Osteoporose: incidência deve subir 32% até 2050
Osteoporose: incidência deve subir 32% até 2050
Dado é de relatório da fundação mundial de osteoporose para a América Latina
Um relatório divulgado ontem pela IOF (International Osteoporosis Foundation) sobre a osteoporose na América Latina prevê que a incidência de fraturas de quadril no Brasil crescerá 32% até 2050.
O dado leva em conta o aumento da expectativa de vida da população. Em geral, a osteoporose, que causa o enfraquecimento dos ossos, atinge os idosos - especialmente mulheres pós-menopausa.
Hoje, estima-se que ocorram mais de 121 mil fraturas do tipo por ano no país. Segundo o texto, a doença já atinge uma em cada três mulheres com mais de 50 anos.
As projeções servem como um aviso para as autoridades de saúde do País, já que as fraturas de quadril são uma grande causa de debilidade e morte precoce em idosos.
Para Ben Hur Albergaria, presidente da comissão nacional de osteoporose da Febrasgo (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia), o relatório mostra que a doença é um problema de saúde pública e demanda mais atenção.
"É preciso mudar o conceito de que a osteoporose é uma doença natural do idoso. Ela pode e deve ser prevenida", diz Bruno Muzzi, presidente da Associação Brasileira da Avaliação da Saúde Óssea e Osteometabolismo.
A osteoporose é uma doença que atinge os ossos. Caracteriza-se quando a quantidade de massa óssea diminui substancialmente e desenvolve ossos ocos, finos e de extrema sensibilidade, mais sujeitos a fraturas. Faz parte do processo normal de envelhecimento, e é mais comum em mulheres do que em homens.
O organismo está constantemente fazendo e desfazendo ossos. Esse processo depende de vários fatores como genética, boa nutrição, manutenção de bons níveis de hormônios e prática regular de exercício; os hábitos e costumes exercem grande influência.
Além disso para se ter uma boa formação de massa óssea é necessário avaliar os sinais e sintomas de deficiência, não somente de cálcio, mas também de outros nutrientes vitais para a saúde óssea, como, por exemplo, vitamina D, magnésio, zinco, cobre, vitamina K e boro. Ao contrário do que muitos profissionais de saúde pensam, estudos demonstram que a suplementação isolada de cálcio não é efetiva no tratamento da osteoporose, sendo necessária a presença de outros minerais para a efetiva fixação do cálcio nos ossos, além disso atualmente as pessoas ingerem muitos produtos industrializados, que por sinal são riquíssimos em sódio, mineral que em excesso é responsável por uma boa parte da perda de cálcio no nosso organismo .
Por isso vamos cuidar de nosso equilíbrio nutricional – funcional!
Amanda Nogarolli
Fontes: Folha de S.Paulo e Livro de Nutrição Clínica Funcional