segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vilões" do momento, glúten e lactose podem causar intolerâncias se ingeridos em excesso
       
A estudante de nutrição Monalisa Cavallaro, 27, sofreu durante três anos com crises de diarreia, dor abdominal, enjoos e fraqueza antes de ter o diagnóstico que mudou radicalmente a sua rotina alimentar: sofria de intolerância à lactose. O mal, que acomete até 50% da população adulta, segundo estudos, é caracterizado pela falta da enzima lactase no organismo, responsável pela digestão da lactose, o açúcar presente no leite.
A advogada Renata Martins Fialdini, passou por drama semelhante, só que com sua filha, Maria Eduarda, hoje com seis anos. A menina sofreu até os três anos com diarreia, abdômen dilatado, dor de barriga e enjoos até obter o diagnóstico de que tinha doença celíaca, que atinge até 1% da população mundial e na qual o organismo é incapaz de digerir o glúten (proteína presente em alimentos que levam trigo, centeio, cevada e aveia). Considerado um corpo estranho e perigoso, o glúten passa a ser atacado pelo sistema de defesa, causando uma série de efeitos colaterais.
Apesar de terem sintomas parecidos, os problemas são bem diferentes. Muitas pessoas confundem alergia alimentar com intolerância alimentar. Na alergia, o corpo reconhece certos alimentos como perigosos e ativa o sistema imunológico para atacá-los, como é o caso da doença celíaca e da alergia ao leite.
  • Divulgação  
  • Comer em excesso alimentos que contenham glúten pode levar a inflamações no intestino
Já a intolerância causa reações adversas em certos indivíduos, mas sem ativar o sistema imunológico. Pode ser temporária e causada pelo consumo excessivo de certos alimentos difíceis de digerir. "Os alimentos que mais gostamos são aqueles que mais ingerimos, por isso são esses que podem gerar um maior número de hipersensibilidades ou reações tardias", explica Natalia Dourado, nutricionista e organizadora do evento Gluten Free São Paulo. Glúten e leite estão hoje em boa parte dos alimentos que fazem parte da dieta do brasileiro, como pães, massas, bolos, queijos, sorvetes, entre outros.
Nos casos de intolerância, a recomendação é a retirada destes itens da dieta, para dar um “descanso” ao organismo e reequilibrá-lo. Se o caso for mais grave, pode-se ter de deixar de ingeri-los em definitivo.
O glúten, por exemplo, pode inflamar o intestino de algumas pessoas mais sensíveis. “O consumo excessivo dessas substâncias pode causar uma intolerância em certa fase da vida e, após a recuperação da saúde intestinal e com a rotatividade de certos alimentos, a intolerância pode desaparecer”, explica Dourado.
No caso do leite, a intolerância pode ser causada ainda pela diminuição da produção de lactase pelo organismo com o passar dos anos, tornando o problema mais sério e definitivo.
Tanto as alergias e a doença celíaca como as intolerâncias podem surgir em qualquer idade, ainda que os dois primeiros casos apareçam com mais frequência já na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida.
E como determinar se o que eu tenho é alergia ou apenas intolerância? Existem exames que podem avaliar com precisão a verdadeira causa do mal estar. Nos testes de tolerância à lactose, o paciente ingere de 25g a 50g de lactose e se avalia a alteração na glicose no sangue.
Para confirmar a doença celíaca são feitos exames de sangue referentes a certos anticorpos, acompanhados de uma biópsia do intestino, além de um levantamento do histórico familiar, já que a doença pode ser passada dos pais para os filhos. causados, além dos exames já citados.
O quadro clássico da doença celíaca é representado pela diarreia crônica, distensão abdominal e desnutrição. Entretanto, outros sintomas também podem estar presentes como dor abdominal, vômitos, prisão de ventre, inchaço, flatulência e irritabilidade.
Já na intolerância à lactose os sintomas típicos incluem dor abdominal, sensação de inchaço no abdômen, flatulência, diarreia e vômitos.

Convivendo com a restrição
Seja uma intolerância passageira, definitiva ou uma alergia, o fato é que quem tem esses problemas terá de, invariavelmente, mudar seu cardápio. Não existe cura nem remédio para a doença celíaca e a única forma de conviver com ela é riscando em definitivo do cardápio alimentos que contenham glúten.
No caso da intolerância à lactose, a retirada ou redução do leite e derivados do cardápio vai depender de cada caso. “Algumas pessoas podem ingerir pequenas quantidades dos derivados do leite sem consequências, mas para saber o grau de intolerância é necessário consultar um médico e sempre ter um acompanhamento nutricional”, afirma Dourado.
  • Divulgação A intolerância à lactose pode ser causada pela diminuição da produção de lactase pelo organismo
Com alguns cuidados é possível aproveitar todos os tipos de alimentos. “Por exemplo, ao fazer um bolo, é necessário substituir a farinha de trigo por farinhas sem glúten, como as de milho, soja, arroz, polvilho, quinua ou amaranto. No lugar do leite, podemos colocar a bebida de arroz, o leite de castanhas , amêndoas, entre outros”, indica a nutricionista.
As restrições motivaram Monalisa Cavallaro a criar um blog com receitas que não levam leite e seus derivados, chamado de O Diário de Receitas Sem Lactose (http://thelactosefreediary.blogspot.com/). O importante, segundo ela, é não se deixar-se abater por ter de parar de comer alguns tipos de alimentos. “No começo ficamos perdidos, achamos que não vamos conseguir comer mais nada. A parte psicológica fica muito abalada, mudar hábitos nem sempre é fácil. Mas tudo é uma questão de adaptação. O principal conselho que eu dou é procurar orientação”, diz.
Dica compartilhada por Natalia Dourado. “A ajuda de uma nutricionista para a escolha desses alimentos na fase inicial de adaptação é de extrema importância. Outra dica é se atentar sempre aos rótulos dos alimentos, para garantir que não haja nenhum ingrediente que os intolerantes não possam ingerir”, fala.
Apesar da dificuldade inicial, Renata Martins, mãe de Maria Eduarda, diz que quando começou a treinar receitas em casa e a pesquisar novos fornecedores, tudo ficou muito mais simples. E quando sai para comer fora, ela sempre leva algo feito em casa para a refeição da filha. “Quando vamos à casa de amigos levo uma ‘marmitinha’ e esquento no micro-ondas. Nas festas dos amigos em buffet infantil também mando uma marmita especial”, conta.
Já em restaurantes, sempre há opções como frutas, verduras e legumes, que podem ser ingeridos à vontade por quem tem restrição alimentar. Isso não impede que a pessoa se sinta triste a até “excluída” por não poder comer de tudo. “No começo fiquei muito chateada e comecei a não ir a certos programas com amigos e familiares. Muitas vezes me sinto mal quando todos na mesa estão comendo e ficam constrangidos na minha frente porque sabem que eu não posso comer”, diz Monalisa.
Nestes momentos, é importante levar o problema da forma mais natural possível e tentar transmitir essa segurança aos demais. Na casa de Maria Eduarda, por exemplo, a família não deixou de comer alimentos que contenham glúten por causa da doença da menina, exatamente para ensiná-la a lidar melhor com a questão. “Evidentemente evitamos expô-la a contemplação de uma refeição ou lanche marcados por alimentos prazerosos, como o pão francês, o vilão para aqueles que não podem ingerir glúten, mas nem por isso nos fechamos no quarto para comer uma pizza. Procuramos, sempre, agir com serenidade, com muita conversa, mas, acima de tudo, com muita naturalidade”, relata.
Receitas
Veja duas dicas de receitas simples e fáceis de fazer para quem não pode ingerir glúten e lactose.

  • Divulgação
Macarrão de milho bicolor
Rendimento: 6 porções
Ingredientes:
¼ de xícara de azeite extra virgem
2 cebolas roxas, em cubos
1 pimentão vermelho sem sementes e em cubos
1 folha de louro
1 colher de sopa de tomilho fresco picado
1 quilo de macarrão de milho tipo fusilli
1 molho de couve rasgada
3 dentes de alho amassados
½ xícara de caldo de legumes
Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
Em uma panela aquecer metade do azeite. Juntar a cebola, o pimentão, o louro e o tomilho. Refogar até a cebola ficar dourada. Em outra panela, cozinhar o macarrão. Escorrer e reservar. Adicionar a couve e o alho à mistura de cebola e refogar por 5 minutos. Adicionar o caldo de legumes e ferver por 2 minutos. Juntar o macarrão, o restante do azeite, corrigir o sal e pimenta. Servir.

  • Divulgação
Molho de tofu com rúcula
Rendimento: 5 porções
Ingredientes:
2 fatias médias de tofu
4 colheres de sopa de azeitonas pretas
1 prato de sobremesa de rúculas
8 colheres de sopa de suco de tomate
2 dentes de alho picados
1 cebola pequena picada
1 colher de chá de sal marinho
½ colher de sopa páprica picante
2 colheres de sopa de azeite extra virgem
5 colheres de sopa de cebolinha fresca picada
Modo de preparo:
Esfarele o tofu e tempere com o azeite, a páprica picante
e a cebolinha. Reserve. Pique a rúcula e reserve também.
Doure o alho e a cebola no azeite. Acrescente as azeitonas pretas, o suco de tomate e o sal. Misture bem e cozinhe por 5 minutos em fogo baixo, acrescente o tofu temperado, mexa levemente e desligue o fogo. Cubra a massa com o molho e acrescente por último a rúcula picada, regando com um fio de azeite e uma pitada de sal marinho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Nutrição Funcional

O corpo humano é formado por aproximadamente 100 trilhões de células, sendo que, destas, 50 bilhões se renovam a cada dia. Cada uma destas células necessita de inúmeros nutrientes para garantir seu funcionamento perfeito. O funcionamento adequado de um conjunto de células garante por sua vez que cada órgão execute suas funções de forma esperada. Finalmente, um conjunto de órgãos saudáveis proporcionará saúde ao individuo – saúde como Vitalidade Positiva. Vitalidade positiva é mais que a mera ausência de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis, é a busca pela saúde integral, modulando, por meio de nutrientes e fotoquímicos, todas as reações bioquímicas envolvidas neste processo. O objetivo é que as pessoas sejam realmente saudáveis e felizes, não apresentando enxaqueca, TPM, queda de cabelo, hiperatividade, constipação ou olheiras, entre outros problemas.
A Nutrição clínica funcional é portanto uma ciência integrativa e profunda, que se baseia na pesquisa cientifica e cuja aplicação prática engloba, tanto a prevenção, como o tratamento de doenças, focalizando na avaliação de aspectos bioquimicamente únicos de cada organismo e levando em consideração, inclusive, o genótipo de cada individuo e sua suscetibilidade genética no desenvolvimento da doença. Nesse sentido, estamos em total sinergismo com os avanços científicos na área da nutrição pós genômica. Isso é, embora os nutricionistas do século XX já investigassem os efeitos da dieta nas variáveis relacionadas à saúde, tais como pressão arterial, concentrações séricas de colesterol ,e, com este entendimento entre nutrição e o sistema endócrino, estabelecessem uma dieta para cada doença, essas dietas não eram especificas para cada organismo. Já os nutricionistas do século XXI, entendendo a relação entre nutrição e expressão gênica, prescrevem dietas de acordo com a individualidade bioquímica de cada pessoa. Assim, na nutrição clínica funcional, por exemplo, um paciente com histórico familiar de dislipidemia deverá ter uma orientação nutricional focalizada nos nutrientes e compostos bioativos que modulem, por exemplo, os níveis de homocisteína e proteína C - Reativa.

“Seremos mais felizes conforme conhecermos e compreendermos a interdependência entre os órgãos que compõem nosso corpo físico, dedicando tempo para conectá-los e mantê-los saudáveis, tornando a saúde e a eficiência do corpo num instrumento para expansão de nossa alma.

Fonte: Livro de Nutrição Clínica Funcional, dos princípios à Prática Clínica.
Autora: Valéria Paschoal/2010

quarta-feira, 27 de junho de 2012




Patê fácil de Tofu



Ingredientes

250gr de Tofu picado



1 col. (sopa) cheia de salsa e cebolinha picadas


1 col. (sobremesa) de orégano


3 col. (sopa) de azeite de oliva extra virgem


2 dentes de alho bem amassados


Pimenta e sal


Bater todos os ingredientes no liquidificador até misturar todos os ingredientes.Servir com pão, torradinhas ou legumes crus fatiados.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PROBIÓTICOS


PROBIÓTICOS 




A nutrição otimizada é um desses novos conceitos, dirigida no sentido de maximizar as funções fisiológicas de cada indivíduo, de maneira a assegurar tanto o bem-estar quanto a saúde, como também o risco mínimo de desenvolvimento de doenças ao longo da vida. Nesse contexto, os alimentos funcionais e especialmente os probióticos são conceitos novos e estimulantes (Roberfroid, 2002).


A microbiota intestinal humana exerce um papel importante tanto na saúde quanto na doença e a suplementação da dieta com probióticos pode assegurar o equilíbrio dessa microbiota. Probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro.


Outros possíveis efeitos dos probióticos são a sua atuação na prevenção de câncer, na modulação de reações alérgicas, na melhoria da saúde urogenital de mulheres (Kopp-Hoolihan, 2001) e nos níveis sanguíneos de lipídeos (Pereira, Gibson, 2002). Além desses possíveis efeitos, evidências preliminares indicam que bactérias probióticas ou seus produtos fermentados podem exercer um papel no controle da pressão sanguínea. Estudos clínicos e com animais documentaram efeitos anti-hipertensivos com a ingestão de probióticos (Kopp-Hoolihan, 2001).

Assim, além de uma dieta equilibrada, em muitos casos o uso de suplementos probióticos pode ser uma ferramenta útil para a melhora da flora intestinal.

Uma microbiota intestinal saudável e microecologicamente equilibrada resulta em um desempenho normal das funções fisiológicas do hospedeiro, o que irá assegurar melhoria na qualidade de vida do indivíduo. Este resultado é de suma importância, particularmente nos dias de hoje, em que a expectativa de vida aumenta exponencialmente. O papel direto dos microrganismos probióticos no sentido de propiciar, no campo da nutrição preventiva, essa microbiota intestinal saudável e equilibrada ao hospedeiro, já está bem estabelecido.

Vale lembrar que em alguns casos (indivíduos imunodeprimidos) ou em casos de lesões com sangramentos intestinais, cirurgia recente, por exemplo, o uso deve ser restrito até que o uso seja considerado seguro novamente.

Desta forma, o uso desses suplementos deve sempre ser indicado e supervisionado por um nutricionista ou médico capacitado









Fonte:  Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences/2006






quarta-feira, 6 de junho de 2012

SAL REFINADO X SAL MARINHO


SAL REFINADO X SAL MARINHO





Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais, seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela ma alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.

Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de "controle".
No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc.
O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

Por isso façamos boas escolhas que auxiliem nosso estado de saúde integral. É através do conhecimento que iremos formar cidadãos críticos, que não se deixem enganar pela manipulação da indústria alimentícia cujo maior objetivo ainda é o lucro.

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Excesso de açúcar prejudica o cérebro


Excesso de açúcar prejudica o cérebro



Vai fazer prova, prestar concurso, participar de um trabalho que exige grande concentração? Evite os doces antes e durante as tarefas, ao menos os industrializados, como chocolates, refrigerantes e outras guloseimas ricas em açúcar refinado. Em compensação, pode caprichar no salmão, no óleo de linhaça e nas nozes no almoço ou no jantar.

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia (Ucla) e divulgada no último dia 15 na publicação americana Journal of Psicologhy mostra que ingerir grandes quantidades de açúcar pode dificultar a comunicação entre os neurônios e deixar o cérebro lento. Por outro lado, o ômega 3 presente em peixes e em algumas sementes pode minimizar os “estragos”.

Evite:

Alimentos que contenham glicose em excesso e que sejam absorvidos de forma muito rápida pelo organismo, gerando um pico muito alto de açúcar no sangue. Portanto, evite ingerir muito chocolate, balas, tortas, doces e refrigerantes, que contêm muito açúcar refinado. Prefira frutas, pois, além de terem menos frutose (que depois é transformada em glicose), são ricas em fibras, que tornam a absorção do açúcar mais lenta.

Consuma:

Alimentos ricos em ômega 3, como peixes de águas frias (salmão, atum, sardinha), e em sementes como nozes, lichia e linhaça. São três os tipos de ômega 3 – o DHA (ácido docosaexaenóico) e o EPA (ácido eicosapentaenóico) são de origem animal, presente em peixes. Já o ALA (ácido alfalinolênico), de origem vegetal, é encontrado nas sementes.

Equilíbrio

A glicose é o único combustível do cérebro – devido à barreira hematoencefálica, que permite apenas a passagem desse monossacarídeo. Nesse caso, todo o carboidrato que ingerimos precisa se transformar em glicose antes de chegar ao cérebro.


Ausência ou deficiência: sem glicose, o cérebro simplesmente morre. Caso haja deficiência, a pessoa pode perder a consciência, entrar em coma, ter tremores, alucinações, estresse e fome.


Excesso: provoca secreção exagerada do neurotransmissor glutamato, que provoca estresse oxidativo dos neurônios, dificultando as sinapses e até mesmo matando as células.

Fonte: Hudson Famelli, Eda Scur e Renato Puppi Munhoz.

O estudo, feito com camundongos, mostrou a relação entre a ingestão de alta dose de açúcar e o comprometimento das sinapses, ligações entre as células cerebrais que possibilitam o raciocínio. Os animais, divididos em dois grupos, foram alimentados durante seis semanas com xarope de milho com alta concentração de frutose (seis vezes mais doce do que a cana-de-açúcar) e apenas um dos grupos recebeu ômega 3.

Os resultados mostram que a glicose (a frutose transforma-se em glicose no fígado, antes de cair na corrente sanguínea e chegar ao cérebro), embora seja um combustível essencial para o cérebro, pode gerar um efeito deletério quando presente em excesso nas células. Após as seis semanas, os pesquisadores puseram os ratos em um labirinto para que realizassem uma atividade que haviam aprendido antes de ingerirem frutose em excesso: encontrar a saída.

Os animais alimentados apenas com açúcar não conseguiram. Mostraram-se desorientados, sem coordenação e não acharam a saída. Já os que ingeriram DHA, um tipo de ácido graxo do ômega 3, também apresentaram dificuldades em realizar a tarefa, mas acabaram encontrando a única saída existente, embora tenham demorado mais do que a primeira vez.


Radicais livres


Tal “apagão” começa a ser desvendado pela ciência e o que já se sabe é que, se a glicose é importante para manter o motor do cérebro funcionando, uma overdose da substância não fará com que tenhamos um supercérebro. Pelo contrário: ela pode estimular a secreção acelerada do neurotransmissor glutamato, que aumenta o estresse oxidativo cerebral, gerando radicais livres que “atacam” os neurônios.

“Esses radicais livres causam pequenos danos funcionais no cérebro e até microlesões estruturais, o que faz com que o raciocínio e o funcionamento cerebral de modo geral fiquem comprometidos”, explica o chefe do Setor de Neurologia do Hospital Cajuru e professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Renato Puppi Munhoz.

O médico afirma que o metabolismo desacelera e até mesmo o oxigênio – outro combustível importante para manter as células vivas e em amplo funcionamento – fica com seu suplemento comprometido, já que a glicose interfere negativamente na vascularização e impede que o órgão seja plenamente irrigado. “Isso é notado em pessoas que têm diabete, por exemplo”, diz Munhoz.


Ômega 3 “compensa” malefícios


A pesquisa feita na Uni­versidade da Califórnia é uma comprovação de que a glicose em excesso pode fazer mal, algo que já é observado em pacientes com diabete ou aqueles que, mesmo sem ter a doença, têm o índice glicêmico elevado – acima de 270 dl/mg, o nível já é considerado alto. Além disso, o estudo também mostra que o ômega 3, conhecido por promover o rejuvenescimento celular, realmente faz bem à saúde.

“Há uma hipótese de que o ômega 3 ajude na reconstituição das membranas celulares. Isso porque ele é uma espécie de lipídio [gordura], e uma parte da membrana externa é feita de lipídio”, explica o neurologista do Hospital Vita Hudson Famelli. Ou seja, o ômega 3 presente em peixes de águas frias, como o salmão e a sardinha, é o principal fornecedor do material que forma as membranas, por onde a corrente elétrica do cérebro se propaga.

Mesmo quem ingere alimentos que contenham gran­de concentração desse tipo de ácido graxo, no entanto, não está liberado para exagerar naqueles ricos em glicose, como os que possuem açúcar refinado, pois a ingestão de um não compensa a do outro. A longo prazo, o hábito pode levar à obesidade, que também contribui para a “lentidão” cerebral. “O tecido adiposo libera adipocitocinas, substâncias inflamatórias que também são capazes de gerar os mesmos radicais livres e promover o envelhecimento e a morte das células”, explica a nutricionista Eda Scur

Fonte: GAZETA DO POVO

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Osteoporose: incidência deve subir 32% até 2050

 Osteoporose: incidência deve subir 32% até 2050




 

Dado é de relatório da fundação mundial de osteoporose para a América Latina

 

Um relatório divulgado ontem pela IOF (International Osteoporosis Foundation) sobre a osteoporose na América Latina prevê que a incidência de fraturas de quadril no Brasil crescerá 32% até 2050.

O dado leva em conta o aumento da expectativa de vida da população. Em geral, a osteoporose, que causa o enfraquecimento dos ossos, atinge os idosos - especialmente mulheres pós-menopausa.

Hoje, estima-se que ocorram mais de 121 mil fraturas do tipo por ano no país. Segundo o texto, a doença já atinge uma em cada três mulheres com mais de 50 anos.

As projeções servem como um aviso para as autoridades de saúde do País, já que as fraturas de quadril são uma grande causa de debilidade e morte precoce em idosos.

Para Ben Hur Albergaria, presidente da comissão nacional de osteoporose da Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia), o relatório mostra que a doença é um problema de saúde pública e demanda mais atenção.

"É preciso mudar o conceito de que a osteoporose é uma doença natural do idoso. Ela pode e deve ser prevenida", diz Bruno Muzzi, presidente da Associação Brasileira da Avaliação da Saúde Óssea e Osteometabolismo.

 

A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento, e é mais comum em mulheres do que em homens.

 

O organismo está constantemente fazendo e desfazendo ossos. Esse processo depende de vários fatores como genética, boa nutrição, manutenção de bons níveis de hormônios e prática regular de exercício; os hábitos e costumes exercem grande influência.

 

Além disso para se ter uma boa formação de massa óssea é necessário avaliar os sinais e sintomas de deficiência, não somente de cálcio, mas também de outros nutrientes vitais para a saúde óssea, como, por exemplo, vitamina D, magnésio, zinco, cobre, vitamina K e boro. Ao contrário do que muitos profissionais de saúde pensam, estudos demonstram que a suplementação isolada de cálcio não é efetiva no tratamento da osteoporose, sendo necessária a presença de outros minerais para a efetiva fixação do cálcio nos ossos, além disso atualmente as pessoas ingerem muitos produtos industrializados, que por sinal são riquíssimos em sódio, mineral que em excesso é responsável por uma boa parte da perda de cálcio no nosso organismo .

 

Por isso vamos cuidar de nosso equilíbrio nutricional – funcional!

Amanda Nogarolli

Fontes: Folha de S.Paulo e Livro de Nutrição Clínica Funcional  

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Receita de Guacamole


Ingredientes

2 Abacates médios maduros
2 Tomates pequenos sem pele e sem semente (opcional)
1 Dente de alho
1 Cebola média
2 Colheres de sopa de óleo de oliva
1 Limão
Pimenta sem semente a gosto (pode ser malagueta, dedo de moça, de cheiro ou calabresa)
Ervas Finas a gosto (orégano, manjericão, salsa. Podem ser desidratadas)
Sal

Modo de Preparo

Abra os abacates ao meio, tire o caroço;
Remova toda a polpa, em seguida corte-a em pedaços e coloque-as dentro de um pilão ou um recipiente parecido;
Corte os tomates (sem pele e sem sementes), a cebola, o dente de alho e a pimenta em pedaços bem pequenos (devem ser bem picados);
Junte ao abacate e amasse até formar uma pasta (quanto mais homogêneo melhor)
Tempere com limão, azeite de oliva, sal e as ervas finas.

Fonte: BLOG VP Consultoria


Faz mal comer chocolate ?







Meus pacientes sempre estão me perguntando sobre os reais benefícios do chocolate, por isso hoje resolvi escrever sobre o chocolate:

O chocolate é fabricado a partir do cacaueiro (Theobroma cacao L), uma planta nativa das florestas quentes e úmidas das terras baixas do México, da América Central e das bacias dos rios Amazonas e Orinoco. O nome científico da planta é de origem grega: Theo = Deus e broma = alimento. O nome cacau é de origem asteca: cacahuatl.

O chocolate tal como é consumido hoje é resultado de sucessivos aprimoramentos realizados desde o início da colonização da América. O produto era consumido pelos nativos na forma de uma bebida quente e amarga, de uso exclusivo da nobreza. Os europeus passaram a adoçar e a misturar especiarias para adequá-lo ao seu gosto, o que por sinal veio a reduzir seu teor nutricional. Com o desenvolvimento dos processos industriais e técnicas culinárias, surgiu o chocolate com leite e depois na forma de um sólido.

Tipos de chocolates:

Quando apresentado na forma sólida possui algumas versões que diferenciam-se em função do acréscimo em partes diferentes de seus componentes individuais.

Chocolate amargo: Feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite. É também chamado de "chocolate puro", pois além do cacau leva apenas açúcar.[31] Neste caso existem as variações extra amargo (75 a 85% de cacau), amargo (50 a 75%) e meio amargo (35 a 50%).Caracteriza-se pela cor escura e paladar amargo. A melhor opção com certeza!!

Chocolate ao leite (no Brasil) ou chocolate de leite (em Portugal): leva na sua confecção leite em pó ou leite condensado.

Chocolate branco: feito com manteiga de cacau, leite, açúcar e lecitina, podendo ser acrescentados aromas como o de baunilha. Cuidado, rico em gordura saturada prejudicial à saúde!

Diet: composto por massa e manteiga de cacau, leite em pó, sorbitol e sacarina (usados em substituição do açúcar) e vanilina. Apesar de não ter açúcar em sua composição, eles são altamente calóricos. O chocolate dietético, em geral, é vendido em barras.

Vale lembrar que as sementes de cacau e seus derivados primários são ricos em polifenóis (fitoquímicos), em particular os flavonoides (catequinas e proantocianidinas), que podem ter efeito anti-hipertensivo, atuar na prevenção de doenças coronarianas, contribuir para a redução da peroxidação lipídica, aumentar a concentração de colesterol HDL e ter ação antioxidante, sempre lembrando que estas propriedades são encontradas no Chocolate Amargo , quanto maior o teor de cacau mais saudável e mais rico em antioxidantes ele será.
Seguem algumas opções mais saudáveis:


 








Converse com um profissional qualificado e tire suas dúvidas!


Amanda Lamb Nogarolli
Nutricionista Funcional CRN 8:4811



quarta-feira, 16 de maio de 2012

 

 

Beijinho sem glúten e sem lactose



 

Ingredientes

  • 400 ml de bebida à base de soja sabor natural
  • 1 xícara (chá) de açúcar demerara
  • 2½ xícara (chá) de coco ralado 
  • 1 colher (sopa) de maisena
  • Para decorar: coco em fita

Modo de Preparo

Disponha em uma panela a bebida de soja e o açúcar. Leve ao fogo até ferver. Abaixe o fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 30 minutos ou até levantar bolhas grossas. Junte, sem parar de mexer, 2 xícaras (chá) de coco e a maisena dissolvida em 2 colheres (sopa) de água. Continue a cozinhar, sem parar de mexer, por mais 20 minutos ou até soltar do fundo da panela e obter ponto para ser enrolado. Retire do fogo. Modele 16 bolinhas e empane no coco restante. Decore com coco em fita. 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Leite de vaca é saudável ?




Tomar leite é saudável?

Sim, o leite é o "alimento perfeito" da mãe natureza... para um bezerro, que nasce com 35 kg, de uma mãe com 200 kg, até que seja desmamado




A Osteoporose e os Suplementos do Cálcio

Uma das poucas áreas da nutrição na qual a sociedade deu especial importância e cuidado inclui o cálcio.

Talvez como parte do saudável instinto materno, presente na alimentação dos filhos.

Cuida-se das crianças em crescimento como também das mulheres que sofrem de osteoporose.

Lamentavelmente, existe um enorme mal-entendido sobre as propriedades do leite aliada à ignorância popular, fazendo com que sejam ocasionados mais problemas que soluções.

O mito formado ao redor do cálcio é tão incrível que, ante o temor da falta deste importante mineral, recorremos aos suplementos que são vendidos normalmente em farmácias, ou ao consumo do leite de vaca.

Os adultos pagam altos preços pelos comprimidos e as crianças, são constantemente forçadas a beber vários copos de leite por dia; em ambos os casos,
isto só piora a saúde.

Por outro lado, as estatísticas nos dizem que, em média 68% da população necessita de cálcio na sua dieta.

E mais, que o índice de perda da massa óssea na mulher moderna é muito mais elevado que o de nossos ancestrais, mesmo que alguns tratamentos ainda não estivessem disponíveis, como administração de comprimidos de cálcio ou terapia de restituição hormonal (TRH).

A vasta maioria dos suplementos de cálcio, facilmente encontrados em farmácias, ou contêm baixo teor de carbonato de cálcio em sua fórmula, ou o consumidor deverá dar-se ao trabalho de ler o que dizem as pequeninas letras nas especificações da fórmula.

Deve-se saber que o carbonato de cálcio é o nome técnico com o qual se denomina o giz.


Portanto, é uma fonte mineral e inorgânica e não está presente nos animais ou plantas.

Inconvenientemente, o giz é mal absorvido pelo organismo, favorece o risco de formação de cálculos renais, calcificações nas mamas, podendo depositar-se nas articulações, causando artrite.

Sua eficiência como suplemento foi seriamente questionada, por ser pouco absorvido.
E até existem estudos que mostram aumento da perda do cálcio na urina de mulheres, associado aos níveis de acidez estomacal.
Assim mesmo, a maioria dos suplementos de giz não é devidamente refinada e pode conter níveis tóxicos de chumbo.

À exceção dos efeitos adversos mencionados - como a dificuldade de absorção do giz pelo organismo - podemos citar que existem demonstrações de que 500 mg. de citrato de cálcio por exemplo, é muito melhor absorvido que 2.000 mg. de carbonato de cálcio.

Algumas apresentações de suplementos de cálcio:

- Gluconato e lactato de cálcio - Pode conter níveis "permissíveis" de chumbo.

- Cloridrato de cálcio - não recomendado, por ocasionar irritação no trato digestivo e ser contra-indicado nos casos de insuficiência renal.

- Citrato de cálcio - é a apresentação mais disponível, inibe a formação de cálculos renais e produz baixa na pressão arterial. Como suplemento seria o único recomendável.

Por outro lado, voltando ao tema anterior, o leite, podemos dizer que o culto à este alimento, é um mito muito difundido e difícil de apagar da mente coletiva.
Talvez nossa lactância instintiva, tenha sido um legado de amamentação condicionada na psique, estendendo-se além do necessário.

Tanto se nos lavou o cérebro com a "importância" do leite, que é possível que levemos algum tempo até que a população tenha uma perspectiva mais equilibrada e objetiva sobre este tema.

Torna-se muito importante incluirmos na dieta, adequados níveis de cálcio, porém o tema é mais complexo do que parece ser.
O que coloca o cálcio nos ossos e o quê o retira?


Podemos estar consumindo suficientes quantidades deste mineral, mas não necessariamente estamos absorvendo-o.

Existem pessoas que continuamente estão em processo de descalcificação, mesmo após consumirem suficientes doses de cálcio na dieta.

Na China, por exemplo, consome-se em média, 500 mg. de cálcio diariamente, enquanto que os EUA consomem 1.200 mg.

Curiosamente, a China não é um país cujos habitantes normalmente padeçam de osteoporose, e, paradoxalmente, os EUA é líder entre os países que sofrem com a doença, ao lado da Finlândia e Dinamarca.

Isto nos leva ao fator acidez, bem como à acidose no sangue.

A acidose do sangue é um mal muito difundido na sociedade moderna.

As pessoas com maus hábitos alimentares,
a maioria da população tem um excessivo nível de acidez no sangue devido à dieta rica em carnes animais, açúcares, farinhas refinadas, refrigerantes, produtos lácteos, álcool e o uso de cigarros.

Muitas destas pessoas consideram ter uma boa dieta e que seus sintomas se devem a outras causas, como o estresse.

Entretanto, na realidade sofrem com o que podemos chamar de uma acidificação crônica do sangue.


Sintomas de acidificação do sangue:

- Fadiga crônica
- Tendência à depressão
- Gengivas inflamadas e sensíveis
- Cáries e fragilidade dos dentes
- Alopecia e cabelo sem brilho
- Ardor e coceira no reto e vias urinárias
- Pele seca
- Unhas frágeis e manchadas
- Câimbras e espasmos musculares
- Facilidade para desenvolver infecções
- Ciática
- Problemas articulares
- Dificuldade para recuperar-se
- Halitose (mau-hálito) e sabor ruim na boca pelas manhãs


O equilíbrio ácido-alcalino, o pH do sangue e meio interno, está regulado pelo nosso próprio organismo, mas também se vê afetado pela dieta.
A acidose é responsável diretamente, ou fator agravante em numerosas condições debilitantes como: osteoporose, desordens nervosas e emocionais, cálculos renais, gota, artrite e baixa imunidade.

Ter sangue ácido significa efeitos corrosivos poderosos sobre os tecidos e ossos, e os expor a uma contínua desmineralização.
O alimento ácido é gerador de mucosidades e o excesso destes, cria oportunidades para o desenvolvimento de vírus e bactérias.
Podendo surgir, a partir de então, resfriados, sinusite e problemas intestinais.

O sangue deve ter um pH ligeiramente alcalino
(7,3 a 7,5).
Quando não se atinge este nível, nosso organismo o obtém dos ossos, unhas e outros tecidos essenciais.

Uma função primordial do cálcio é neutralizar e restabelecer o pH do corpo.
Quando se consome comida acidificante em excesso,
nossas reservas de cálcio existentes nos dentes e ossos são acionadas para corrigir este desequilíbrio.
As dietas ricas em ácidos (carnes e açúcares) fazem com que, continuamente, utilizemos nossas reservas de cálcio, como se mergulhássemos os ossos em vinagre e os expuséssemos a uma contínua corrosão e desmineralização.

Quando falamos em alimentos acidificantes, não devemos pensar em limões ou laranjas.

Acidificante, neste contexto,
refere-se ao efeito da comida no sangue, uma vez concluída a digestão.
Faz parte dos alimentos considerados alcalinos, ou seja, que combatem a acidose:
as frutas, as verduras e os cereais integrais.
Os alimentos acidificantes são:
o leite, queijo, carne,açucares e farinhas refinadas. Os produtos lácteos, com exceção da manteiga, são extremamente acidificantes.

Na realidade, quando os produtos cítricos passam pela corrente sanguínea causam um efeito alcalinizante; a melhor medicina para a acidose do sangue é a cura através do limão, ou citroterapia.


A citroterapia consiste em beber o suco do limão em jejum.

Assim, inumeráveis produtos já não se conseguem em estado natural: se fervem, cozinham, processam, extraem, saborizam e preservam os alimentos até a morte; se tira todas as vitaminas, minerais, enzimas e ácidos graxos essenciais. Depois, por separado, nos vendem suplementos e vitaminas em milhares de produtos e preços. 

Uma razão, independente da cafeína, por a que bilhões de pessoas tomam café na manhã, incluindo a aquelas que são totalmente inoperantes antes de ter tomado seu imprescindível café, é porque faz um imediato efeito alcalinizante sobre a sangue, e nos da o antídoto para a acidose.

Mas estamos falando do café natural acabado de fazer, não o café instantâneo.


A conexão entre o excessivo consumo de proteína e perda do cálcio é conhecido pela ciência há mais de 50 anos; mas, pouco se faz por difundir esta informação.

Um estudo realizado com 1600 mulheres demonstrou que as que estavam com uma dieta vegetariana tinham só o
18% de perda de massa nos ossos, comparado com 35% de perda em aquelas que consumiam carne vermelha.

A carne vermelha, rica em fósforo, compete com o cálcio e bloqueia sua absorção.
Em resumo, a acidose da sangue é um importante promotor da desmineralização dos ossos e tecidos. 

Do livro: "A gran revolucion de las grasas"
Autor: Sacha Barrio Healey
Tradução: José Sayan


Nenhuma doença tem uma única causa e nem pode ser realmente curada até se descobrir todas as suas causas: o que a provoca, as diferenças de pessoa para pessoa. Ou seja, uma mesma causa pode gerar diversas doenças, que dependem de outras condições (atenuantes ou agravantes) que possam estar combinadas, bem como de cada pessoa em particular, inclusive de cada momento da mesma pessoa.

Isto é facilmente perceptível no caso das doenças causadas pelos laticínios. Muitas vezes é suficiente eliminar por completo o consumo de laticínios para que desapareçam em um curto prazo as doenças que relacionamos mais abaixo, o que é uma prova da co-relação e da causa e efeito. Isto pode ainda ser reconfirmado com o retorno do consumo de laticínios, que mesmo mínimo ou ocasional, a doença reaparece.

Mas, se não for suficiente a eliminação dos laticínios da dieta para acabar com a doença, deixando os laticínios, pelo menos, não estaremos jogando mais combustível na fogueira. O desafio então será procurar todas as outras causas que contribuem à doença e desenhar a melhor estratégia para eliminá-las e assim permitir que, em forma complementar, torne a operar plenamente a Força Natural da Saúde e auto-cura.


Se você acredita que os laticínios são insubstituíveis para a contribuição do cálcio, só responda a seguinte pergunta: de onde a vaca tira o cálcio existente no leite?

As fontes vegetais são melhores do que as fontes animais, também para seres humanos, incluindo o bebê, com exceção do leite da sua mãe.

Também não fique com temor da osteoporose pelo fato de deixar de consumir laticínios, pois no lugar de evitá-la, os laticínios são parte da causa desta doença.

As provas são irrefutáveis. O estudo Cornell, a maior investigação científica de nutrição da história, feita pela Universidade Cornell de Oxford, e pelo Ministério da Saúde da China, revelou que em áreas rurais da China, onde não se conhecem os laticínios, quase não há registros de casos de osteoporose. E que onde se concentra o maior consumo de leite no mundo (Suíça, França, Dinamarca, EUA, etc.) é exatamente onde existe maior número de casos de osteoporose.

Tem sido demonstrado que os laticínios tiram muito mais cálcio do que fornecem, e que o cálcio “assimilado” é depositado em locais inadequados: bicos de papagaio na artrite, calcificações nas juntas e mamas, pedras nos rins e cálculos biliares, etc

Vejamos as doenças que direta e indiretamente podem estar sendo causadas pelo consumo de leites e derivados de origem animal.

1. DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
2. DOENÇAS DIGESTIVAS
3. DOENÇAS GENITOURINARIAS E MAMÁRIAS
4. DOENÇAS NEUROLÓGICAS, ALÉRGICAS E AUTO-IMUNE
5. DOENÇAS DA pele, cabelos, unhas E tecidos CELULARES SUBCUTÂNEO
6. DISLIPIDEMIAS E DOENÇAS CARDIOVASCULARES
7. DOENÇAS INFECIOSAS
8. DOENÇAS ENDÓCRINAS
9. CANCRO, tumores E doenças HEMATOLÓGICAS BENIGNOS
10. DOENÇAS OFTALMOLÓGICAS
11. DOENÇAS REUMÁTICAS OSTEOARTICULARES
12. OUTRAS doenças COMO AIDS sem HIV


Tipos dos mecanismos fisiopatológicos que geram estas doenças a partir do consumo de produtos lácteos:
  • * Reações alérgicas vinculadas com suas proteínas;
  • * Auto-imunidade e esgotamento imunológico relacionado com suas proteínas;
  • * Desenvolvimento de ambiente propício aos micróbios pelo excedente protéico (sementeira);
  • * Depósitos múltiplos, anômalos do excedente das proteínas, como bactérias e fungos (por exemplo por uso imprudente de antibióticos ante estas infecções). Também depósitos de cálcio em lugares múltiplos e anormais (pontas de papagaio, cálculos, calcificações mamárias,etc.);
  • * Gorduras saturadas e colesterol, por ação direta e indireta;
  • * Hidratos de carbono, como a conhecida intolerância à lactose;
  • * Outros componentes naturais: fator do crescimento epitelial responsável na geração da maioria dos cancros, toxicidade por excesso de vitamina D, fator X ou Xantino Oxidasa, mais importante que o colesterol e os triglicérides como fator causador de infartos e arteriosclerose;
  • * Vírus, bactérias, fungos ou parasitas presentes nos laticínios;
  • * Aditivos e conservantes nos laticínios e suas embalagens;
  • * Contaminantes naturais como por exemplo aflatoxinas;
  • * Contaminantes dos tratamentos feitos às vacas, como alimentos e rações (transgênicos ou pastos contaminados), antibióticos, hormônios, DDT, etc. e;
  • * Roubo de nutrientes (cálcio, outros minerais, vitaminas e proporção inadequada, cálcio/fósforo).
Texto traduzido e adaptado por Conceição Trucom do artigo em espanhol: Leite, queijo, outros laticínios, e as 100 doenças que causam - Por: Dr. Jorge Esteves

Publicado na revista Argentina Holisticamente - Ano 1, 1 ª edição (7/10/97), página 15 a 18