quarta-feira, 4 de julho de 2012


Nutrição Funcional

O corpo humano é formado por aproximadamente 100 trilhões de células, sendo que, destas, 50 bilhões se renovam a cada dia. Cada uma destas células necessita de inúmeros nutrientes para garantir seu funcionamento perfeito. O funcionamento adequado de um conjunto de células garante por sua vez que cada órgão execute suas funções de forma esperada. Finalmente, um conjunto de órgãos saudáveis proporcionará saúde ao individuo – saúde como Vitalidade Positiva. Vitalidade positiva é mais que a mera ausência de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis, é a busca pela saúde integral, modulando, por meio de nutrientes e fotoquímicos, todas as reações bioquímicas envolvidas neste processo. O objetivo é que as pessoas sejam realmente saudáveis e felizes, não apresentando enxaqueca, TPM, queda de cabelo, hiperatividade, constipação ou olheiras, entre outros problemas.
A Nutrição clínica funcional é portanto uma ciência integrativa e profunda, que se baseia na pesquisa cientifica e cuja aplicação prática engloba, tanto a prevenção, como o tratamento de doenças, focalizando na avaliação de aspectos bioquimicamente únicos de cada organismo e levando em consideração, inclusive, o genótipo de cada individuo e sua suscetibilidade genética no desenvolvimento da doença. Nesse sentido, estamos em total sinergismo com os avanços científicos na área da nutrição pós genômica. Isso é, embora os nutricionistas do século XX já investigassem os efeitos da dieta nas variáveis relacionadas à saúde, tais como pressão arterial, concentrações séricas de colesterol ,e, com este entendimento entre nutrição e o sistema endócrino, estabelecessem uma dieta para cada doença, essas dietas não eram especificas para cada organismo. Já os nutricionistas do século XXI, entendendo a relação entre nutrição e expressão gênica, prescrevem dietas de acordo com a individualidade bioquímica de cada pessoa. Assim, na nutrição clínica funcional, por exemplo, um paciente com histórico familiar de dislipidemia deverá ter uma orientação nutricional focalizada nos nutrientes e compostos bioativos que modulem, por exemplo, os níveis de homocisteína e proteína C - Reativa.

“Seremos mais felizes conforme conhecermos e compreendermos a interdependência entre os órgãos que compõem nosso corpo físico, dedicando tempo para conectá-los e mantê-los saudáveis, tornando a saúde e a eficiência do corpo num instrumento para expansão de nossa alma.

Fonte: Livro de Nutrição Clínica Funcional, dos princípios à Prática Clínica.
Autora: Valéria Paschoal/2010