segunda-feira, 17 de setembro de 2012



Receita de Patê de Berinjela




Ingredientes:

500 g de berinjela
2 unidades de limão
2 dentes de alho
Quanto baste de sal, sem exageros ( preferência o marinho )
Azeite de oliva extra virgem
Hortelã


     Modo de Preparo:


    Faça furos na berinjela com um garfo.
    Leve ao forno, deixe murchar, retire e reserve.
    Faça um suco com dois limôes e junte com o alho.
    Descasque a berinjela para tirar toda a pele e em seguida junte ao suco de limão e ao alho. Amasse bem até formar um patê.
    Tempere com o sal, o azeite de oliva, a hortelã e sirva frio

    Bom apetite, uma boa opção para servir com pão integral.




    segunda-feira, 10 de setembro de 2012

    Nutrição e Memória


    Como melhorar nossa memória nos dias atuais




    A memória é um processo que naturalmente sofre alterações no decorrer da vida. Fatores como estresse, exposição a metais pesados, como chumbo, arsênio e mercúrio, consumo de ácido graxo trans e hipermeabilidade intestinal, podem prejudicar a memória e cognição. Por outro lado a saúde intestinal e nutrientes como a colina, taurina e compostos bioativos como flavonóides, curcumina, l- teanina e cafeína atuam em processos celulares e mecanismos moleculares, diminuindo os efeitos deletérios causados por fatores ambientais e propensão genética. Assim uma alimentação equilibrada, rica nesses compostos, e mudanças no estilo de vida de modo a diminuir a exposição aos fatores que prejudicam a memória e a cognição, são medidas eficientes para melhorar o desempenho cognitivo nos dias atuais.

    Fatores que alteram a memória

    -Estresse, Metais pesados, Ácido graxo Trans presentes nos alimentos como glutamato monossódico por exemplo podem  causar prejuízos na função cognitiva

    Nutrientes e compostos bioativos envolvidos na regulação da memória e cognição:

    -Colina: Nutrientes essencial juntamente com o ácido fólico para formação do tubo neural durante a gestação, além de participar no desenvolvimento do hipocampo, o centro da memória. 
    Fontes: gema de ovo, gérmen de trigo, fígado, suplementação.

    -Flavonóides: Os flavonóides compreende um grupo de fenólicos ( substâncias antioxidantes ) responsáveis por proteção de neurônios vulneráveis, melhora da função meuronal existente, estimulo da regeneração neuronal. 
    Exemplo de flavonóides:
    Soja, Cebola, Alho Poró, Brócolis, Chá Verde, Frutas vermelhas, Frutas Cítricas, Tomates, Aipo, Salsa etc

    -Curcumina: É um pigmento que ocorre naturalmente e que faz parte de um componente activo do açafrão-da-terra (Curcuma longa), e tem sido relacionada a capacidade de prevenir morte de neurônios em animais. Outro trabalho investigou a associação do consumo  regular de curry ( tempero que possui a cúrcuma como um de seus compostos ) e chegou a conclusão de que aqueles que consumiam curry frequentemente obtinham melhor pontuação em uma avaliação do estado mental.

    -Taurina: A taurina é um aminoácido, estando presente de forma abundante no cérebro, principalmente no hipocampo, e tem sido relacionada que a suplementação com taurina melhora o declínio da aquisição e retenção da memória associadada  com a idade.

    -Ácidos graxos ômega-3: Os ácidos graxos ômega-3 vêm sendo amplamente estudados devido a seus efeitos na cognição. 
    Fontes: Linhaça dourada, Salmão, Sardinha, Suplementação.

    Considerações:

    Alguns nutrientes e compostos bioativos são capazes de influenciar a memória e cognição por atuarem em mecanismos moleculares ou processos celulares. Assim, manipulações dietéticas focando o aumento da oferta desses compostos e nutrientes, bem como a melhora da saúde intestinal, do processo de destoxificação e a diminuição da exposição a certas toxinas, são estratégias eficientes para proteger o cérebro contra danos, promover reparos e diminuir o efeito da idade neste órgão tão importante. 
    Vale ressaltar que essas mudanças devem priorizar a individualidade bioquimica de cada individuo, através de um estudo detalhado de suas funções metabólicas.

    Fonte: Brazilian Journal of Functional Nutrition / ano 11, edição 50,2011

    “ Todo processo real de mudança, acontece a partir do conhecimento “

    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

    NUTRIÇÃO FUNCIONAL E OSTEOPOROSE


    NUTRIÇÃO FUNCIONAL E OSTEOPOROSE






    As mudanças ocorridas no século XX favoreceram a queda da mortalidade e isto refletiu no aumento da expectativa de vida, resultando no envelhecimento da população e no aumento das taxas de doenças crônico-degenerativas, entre elas a osteoporose.

    A osteoporose é caracterizada por alterações na massa óssea que comprometem a densidade e a qualidade deste tecido, levando a fragilidade que favorece a ocorrência de fraturas2. É importante saber que a massa óssea é adquirida durante o crescimento e que existe uma importante relação entre as células de remodelação dos ossos (osteoclastos e osteoblastos). Estas mudanças decorrentes das atividades destas células ocorrem ao longo da vida mas, as mulheres começam a ter perda óssea a partir dos 35 anos, perdendo em torno de 1% ao ano, já nos homens, esta redução ocorre a partir de 50 anos de idade.

    De acordo com a Portaria SAS/MS nº 470, de 23 de julho de 2002. “Vários fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de osteoporose e fraturas: Podemos citar, história prévia de fratura, baixo peso, sexo feminino, raça branca, fatores genéticos (como existência de familiares de primeiro grau com fratura sem trauma ou com trauma mínimo), fatores ambientais (tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e cafeína, inatividade física), baixa ingestão de cálcio alimentar, estado menstrual (menopausa precoce, menarca tardia, amenorréias), drogas (corticosteróides, anti-epilépticos, hormônios tireoideanos, ciclosporina), doenças: endócrinas (hiperparatireoidismo primário, tireotoxicose, síndrome de Cushing, hipogonadismos e diabetes mellitus), hematológicas (mieloma múltiplo), reumatológicas (artrite reumatóide), gastroenterológicas (síndrome de má-absorção, doença inflamatória intestinal, doença celíaca) e doenças neurológicas (demência)”5. Dentre os fatores nutricionais, destacam- se as funções do Cálcio, da vitamina D entre outros nutrientes que serão discutidos6.

    A homeostase do cálcio ocorre através de um processo complexo pois, envolve os órgãos intestino, rins, ossos e células. Estes mecanismos ocorrem de modo dinâmico e isto dificulta o estabelecimento preciso da ingestão diária de cálcio para cada faixa etária, sexo e idade7.
     
    Diante de vários fatores que interferem no metabolismo ósseo e que predispõem ao desenvolvimento da osteoporose, vários nutrientes fazem parte destas reações químicas e por isso, devemos ficar atentos à alimentação para fornecer estes nutrientes e possivelmente, será necessária a suplementação nutricional para prevenir ou recuperar este quadro de osteoporose.

    Nutrição adequada para manutenção ou recuperação da massa óssea:

    Para que o cálcio se fixe nos ossos, vários nutrientes são necessários, por isso é importante compreender as funções de cada um deles.

    Segue abaixo os nutrientes que estão relacionados a esta via metabólica.
     
    Com esta visão mais ampla destes mecanismos, é um engano pensar que somente o cálcio e  Vitamina D são suficientes para uma perfeita recuperação da massa óssea.

    Vitamina C: Estimula a síntese de colágeno e favorece a ação dos osteoblastos e a acidez melhora a biodisponibilidade do cálcio8.

    Vitamina D: Favorece a absorção de cálcio nas células intestinais e consequentemente a manutenção da densidade mineral óssea9.

    Vitamina K: Importante vitamina para a reação de gama carboxilação da osteocalcina, que é uma importante proteína na deposição de cálcio nos ossos10.

    Boro: Reduz a eliminação urinária de cálcio e magnésio11.

    Cálcio: Nutriente mais importante na formação de ossos e dentes, além do papel na contração muscular e permeabilidade vascular11.

    Cobre: Atua como co-fator para enzimas para a síntese de constituintes da matriz óssea e formação da lisil oxidase12 para a síntese de colágeno e elastina.

    Lisina: Aumenta a absorção de cálcio em mulheres com osteoporose13.

    Manganês: Nutriente importante para a formação de mucopolissacarídeos que fornecem estrutura adequada para a calcificação óssea14.

    Magnésio: Associado à diminuição da reabsorção óssea15.

    Silício: Atua na formação da matriz óssea, formando ligações de colágeno e proteoglicanos durante o crescimento ósseo16.

    Zinco: Estimula à formação óssea aumentando a atividade da Vitamina D. Forma a
    hidroxiapatita (cristal que compõe os ossos) e estimulação dos osteoblastos10 produção de colágeno e atividade da fosfatase alcalina17.

    Potássio: Importante para manutenção do equilíbrio ácido básico e diminui a
    excreção urinária de cálcio18.

    Próbióticos: Garantir o ph ácido no intestino que favorece a absorção de cálcio e mantendo uma produção ótima de vitamina K pelas bactérias próbióticas19.

    É importante salientar o papel da saúde intestinal pois, alterações e situações comuns (diarréia, obstipação, uso de laxantes) na população podem comprometer a absorção de nutrientes. A produção de butirato (produto da fermentação bacteriana com a ingestão de FOS) aumenta a expressão de calbindina na mucosa intestinal, que aumenta a absorção de cálcio e a atividade dos receptores para 1,25 (OH)2 D3.



    Manter o equilíbrio ácido básico do sangue é importante porque a acidez crônica tem forte impacto na densidade dos ossos além de prejudicar a síntese de colágeno21-22.

    Este desequilíbrio pode ser decorrente de fatores como alta ingestão de alimentos que acidificam o sangue (café, proteínas de origem animal, ovos, chocolate, farinhas refinadas, leite e derivados). A acidez é caracterizada pela elevada concentração de prótons no sangue (H+) e para neutralizar este processo, o corpo utiliza 4 mecanismos importante de controle23, 22.:

    1º - Liberação de bicarbonato de sódio,
    2º - Maior eliminação de pCO2,
    3º - Saída do cálcio dos ossos e,
    4º - Saída de minerais de carga positiva para tentar alcalinizar o sangue (potássio e
    magnésio)23, 22.



    Outro fator complicador da eliminação do cálcio é que ocorre a ativação do hormônio PTH (paratormônio), que aumenta a reabsorção de cálcio fazendo com que mais cálcio seja eliminado ou liberado na corrente sanguínea24.

    Vários fatores podem comprometer o metabolismo do cálcio, por isso, a manutenção ou recuperação da saúde óssea requer avaliação da saúde intestinal, avaliação de exames laboratoriais, planejamento nutricional e possivelmente utilização de suplementos alimentares.

    Referências: Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional ( SBNF )

    terça-feira, 14 de agosto de 2012

    Receita

     Sorvete de Banana e Cacau








    Ingredientes:

    2 bananas

    1 colher de achocolatado em pó 50 % cacau

    Lascas de amêndoas para enfeitar ou coco ralado


    1 colher de sopa de leite de coco ( opcional )

    Modo de Preparo:

    Congelar as bananas maduras, com a casca lavada e embrulhadas em papel manteiga, deixando 1 noite ou 4 horas; Retirar a casca e picar a banana congelada; Bater no liquidificador (no pulsar) com o cacau e o leite de coco ( opcional ) . Consumir imediatamente.

    Nota:
    Não coloque mais que 4 bananas por vez, pois, caso sobre, o mesmo ter á que ser descartado devido a oxidação.

    quarta-feira, 8 de agosto de 2012




    Boa Noite à todos!

    A partir de agora no blog, além do envio de assuntos/artigos pertinentes à area da nutrição, irei começar a colocar algumas opções de lanches funcionais ( feitos e criados por mim ), para que  vocês possam ter e fazer boas opções alimentares no seu dia-a-dia: opções saudáveis e palatáveis; além disso irei detalhar cada alimento utilizado e o valor nutricional de cada um.

    Essa foto que coloquei acima é um exemplo de lanche da tarde ou lanche da manhã que contém:

    - Banana
    - Açai desidratado
    - Maça desidratada
    - Farinha de coco


    BANANA

    A Banana é uma pseudobaga da bananeira. Banana é o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, após arroz, trigo e milho.
    A Banana é um fruto cuja origem é o sudeste do continente asiático. Esta fruta tropical possui uma polpa macia, saborosa e doce. Elas formam-se em cachos na árvore chamada bananeira. Existem diversas espécies de bananas. No Brasil, as mais conhecidas são: nanica, prata, banana-terra e a banana maça. Elas nascem verdes e quando estão maduras ficam com as cascas amarelas (maioria das espécies) ou vermelhas (minoria). Cada bananeira produz de uma só vez de 5 a 15 pencas de banana. São muito utilizadas na culinária de centenas de países. São consumidas ao natural, fritas, cozidas e assadas. Uma banaca madura e de porte grande (nanica, por exemplo) pesa, em média, 120 gramas. A banana é uma fruta rica em fibras, potássio, vitaminas C e A. A banana não possui sementes, ela é um fruto sem fecundação prévia. Aproximadamente, 70% deste fruto é composto por água.

    Valor Nutritivo de 100 gramas de
    Banana
    Macro Componentes
    Água
    g
    74,26
    Energia
    kcal
    92
    Energia
    kj
    385
    Proteína
    g
    1,03
    Lipídeos (total)
    g
    0,48
    Carboidratos por diferença
    g
    23,43
    Fibra dietética (total)
    g
    2,4
    Cinzas
    g
    0,8
    Minerais
    Cálcio, Ca
    mg
    6
    Ferro, Fe
    mg
    0,31
    Magnésio, Mg
    mg
    29
    Fósforo, P
    mg
    20
    Potássio, K
    mg
    396
    Sódio, Na
    mg
    1
    Zinco, Zn
    mg
    0,16
    Cobre, Cu
    mg
    0,1
    Manganês, Mn
    mg
    0,15
    Selênio, Se
    mcg
    1,1
    Vitaminas
    Vitamina C, Ácido Ascórbico
    mg
    9,1
    Tiamina (B-1)
    mg
    0,04
    Riboflavina (B-2)
    mg
    0,1
    Niacina
    mg
    0,54
    Ácido Pantotênico (B-5)
    mg
    0,26
    Vitamina B-6
    mg
    0,57
    Folato (B-9)
    mcg
    19,1
    Vitamina (B-12)
    mcg
    0
    Vitamina A, IU
    IU
    81
    Vitamina A, RE
    mcg_RE
    8
    Vitamina E
    mg_ATE
    0,27

    USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)


    AÇAI


    O açaizeiro faz parte da família das palmáceas. Esta palmeira brasileira é uma planta que se desenvolve próxima aos ribeirões, rios, igapó, várzea e nas matas de terra firme, e com menos freqüência, em terrenos mais afastados e locais pantanosos. Ocorre predominantemente na região Norte, principalmente nos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins. Palmeira delgada e alta que pode atingir uma altura de 20 a 25 metros. O açaizeiro apresenta farta perfilhação e alcança, no estado nativo, a 20 palmeiras por "touceira" (das quais pelo menos três em produção). Produz, cada uma, entre 6 e 8 cachos com 2,5 kg cada um, representando de 15 a 20 quilos de frutos por palmeira (em duas safras) e de 12 a 25 toneladas de frutos/ha/ano. Os troncos são lisos, roliços, longos, de cor clara, sem espinhos.O açaí tem um antioxidante excelente para a saúde. A polpa do açaí contém alto teor energético, e a divulgação de suas propriedades nutritivas possibilitou a abertura de novos mercados de consumo em outras regiões do país, tornando-se uma nova e ecologicamente correta, fonte de renda para as populações nativas. O cultivo e manejo do açaizeiro é ecologicamente adequado para as condições de solo úmido das várzeas do Estuário Amazônico. A palmeira pode ser utilizada para a extração do palmito (a partir da estipe), e produção de frutos, utilizados na fabricação do "vinho do açaí", que é um dos principais alimentos das populações ribeirinhas.
    Dos frutos maduros, é extraída a polpa que é consumida na forma de sucos, creme, licor, geléia, mingau, sorvetes e doces. Uma formidável concentração de antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento prematuro, contendo um volume 10-30 vezes maior de antocianinas (antioxidantes roxos) se comparado ao vinho tinto.

    -A antocianina é conhecida por suas potentes propriedades terapêuticas entre os quais inclui-se o tratamento de retinopatia diabética e de doença fibrocística da mama em seres humanos. Entre os potenciais efeitos fisiológicos das antocianinas incluem-se agentes radioprotetores, químioprotetores, vasoprotetores e antiinflamatórios.

    -A principal antocianina no Açaí é a cianidina-3 glucosídeo. A cianidina-3 - glucosídeo é comprovadamente 3.5 vezes mais forte do que Trolox (análogo da vitamina E).

    -Uma sinergia de gorduras monoinsaturadas (saudáveis), fibras alimentares e fitoesteróis, que contribuem para o sistema cardiovascular e a saúde do trato digestivo.

    -Um complexo essencial quase perfeito de aminoácidos juntamente com valiosas substâncias minerais, vitais à adequada contração e regeneração musculares.

    -Fitoesteróis valiosos. Os Esteróies são componentes de membranas de células vegetais que oferecem inúmeros benefícios ao organismo humano, entre eles, a redução da colesterolemia.

    -Os esteróis vem atualmente sendo usados no tratamento de sintomas associados à hiperplasia benigna da próstata. Provas preliminares sugerem que beta-sitosterol (o esterol predominante no Açaí) possa ajudar na prevenção da fraqueza imunológica resultante de grave estresse físico. Boa fonte de fibras, o açaí contém 2.0 gramas de fibra alimentar em uma porção.

    -As fibras promovem um sistema digestivo saudável. Acredita-se que o baixo teor de fibras na dieta americana seja fator que contribui para a alta incidência de câncer e de doenças cardíacas. Fibras solúveis podem ajudar a reduzir o colesterol sangüíneo; e acredita-se que fibras insolúveis possam ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer.

    -60% Oléico (Ômega 9), ácido graxo monoinsaturado essencial, que auxilia na redução dos níveis do LDL (colesterol ruim) enquanto mantém os do HDL (colesterol bom). 12% Linoléico (Ômega 6), ácido graxo poliinsaturado essencial, que comprovadamente reduz os níveis tanto do LDL quanto do HDL.

    -Ácidos graxos ajudam no transporte e absorção de vitaminas lipossolúveis, i.e., Vitaminas A, E, D, e K . A taxa de ácido graxo do Açaí assemelha-se à do azeite de oliva, a qual se acredita seja um fator que contribui para a baixa incidência de doença coronariana nas populações mediterrâneas

    FARINHA DE COCO

    A Farinha de coco que eu utilizei foi essa em sachês. Encontra-se em loja de produtos naturais,  é uma delícia e uma ótima opção para comer com frutas.





    AÇAI E MAÇA DESIDRATADA

    Local: Loja de produtos naturais, uma ótima opção para comer com frutas, granola etc




    Não esquecendo nunca da individualidade bioquímica, cada organismo reage de forma diferente aos alimentos, o que é bom para um, pode ser veneno para outro; por isso consulte um profissional capacitado   que possa lhe esclarecer quanto às melhores opções alimentares.

    Amanda Lamb Nogarolli
    Nutricionista, CRN 8:4811
    Consultório: 3352-0043

    "' Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento "'


    segunda-feira, 9 de julho de 2012

    Vilões" do momento, glúten e lactose podem causar intolerâncias se ingeridos em excesso
           
    A estudante de nutrição Monalisa Cavallaro, 27, sofreu durante três anos com crises de diarreia, dor abdominal, enjoos e fraqueza antes de ter o diagnóstico que mudou radicalmente a sua rotina alimentar: sofria de intolerância à lactose. O mal, que acomete até 50% da população adulta, segundo estudos, é caracterizado pela falta da enzima lactase no organismo, responsável pela digestão da lactose, o açúcar presente no leite.
    A advogada Renata Martins Fialdini, passou por drama semelhante, só que com sua filha, Maria Eduarda, hoje com seis anos. A menina sofreu até os três anos com diarreia, abdômen dilatado, dor de barriga e enjoos até obter o diagnóstico de que tinha doença celíaca, que atinge até 1% da população mundial e na qual o organismo é incapaz de digerir o glúten (proteína presente em alimentos que levam trigo, centeio, cevada e aveia). Considerado um corpo estranho e perigoso, o glúten passa a ser atacado pelo sistema de defesa, causando uma série de efeitos colaterais.
    Apesar de terem sintomas parecidos, os problemas são bem diferentes. Muitas pessoas confundem alergia alimentar com intolerância alimentar. Na alergia, o corpo reconhece certos alimentos como perigosos e ativa o sistema imunológico para atacá-los, como é o caso da doença celíaca e da alergia ao leite.
    • Divulgação  
    • Comer em excesso alimentos que contenham glúten pode levar a inflamações no intestino
    Já a intolerância causa reações adversas em certos indivíduos, mas sem ativar o sistema imunológico. Pode ser temporária e causada pelo consumo excessivo de certos alimentos difíceis de digerir. "Os alimentos que mais gostamos são aqueles que mais ingerimos, por isso são esses que podem gerar um maior número de hipersensibilidades ou reações tardias", explica Natalia Dourado, nutricionista e organizadora do evento Gluten Free São Paulo. Glúten e leite estão hoje em boa parte dos alimentos que fazem parte da dieta do brasileiro, como pães, massas, bolos, queijos, sorvetes, entre outros.
    Nos casos de intolerância, a recomendação é a retirada destes itens da dieta, para dar um “descanso” ao organismo e reequilibrá-lo. Se o caso for mais grave, pode-se ter de deixar de ingeri-los em definitivo.
    O glúten, por exemplo, pode inflamar o intestino de algumas pessoas mais sensíveis. “O consumo excessivo dessas substâncias pode causar uma intolerância em certa fase da vida e, após a recuperação da saúde intestinal e com a rotatividade de certos alimentos, a intolerância pode desaparecer”, explica Dourado.
    No caso do leite, a intolerância pode ser causada ainda pela diminuição da produção de lactase pelo organismo com o passar dos anos, tornando o problema mais sério e definitivo.
    Tanto as alergias e a doença celíaca como as intolerâncias podem surgir em qualquer idade, ainda que os dois primeiros casos apareçam com mais frequência já na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida.
    E como determinar se o que eu tenho é alergia ou apenas intolerância? Existem exames que podem avaliar com precisão a verdadeira causa do mal estar. Nos testes de tolerância à lactose, o paciente ingere de 25g a 50g de lactose e se avalia a alteração na glicose no sangue.
    Para confirmar a doença celíaca são feitos exames de sangue referentes a certos anticorpos, acompanhados de uma biópsia do intestino, além de um levantamento do histórico familiar, já que a doença pode ser passada dos pais para os filhos. causados, além dos exames já citados.
    O quadro clássico da doença celíaca é representado pela diarreia crônica, distensão abdominal e desnutrição. Entretanto, outros sintomas também podem estar presentes como dor abdominal, vômitos, prisão de ventre, inchaço, flatulência e irritabilidade.
    Já na intolerância à lactose os sintomas típicos incluem dor abdominal, sensação de inchaço no abdômen, flatulência, diarreia e vômitos.

    Convivendo com a restrição
    Seja uma intolerância passageira, definitiva ou uma alergia, o fato é que quem tem esses problemas terá de, invariavelmente, mudar seu cardápio. Não existe cura nem remédio para a doença celíaca e a única forma de conviver com ela é riscando em definitivo do cardápio alimentos que contenham glúten.
    No caso da intolerância à lactose, a retirada ou redução do leite e derivados do cardápio vai depender de cada caso. “Algumas pessoas podem ingerir pequenas quantidades dos derivados do leite sem consequências, mas para saber o grau de intolerância é necessário consultar um médico e sempre ter um acompanhamento nutricional”, afirma Dourado.
    • Divulgação A intolerância à lactose pode ser causada pela diminuição da produção de lactase pelo organismo
    Com alguns cuidados é possível aproveitar todos os tipos de alimentos. “Por exemplo, ao fazer um bolo, é necessário substituir a farinha de trigo por farinhas sem glúten, como as de milho, soja, arroz, polvilho, quinua ou amaranto. No lugar do leite, podemos colocar a bebida de arroz, o leite de castanhas , amêndoas, entre outros”, indica a nutricionista.
    As restrições motivaram Monalisa Cavallaro a criar um blog com receitas que não levam leite e seus derivados, chamado de O Diário de Receitas Sem Lactose (http://thelactosefreediary.blogspot.com/). O importante, segundo ela, é não se deixar-se abater por ter de parar de comer alguns tipos de alimentos. “No começo ficamos perdidos, achamos que não vamos conseguir comer mais nada. A parte psicológica fica muito abalada, mudar hábitos nem sempre é fácil. Mas tudo é uma questão de adaptação. O principal conselho que eu dou é procurar orientação”, diz.
    Dica compartilhada por Natalia Dourado. “A ajuda de uma nutricionista para a escolha desses alimentos na fase inicial de adaptação é de extrema importância. Outra dica é se atentar sempre aos rótulos dos alimentos, para garantir que não haja nenhum ingrediente que os intolerantes não possam ingerir”, fala.
    Apesar da dificuldade inicial, Renata Martins, mãe de Maria Eduarda, diz que quando começou a treinar receitas em casa e a pesquisar novos fornecedores, tudo ficou muito mais simples. E quando sai para comer fora, ela sempre leva algo feito em casa para a refeição da filha. “Quando vamos à casa de amigos levo uma ‘marmitinha’ e esquento no micro-ondas. Nas festas dos amigos em buffet infantil também mando uma marmita especial”, conta.
    Já em restaurantes, sempre há opções como frutas, verduras e legumes, que podem ser ingeridos à vontade por quem tem restrição alimentar. Isso não impede que a pessoa se sinta triste a até “excluída” por não poder comer de tudo. “No começo fiquei muito chateada e comecei a não ir a certos programas com amigos e familiares. Muitas vezes me sinto mal quando todos na mesa estão comendo e ficam constrangidos na minha frente porque sabem que eu não posso comer”, diz Monalisa.
    Nestes momentos, é importante levar o problema da forma mais natural possível e tentar transmitir essa segurança aos demais. Na casa de Maria Eduarda, por exemplo, a família não deixou de comer alimentos que contenham glúten por causa da doença da menina, exatamente para ensiná-la a lidar melhor com a questão. “Evidentemente evitamos expô-la a contemplação de uma refeição ou lanche marcados por alimentos prazerosos, como o pão francês, o vilão para aqueles que não podem ingerir glúten, mas nem por isso nos fechamos no quarto para comer uma pizza. Procuramos, sempre, agir com serenidade, com muita conversa, mas, acima de tudo, com muita naturalidade”, relata.
    Receitas
    Veja duas dicas de receitas simples e fáceis de fazer para quem não pode ingerir glúten e lactose.

    • Divulgação
    Macarrão de milho bicolor
    Rendimento: 6 porções
    Ingredientes:
    ¼ de xícara de azeite extra virgem
    2 cebolas roxas, em cubos
    1 pimentão vermelho sem sementes e em cubos
    1 folha de louro
    1 colher de sopa de tomilho fresco picado
    1 quilo de macarrão de milho tipo fusilli
    1 molho de couve rasgada
    3 dentes de alho amassados
    ½ xícara de caldo de legumes
    Sal e pimenta a gosto
    Modo de preparo:
    Em uma panela aquecer metade do azeite. Juntar a cebola, o pimentão, o louro e o tomilho. Refogar até a cebola ficar dourada. Em outra panela, cozinhar o macarrão. Escorrer e reservar. Adicionar a couve e o alho à mistura de cebola e refogar por 5 minutos. Adicionar o caldo de legumes e ferver por 2 minutos. Juntar o macarrão, o restante do azeite, corrigir o sal e pimenta. Servir.

    • Divulgação
    Molho de tofu com rúcula
    Rendimento: 5 porções
    Ingredientes:
    2 fatias médias de tofu
    4 colheres de sopa de azeitonas pretas
    1 prato de sobremesa de rúculas
    8 colheres de sopa de suco de tomate
    2 dentes de alho picados
    1 cebola pequena picada
    1 colher de chá de sal marinho
    ½ colher de sopa páprica picante
    2 colheres de sopa de azeite extra virgem
    5 colheres de sopa de cebolinha fresca picada
    Modo de preparo:
    Esfarele o tofu e tempere com o azeite, a páprica picante
    e a cebolinha. Reserve. Pique a rúcula e reserve também.
    Doure o alho e a cebola no azeite. Acrescente as azeitonas pretas, o suco de tomate e o sal. Misture bem e cozinhe por 5 minutos em fogo baixo, acrescente o tofu temperado, mexa levemente e desligue o fogo. Cubra a massa com o molho e acrescente por último a rúcula picada, regando com um fio de azeite e uma pitada de sal marinho.