicos, mentais e emocionais podem responder positivamente a uma dieta livre de glúten ou em algumas situações com menor consumo do mesmo e estas devem ser avaliadas por nutricionista especializadas em clínica, indicando as substituições adequadas em valor nutricional e energético. 

É muito importante que exista uma avaliação criteriosa do paciente ( exames laboratoriais e sinais clínicos ) para que assim se saiba qual a melhor conduta a ser seguida , fazendo as corretas substituições nos casos em que há necessidade.

Amanda L. Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Funcional CRN 4811
Consultório : 9191-4197

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Food Detective: a gotinha milagrosa que pode mudar a sua vida com um teste




Food Detective (Foto: Reprodução)
Insônia, metabolismo lento, ansiedade, rinite, acne, aftas, enxaqueca, diarreia,constipação. Sabia que todos esses sintomas (e outros 140!) podem ser causados por uma dieta inadequada? Descobri que sou alérgica a vários alimentos recentemente, depois de me submeter a um exame super simples (só é preciso tirar uma gota de sangue, e o resultado sai em 40 minutos), cuja tecnologia chegou ao Brasil em outubro passado. Desenvolvido em Cambridge, na Inglaterra, o Food Detectiveconsegue detectar intolerância a 59 tipos de alimentos, dos suspeitos de sempre (ovo, leite, glúten) a inocentes limões, laranjas, couve, melão e melancia. Fui das primeiras a recorrerem a ele, e hoje sou a prova viva de que livrar seu organismo de invasores hostis muda a vida.

“A intolerância alimentar ocorre quando seu corpo não reconhece determinado alimento ingerido”, . O sistema imunológico entra em ação e, para atacar o corpo estranho, o intestino libera substâncias inflamatórias, que migram para o sangue e ativam problemas em cascata. “A célula inflamada incha e não consegue funcionar adequadamente, tornando o metabolismo lento e podendo causar doenças autoimunes”.

Meus problemas com alimentação começaram há quatro anos. Após engordar 30 quilos na gravidez e depois de tentar, sem sucesso, vários tipos de dieta, a luz no fim do túnel surgiu quando descobri a nutrição funcional. A partir de uma entrevista em que sua vida é apurada minuciosamente (a nutricionista pergunta se você dorme bem, se tem desejo sexual, se é impaciente...), complementada por um exame de sangue em que são medidos até os íons do seu organismo, você recebe um tratamento específico para suas necessidades físicas.

Cada organismo tem uma individualidade bioquímica. Uma pessoa ansiosa, por exemplo, precisa ingerir mais zinco; já outra, com carência de selênio, pode desenvolver problemas na tireóide”, detalha Andrea. O Food Detective é fundamental nesse processo porque indica quais alimentos devem ser retirados da dieta e quais devem ser incluídos a fim de acelerar o metabolismo. Os resultados foram impressionantes comigo: em dois meses diminuí 15 centímetros no quadril e, em seis, perdi 20 quilos.

Quando descobri que era intolerante a ovo, milho e cacau, fiquei assustada. Ainda mais porque a minha alergia a ovo era severa (são três categorias de intolerância: leve, média e severa), portanto, a recomendação era a sua retirada completa das refeições durante, pelo menos, três meses. No primeiro mês sem ovo, já percebi a melhora da TPM. Lembrei-me de que sempre que tomava suco de cacau, que adoro, tinha dores de cabeça, mas jamais associara isso à fruta – os sintomas decorrentes da intolerância demoram dias para aparecer, daí ela ser considerada uma “alergia tardia”. Meu corpo passou a funcionar como uma máquina azeitada, e claro que emagrecer foi um tremendo incentivo. (LUCIANA NOVIS)

Este é apenas um trecho da matéria "Gotinha milagrosa". Leia o texto na íntegra a partir da página 185 da edição de agosto da Vogue Brasil. 
lista negra alimentos (Foto: Divulgação)
Fonte: Revista Vogue / 2015


Realizo esse teste em meu consultório, caso tenham interesse entrem em contato comigo pelo e-mail : amandanogarolli2000@yahoo.com.br ou Celular: 9191-4197

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Intestino pode mudar o seu cérebro ?



Giulia Enders - Autora de a vida secreta dos intestinos




Vamos mesmo falar sobre os nossos intestinos? Sobre a melhor posição para estar sentado na retrete? Sobre as bactérias que, dentro de nós, se alimentam dos nossos alimentos e, no processo, ajudam-nos de maneiras que nem imaginamos? Sim.

A alemã Giulia Enders, 25 anos, formada em Gastroenterologia pela Universidade Goethe de Frankfurt, interessou-se por aquele que descreve como “o nosso órgão mais subestimado” e escreveu um livro sobre ele, que rapidamente chegou ao primeiro lugar no top de vendas na Dinamarca, Alemanha e Holanda. Em Portugal, A Vida Secreta dos Intestinos acaba de ser editado pela Lua de Papel e já está em terceiro lugar no top de vendas da Fnac.

Um dos pontos mais interessantes do livro de Giulia Enders é a relação que os intestinos têm com o nosso humor e a importância que a irritação intestinal pode ter, por exemplo, no stress e na depressão. Giulia – que decidiu estudar Medicina por causa de um grave problema de pele que teve aos 17 anos e que só se resolveu quando percebeu que a origem estava nos intestinos – começa por explicar que estes têm uma inteligência própria, que os coloca ao nível do tão admirado cérebro.

“Com prudência, começa-se a questionar a posição absolutamente dominante do cérebro”, escreve. “Não só os nervos do intestino existem em quantidade inimaginável como também são incrivelmente diferentes por comparação com o resto do corpo. […] A rede nervosa do intestino é, por conseguinte, também conhecida por cérebro intestinal. […]. Nenhum organismo jamais criaria tamanha rede de neurónios apenas para emitir um simples flato. Tem que haver algo mais por detrás disso.”

O que Giulia explica é que há uma ligação directa do intestino para o cérebro, com o primeiro a enviar ao segundo uma série de sinais que chegam a diferentes regiões do cérebro – a ínsula, o sistema límbico, os córtex pré-frontal, a amígdala, o hipocampo e o córtex anterior cingulado – ligadas às emoções, à moral, ao medo, à memória, à motivação. “Isto não quer dizer que o nosso intestino guie os nossos pensamentos morais, embora haja a possibilidade de os influenciar.”

O exemplo que dá para falar da ligação entre intestino e depressão é o do “rato nadador”: se se puser um rato num alguidar com água, como é que ele reage? Nada para se salvar? Sim, claro, mas se se tratar de um rato com tendências depressivas, acabará por ficar imóvel e, eventualmente, afogar-se. “Ao que parece, nos seus cérebros os sinais inibidores conseguem passar muito mais facilmente do que os impulsos motivadores e impulsionadores”.

Giulia conta a experiência feita pela equipa do cientista irlandês John Cryan, que deu aos ratos uma bactéria conhecida por cuidar do intestino, a "Lactobazillus rhamnosus", concluindo que estes “nadavam não só mais tempo, como também de forma mais esperançada”. A informação sobre o melhor estado dos intestinos era transmitida por estes ao cérebro através do nervo vago e a disposição do rato mudava (quando os cientistas cortavam o nervo vago, o comportamento dos ratos voltava ao que era anteriormente)

Dois anos depois, foi realizado outro estudo, este já com humanos. “Os resultados não só surpreenderam [os responsáveis pela investigação] como toda a restante comunidade científica”, afirma Giulia no livro. “Após quatro semanas a ingerir uma determinada mistura de bactérias, algumas áreas cerebrais apresentaram alterações significativas, sobretudo as áreas responsáveis pelo processamento da dor e das emoções.” Estes resultados são encorajadores, segundo a autora, que sublinha que “para pessoas com um intestino irritado, pode ser muito pesada a ligação que há entre intestino e cérebro.”



O stress também tem aqui um papel determinante. Se estivermos muito stressados, o cérebro vai precisar de energia e vai “pedi-la” ao intestino, que “solidariamente poupa energia durante a digestão” – situações continuadas de stress significam portanto “falta de apetite, mal-estar, diarreia” e são, naturalmente, de evitar.
O terceiro capítulo centra-se no gigantesco mundo das bactérias que vivem nos nossos intestinos – a chamada flora intestinal –, um mundo interior que, garante Giulia, é mais fascinante que o que existe à nossa volta. E em relação ao qual “só agora é que a investigação está realmente a começar”. Mais uma vez, os intestinos dominam as atenções: é que “dos microorganismos que vagueiam dentro de nós, 99% encontram-se no intestino”.
Porque este é um universo ainda em grande parte desconhecido, a nossa tendência é para nos preocuparmos excessivamente com as bactérias más (que existem, sem dúvida) e não darmos o devido valor às boas (que existem em muito maior quantidade). “Preocupamo-nos muito em não comer isto ou aquilo e centramo-nos demasiado em evitar as bactérias más”, diz Giulia ao PÚBLICO.
“Como não as podemos ver, isso dificulta de certa forma o nosso comportamento”, continua a autora. “Por isso acho importante que quando se lê sobre este assunto se possa realmente imaginar todas essas bactérias dentro de nós. No passado, a nossa alimentação tinha muito mais vegetais, por exemplo, o que lhes dava muito mais trabalho do que pão branco ou massa. As bactérias tinham muito mais comida para fazer todo o tipo de coisas, como tornar o nosso sistema imunitário mais tolerante ou influenciar o nosso humor de uma forma positiva.”
A obsessão de algumas pessoas com a higiene também acaba por ter como consequência matar todas as bactérias, as más e as boas. “A higiene é positiva, mas é preciso não esquecermos que 95% das bactérias não nos prejudicam de forma nenhuma, algumas ajudam-nos e outras não fazem nada. Não me parece lógico que usemos tanta energia a vermo-nos livres de bactérias que nos são úteis”, afirma Giulia.
Mas, mais importante do que isso, é contribuirmos para tornar a nossa flora intestinal mais saudável através dos probióticos e dos prebióticos, tentando reduzir o número de vezes que temos que recorrer aos antibióticos. Os probióticos são as bactérias vivas que entram nas nossas bocas durante todo o dia, e que podem ser boas para nós ou simplesmente inofensivas (os prébióticos são, por seu lado, alimentos que estimulam as bactérias boas mas só funcionam quando estas já existem no nosso organismo). 
Há também ligações entre a flora intestinal e a obesidade. “Todas as doenças resultam de diferentes factores, que podem ser genéticos, ambientais, ou que podem estar ligados à nossa alimentação e às bactérias que temos. Uma pessoa pode ser obesa por comer 20 bolos por dia ou por factores genéticos. Sabemos que as bactérias têm uma influência entre 10 e 30% no nosso peso. E através delas podemos modificar e melhorar as coisas.” Com limites, claro. “Tornar uma pessoa magra apenas mudando as bactérias não é possível se ela continuar a comer muito.”
Todos temos ainda muito a aprender sobre este mundo. Giulia acredita que vai haver uma evolução na forma como os profissionais em diferentes áreas vão olhar para as nossas bactérias e potenciar os lados bons delas em cada caso específico. Afinal, elas precisam de nós e nós precisamos delas. Só temos que nos conhecer melhor.
Link: http://www.publico.pt/n1695742