segunda-feira, 20 de agosto de 2012

NUTRIÇÃO FUNCIONAL E OSTEOPOROSE


NUTRIÇÃO FUNCIONAL E OSTEOPOROSE






As mudanças ocorridas no século XX favoreceram a queda da mortalidade e isto refletiu no aumento da expectativa de vida, resultando no envelhecimento da população e no aumento das taxas de doenças crônico-degenerativas, entre elas a osteoporose.

A osteoporose é caracterizada por alterações na massa óssea que comprometem a densidade e a qualidade deste tecido, levando a fragilidade que favorece a ocorrência de fraturas2. É importante saber que a massa óssea é adquirida durante o crescimento e que existe uma importante relação entre as células de remodelação dos ossos (osteoclastos e osteoblastos). Estas mudanças decorrentes das atividades destas células ocorrem ao longo da vida mas, as mulheres começam a ter perda óssea a partir dos 35 anos, perdendo em torno de 1% ao ano, já nos homens, esta redução ocorre a partir de 50 anos de idade.

De acordo com a Portaria SAS/MS nº 470, de 23 de julho de 2002. “Vários fatores de risco estão associados ao desenvolvimento de osteoporose e fraturas: Podemos citar, história prévia de fratura, baixo peso, sexo feminino, raça branca, fatores genéticos (como existência de familiares de primeiro grau com fratura sem trauma ou com trauma mínimo), fatores ambientais (tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e cafeína, inatividade física), baixa ingestão de cálcio alimentar, estado menstrual (menopausa precoce, menarca tardia, amenorréias), drogas (corticosteróides, anti-epilépticos, hormônios tireoideanos, ciclosporina), doenças: endócrinas (hiperparatireoidismo primário, tireotoxicose, síndrome de Cushing, hipogonadismos e diabetes mellitus), hematológicas (mieloma múltiplo), reumatológicas (artrite reumatóide), gastroenterológicas (síndrome de má-absorção, doença inflamatória intestinal, doença celíaca) e doenças neurológicas (demência)”5. Dentre os fatores nutricionais, destacam- se as funções do Cálcio, da vitamina D entre outros nutrientes que serão discutidos6.

A homeostase do cálcio ocorre através de um processo complexo pois, envolve os órgãos intestino, rins, ossos e células. Estes mecanismos ocorrem de modo dinâmico e isto dificulta o estabelecimento preciso da ingestão diária de cálcio para cada faixa etária, sexo e idade7.
 
Diante de vários fatores que interferem no metabolismo ósseo e que predispõem ao desenvolvimento da osteoporose, vários nutrientes fazem parte destas reações químicas e por isso, devemos ficar atentos à alimentação para fornecer estes nutrientes e possivelmente, será necessária a suplementação nutricional para prevenir ou recuperar este quadro de osteoporose.

Nutrição adequada para manutenção ou recuperação da massa óssea:

Para que o cálcio se fixe nos ossos, vários nutrientes são necessários, por isso é importante compreender as funções de cada um deles.

Segue abaixo os nutrientes que estão relacionados a esta via metabólica.
 
Com esta visão mais ampla destes mecanismos, é um engano pensar que somente o cálcio e  Vitamina D são suficientes para uma perfeita recuperação da massa óssea.

Vitamina C: Estimula a síntese de colágeno e favorece a ação dos osteoblastos e a acidez melhora a biodisponibilidade do cálcio8.

Vitamina D: Favorece a absorção de cálcio nas células intestinais e consequentemente a manutenção da densidade mineral óssea9.

Vitamina K: Importante vitamina para a reação de gama carboxilação da osteocalcina, que é uma importante proteína na deposição de cálcio nos ossos10.

Boro: Reduz a eliminação urinária de cálcio e magnésio11.

Cálcio: Nutriente mais importante na formação de ossos e dentes, além do papel na contração muscular e permeabilidade vascular11.

Cobre: Atua como co-fator para enzimas para a síntese de constituintes da matriz óssea e formação da lisil oxidase12 para a síntese de colágeno e elastina.

Lisina: Aumenta a absorção de cálcio em mulheres com osteoporose13.

Manganês: Nutriente importante para a formação de mucopolissacarídeos que fornecem estrutura adequada para a calcificação óssea14.

Magnésio: Associado à diminuição da reabsorção óssea15.

Silício: Atua na formação da matriz óssea, formando ligações de colágeno e proteoglicanos durante o crescimento ósseo16.

Zinco: Estimula à formação óssea aumentando a atividade da Vitamina D. Forma a
hidroxiapatita (cristal que compõe os ossos) e estimulação dos osteoblastos10 produção de colágeno e atividade da fosfatase alcalina17.

Potássio: Importante para manutenção do equilíbrio ácido básico e diminui a
excreção urinária de cálcio18.

Próbióticos: Garantir o ph ácido no intestino que favorece a absorção de cálcio e mantendo uma produção ótima de vitamina K pelas bactérias próbióticas19.

É importante salientar o papel da saúde intestinal pois, alterações e situações comuns (diarréia, obstipação, uso de laxantes) na população podem comprometer a absorção de nutrientes. A produção de butirato (produto da fermentação bacteriana com a ingestão de FOS) aumenta a expressão de calbindina na mucosa intestinal, que aumenta a absorção de cálcio e a atividade dos receptores para 1,25 (OH)2 D3.



Manter o equilíbrio ácido básico do sangue é importante porque a acidez crônica tem forte impacto na densidade dos ossos além de prejudicar a síntese de colágeno21-22.

Este desequilíbrio pode ser decorrente de fatores como alta ingestão de alimentos que acidificam o sangue (café, proteínas de origem animal, ovos, chocolate, farinhas refinadas, leite e derivados). A acidez é caracterizada pela elevada concentração de prótons no sangue (H+) e para neutralizar este processo, o corpo utiliza 4 mecanismos importante de controle23, 22.:

1º - Liberação de bicarbonato de sódio,
2º - Maior eliminação de pCO2,
3º - Saída do cálcio dos ossos e,
4º - Saída de minerais de carga positiva para tentar alcalinizar o sangue (potássio e
magnésio)23, 22.



Outro fator complicador da eliminação do cálcio é que ocorre a ativação do hormônio PTH (paratormônio), que aumenta a reabsorção de cálcio fazendo com que mais cálcio seja eliminado ou liberado na corrente sanguínea24.

Vários fatores podem comprometer o metabolismo do cálcio, por isso, a manutenção ou recuperação da saúde óssea requer avaliação da saúde intestinal, avaliação de exames laboratoriais, planejamento nutricional e possivelmente utilização de suplementos alimentares.

Referências: Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional ( SBNF )

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Receita

 Sorvete de Banana e Cacau








Ingredientes:

2 bananas

1 colher de achocolatado em pó 50 % cacau

Lascas de amêndoas para enfeitar ou coco ralado


1 colher de sopa de leite de coco ( opcional )

Modo de Preparo:

Congelar as bananas maduras, com a casca lavada e embrulhadas em papel manteiga, deixando 1 noite ou 4 horas; Retirar a casca e picar a banana congelada; Bater no liquidificador (no pulsar) com o cacau e o leite de coco ( opcional ) . Consumir imediatamente.

Nota:
Não coloque mais que 4 bananas por vez, pois, caso sobre, o mesmo ter á que ser descartado devido a oxidação.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012




Boa Noite à todos!

A partir de agora no blog, além do envio de assuntos/artigos pertinentes à area da nutrição, irei começar a colocar algumas opções de lanches funcionais ( feitos e criados por mim ), para que  vocês possam ter e fazer boas opções alimentares no seu dia-a-dia: opções saudáveis e palatáveis; além disso irei detalhar cada alimento utilizado e o valor nutricional de cada um.

Essa foto que coloquei acima é um exemplo de lanche da tarde ou lanche da manhã que contém:

- Banana
- Açai desidratado
- Maça desidratada
- Farinha de coco


BANANA

A Banana é uma pseudobaga da bananeira. Banana é o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, após arroz, trigo e milho.
A Banana é um fruto cuja origem é o sudeste do continente asiático. Esta fruta tropical possui uma polpa macia, saborosa e doce. Elas formam-se em cachos na árvore chamada bananeira. Existem diversas espécies de bananas. No Brasil, as mais conhecidas são: nanica, prata, banana-terra e a banana maça. Elas nascem verdes e quando estão maduras ficam com as cascas amarelas (maioria das espécies) ou vermelhas (minoria). Cada bananeira produz de uma só vez de 5 a 15 pencas de banana. São muito utilizadas na culinária de centenas de países. São consumidas ao natural, fritas, cozidas e assadas. Uma banaca madura e de porte grande (nanica, por exemplo) pesa, em média, 120 gramas. A banana é uma fruta rica em fibras, potássio, vitaminas C e A. A banana não possui sementes, ela é um fruto sem fecundação prévia. Aproximadamente, 70% deste fruto é composto por água.

Valor Nutritivo de 100 gramas de
Banana
Macro Componentes
Água
g
74,26
Energia
kcal
92
Energia
kj
385
Proteína
g
1,03
Lipídeos (total)
g
0,48
Carboidratos por diferença
g
23,43
Fibra dietética (total)
g
2,4
Cinzas
g
0,8
Minerais
Cálcio, Ca
mg
6
Ferro, Fe
mg
0,31
Magnésio, Mg
mg
29
Fósforo, P
mg
20
Potássio, K
mg
396
Sódio, Na
mg
1
Zinco, Zn
mg
0,16
Cobre, Cu
mg
0,1
Manganês, Mn
mg
0,15
Selênio, Se
mcg
1,1
Vitaminas
Vitamina C, Ácido Ascórbico
mg
9,1
Tiamina (B-1)
mg
0,04
Riboflavina (B-2)
mg
0,1
Niacina
mg
0,54
Ácido Pantotênico (B-5)
mg
0,26
Vitamina B-6
mg
0,57
Folato (B-9)
mcg
19,1
Vitamina (B-12)
mcg
0
Vitamina A, IU
IU
81
Vitamina A, RE
mcg_RE
8
Vitamina E
mg_ATE
0,27

USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 13 (November 1999)


AÇAI


O açaizeiro faz parte da família das palmáceas. Esta palmeira brasileira é uma planta que se desenvolve próxima aos ribeirões, rios, igapó, várzea e nas matas de terra firme, e com menos freqüência, em terrenos mais afastados e locais pantanosos. Ocorre predominantemente na região Norte, principalmente nos estados do Pará, Amapá, Maranhão e Tocantins. Palmeira delgada e alta que pode atingir uma altura de 20 a 25 metros. O açaizeiro apresenta farta perfilhação e alcança, no estado nativo, a 20 palmeiras por "touceira" (das quais pelo menos três em produção). Produz, cada uma, entre 6 e 8 cachos com 2,5 kg cada um, representando de 15 a 20 quilos de frutos por palmeira (em duas safras) e de 12 a 25 toneladas de frutos/ha/ano. Os troncos são lisos, roliços, longos, de cor clara, sem espinhos.O açaí tem um antioxidante excelente para a saúde. A polpa do açaí contém alto teor energético, e a divulgação de suas propriedades nutritivas possibilitou a abertura de novos mercados de consumo em outras regiões do país, tornando-se uma nova e ecologicamente correta, fonte de renda para as populações nativas. O cultivo e manejo do açaizeiro é ecologicamente adequado para as condições de solo úmido das várzeas do Estuário Amazônico. A palmeira pode ser utilizada para a extração do palmito (a partir da estipe), e produção de frutos, utilizados na fabricação do "vinho do açaí", que é um dos principais alimentos das populações ribeirinhas.
Dos frutos maduros, é extraída a polpa que é consumida na forma de sucos, creme, licor, geléia, mingau, sorvetes e doces. Uma formidável concentração de antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento prematuro, contendo um volume 10-30 vezes maior de antocianinas (antioxidantes roxos) se comparado ao vinho tinto.

-A antocianina é conhecida por suas potentes propriedades terapêuticas entre os quais inclui-se o tratamento de retinopatia diabética e de doença fibrocística da mama em seres humanos. Entre os potenciais efeitos fisiológicos das antocianinas incluem-se agentes radioprotetores, químioprotetores, vasoprotetores e antiinflamatórios.

-A principal antocianina no Açaí é a cianidina-3 glucosídeo. A cianidina-3 - glucosídeo é comprovadamente 3.5 vezes mais forte do que Trolox (análogo da vitamina E).

-Uma sinergia de gorduras monoinsaturadas (saudáveis), fibras alimentares e fitoesteróis, que contribuem para o sistema cardiovascular e a saúde do trato digestivo.

-Um complexo essencial quase perfeito de aminoácidos juntamente com valiosas substâncias minerais, vitais à adequada contração e regeneração musculares.

-Fitoesteróis valiosos. Os Esteróies são componentes de membranas de células vegetais que oferecem inúmeros benefícios ao organismo humano, entre eles, a redução da colesterolemia.

-Os esteróis vem atualmente sendo usados no tratamento de sintomas associados à hiperplasia benigna da próstata. Provas preliminares sugerem que beta-sitosterol (o esterol predominante no Açaí) possa ajudar na prevenção da fraqueza imunológica resultante de grave estresse físico. Boa fonte de fibras, o açaí contém 2.0 gramas de fibra alimentar em uma porção.

-As fibras promovem um sistema digestivo saudável. Acredita-se que o baixo teor de fibras na dieta americana seja fator que contribui para a alta incidência de câncer e de doenças cardíacas. Fibras solúveis podem ajudar a reduzir o colesterol sangüíneo; e acredita-se que fibras insolúveis possam ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer.

-60% Oléico (Ômega 9), ácido graxo monoinsaturado essencial, que auxilia na redução dos níveis do LDL (colesterol ruim) enquanto mantém os do HDL (colesterol bom). 12% Linoléico (Ômega 6), ácido graxo poliinsaturado essencial, que comprovadamente reduz os níveis tanto do LDL quanto do HDL.

-Ácidos graxos ajudam no transporte e absorção de vitaminas lipossolúveis, i.e., Vitaminas A, E, D, e K . A taxa de ácido graxo do Açaí assemelha-se à do azeite de oliva, a qual se acredita seja um fator que contribui para a baixa incidência de doença coronariana nas populações mediterrâneas

FARINHA DE COCO

A Farinha de coco que eu utilizei foi essa em sachês. Encontra-se em loja de produtos naturais,  é uma delícia e uma ótima opção para comer com frutas.





AÇAI E MAÇA DESIDRATADA

Local: Loja de produtos naturais, uma ótima opção para comer com frutas, granola etc




Não esquecendo nunca da individualidade bioquímica, cada organismo reage de forma diferente aos alimentos, o que é bom para um, pode ser veneno para outro; por isso consulte um profissional capacitado   que possa lhe esclarecer quanto às melhores opções alimentares.

Amanda Lamb Nogarolli
Nutricionista, CRN 8:4811
Consultório: 3352-0043

"' Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento "'


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Vilões" do momento, glúten e lactose podem causar intolerâncias se ingeridos em excesso
       
A estudante de nutrição Monalisa Cavallaro, 27, sofreu durante três anos com crises de diarreia, dor abdominal, enjoos e fraqueza antes de ter o diagnóstico que mudou radicalmente a sua rotina alimentar: sofria de intolerância à lactose. O mal, que acomete até 50% da população adulta, segundo estudos, é caracterizado pela falta da enzima lactase no organismo, responsável pela digestão da lactose, o açúcar presente no leite.
A advogada Renata Martins Fialdini, passou por drama semelhante, só que com sua filha, Maria Eduarda, hoje com seis anos. A menina sofreu até os três anos com diarreia, abdômen dilatado, dor de barriga e enjoos até obter o diagnóstico de que tinha doença celíaca, que atinge até 1% da população mundial e na qual o organismo é incapaz de digerir o glúten (proteína presente em alimentos que levam trigo, centeio, cevada e aveia). Considerado um corpo estranho e perigoso, o glúten passa a ser atacado pelo sistema de defesa, causando uma série de efeitos colaterais.
Apesar de terem sintomas parecidos, os problemas são bem diferentes. Muitas pessoas confundem alergia alimentar com intolerância alimentar. Na alergia, o corpo reconhece certos alimentos como perigosos e ativa o sistema imunológico para atacá-los, como é o caso da doença celíaca e da alergia ao leite.
  • Divulgação  
  • Comer em excesso alimentos que contenham glúten pode levar a inflamações no intestino
Já a intolerância causa reações adversas em certos indivíduos, mas sem ativar o sistema imunológico. Pode ser temporária e causada pelo consumo excessivo de certos alimentos difíceis de digerir. "Os alimentos que mais gostamos são aqueles que mais ingerimos, por isso são esses que podem gerar um maior número de hipersensibilidades ou reações tardias", explica Natalia Dourado, nutricionista e organizadora do evento Gluten Free São Paulo. Glúten e leite estão hoje em boa parte dos alimentos que fazem parte da dieta do brasileiro, como pães, massas, bolos, queijos, sorvetes, entre outros.
Nos casos de intolerância, a recomendação é a retirada destes itens da dieta, para dar um “descanso” ao organismo e reequilibrá-lo. Se o caso for mais grave, pode-se ter de deixar de ingeri-los em definitivo.
O glúten, por exemplo, pode inflamar o intestino de algumas pessoas mais sensíveis. “O consumo excessivo dessas substâncias pode causar uma intolerância em certa fase da vida e, após a recuperação da saúde intestinal e com a rotatividade de certos alimentos, a intolerância pode desaparecer”, explica Dourado.
No caso do leite, a intolerância pode ser causada ainda pela diminuição da produção de lactase pelo organismo com o passar dos anos, tornando o problema mais sério e definitivo.
Tanto as alergias e a doença celíaca como as intolerâncias podem surgir em qualquer idade, ainda que os dois primeiros casos apareçam com mais frequência já na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida.
E como determinar se o que eu tenho é alergia ou apenas intolerância? Existem exames que podem avaliar com precisão a verdadeira causa do mal estar. Nos testes de tolerância à lactose, o paciente ingere de 25g a 50g de lactose e se avalia a alteração na glicose no sangue.
Para confirmar a doença celíaca são feitos exames de sangue referentes a certos anticorpos, acompanhados de uma biópsia do intestino, além de um levantamento do histórico familiar, já que a doença pode ser passada dos pais para os filhos. causados, além dos exames já citados.
O quadro clássico da doença celíaca é representado pela diarreia crônica, distensão abdominal e desnutrição. Entretanto, outros sintomas também podem estar presentes como dor abdominal, vômitos, prisão de ventre, inchaço, flatulência e irritabilidade.
Já na intolerância à lactose os sintomas típicos incluem dor abdominal, sensação de inchaço no abdômen, flatulência, diarreia e vômitos.

Convivendo com a restrição
Seja uma intolerância passageira, definitiva ou uma alergia, o fato é que quem tem esses problemas terá de, invariavelmente, mudar seu cardápio. Não existe cura nem remédio para a doença celíaca e a única forma de conviver com ela é riscando em definitivo do cardápio alimentos que contenham glúten.
No caso da intolerância à lactose, a retirada ou redução do leite e derivados do cardápio vai depender de cada caso. “Algumas pessoas podem ingerir pequenas quantidades dos derivados do leite sem consequências, mas para saber o grau de intolerância é necessário consultar um médico e sempre ter um acompanhamento nutricional”, afirma Dourado.
  • Divulgação A intolerância à lactose pode ser causada pela diminuição da produção de lactase pelo organismo
Com alguns cuidados é possível aproveitar todos os tipos de alimentos. “Por exemplo, ao fazer um bolo, é necessário substituir a farinha de trigo por farinhas sem glúten, como as de milho, soja, arroz, polvilho, quinua ou amaranto. No lugar do leite, podemos colocar a bebida de arroz, o leite de castanhas , amêndoas, entre outros”, indica a nutricionista.
As restrições motivaram Monalisa Cavallaro a criar um blog com receitas que não levam leite e seus derivados, chamado de O Diário de Receitas Sem Lactose (http://thelactosefreediary.blogspot.com/). O importante, segundo ela, é não se deixar-se abater por ter de parar de comer alguns tipos de alimentos. “No começo ficamos perdidos, achamos que não vamos conseguir comer mais nada. A parte psicológica fica muito abalada, mudar hábitos nem sempre é fácil. Mas tudo é uma questão de adaptação. O principal conselho que eu dou é procurar orientação”, diz.
Dica compartilhada por Natalia Dourado. “A ajuda de uma nutricionista para a escolha desses alimentos na fase inicial de adaptação é de extrema importância. Outra dica é se atentar sempre aos rótulos dos alimentos, para garantir que não haja nenhum ingrediente que os intolerantes não possam ingerir”, fala.
Apesar da dificuldade inicial, Renata Martins, mãe de Maria Eduarda, diz que quando começou a treinar receitas em casa e a pesquisar novos fornecedores, tudo ficou muito mais simples. E quando sai para comer fora, ela sempre leva algo feito em casa para a refeição da filha. “Quando vamos à casa de amigos levo uma ‘marmitinha’ e esquento no micro-ondas. Nas festas dos amigos em buffet infantil também mando uma marmita especial”, conta.
Já em restaurantes, sempre há opções como frutas, verduras e legumes, que podem ser ingeridos à vontade por quem tem restrição alimentar. Isso não impede que a pessoa se sinta triste a até “excluída” por não poder comer de tudo. “No começo fiquei muito chateada e comecei a não ir a certos programas com amigos e familiares. Muitas vezes me sinto mal quando todos na mesa estão comendo e ficam constrangidos na minha frente porque sabem que eu não posso comer”, diz Monalisa.
Nestes momentos, é importante levar o problema da forma mais natural possível e tentar transmitir essa segurança aos demais. Na casa de Maria Eduarda, por exemplo, a família não deixou de comer alimentos que contenham glúten por causa da doença da menina, exatamente para ensiná-la a lidar melhor com a questão. “Evidentemente evitamos expô-la a contemplação de uma refeição ou lanche marcados por alimentos prazerosos, como o pão francês, o vilão para aqueles que não podem ingerir glúten, mas nem por isso nos fechamos no quarto para comer uma pizza. Procuramos, sempre, agir com serenidade, com muita conversa, mas, acima de tudo, com muita naturalidade”, relata.
Receitas
Veja duas dicas de receitas simples e fáceis de fazer para quem não pode ingerir glúten e lactose.

  • Divulgação
Macarrão de milho bicolor
Rendimento: 6 porções
Ingredientes:
¼ de xícara de azeite extra virgem
2 cebolas roxas, em cubos
1 pimentão vermelho sem sementes e em cubos
1 folha de louro
1 colher de sopa de tomilho fresco picado
1 quilo de macarrão de milho tipo fusilli
1 molho de couve rasgada
3 dentes de alho amassados
½ xícara de caldo de legumes
Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo:
Em uma panela aquecer metade do azeite. Juntar a cebola, o pimentão, o louro e o tomilho. Refogar até a cebola ficar dourada. Em outra panela, cozinhar o macarrão. Escorrer e reservar. Adicionar a couve e o alho à mistura de cebola e refogar por 5 minutos. Adicionar o caldo de legumes e ferver por 2 minutos. Juntar o macarrão, o restante do azeite, corrigir o sal e pimenta. Servir.

  • Divulgação
Molho de tofu com rúcula
Rendimento: 5 porções
Ingredientes:
2 fatias médias de tofu
4 colheres de sopa de azeitonas pretas
1 prato de sobremesa de rúculas
8 colheres de sopa de suco de tomate
2 dentes de alho picados
1 cebola pequena picada
1 colher de chá de sal marinho
½ colher de sopa páprica picante
2 colheres de sopa de azeite extra virgem
5 colheres de sopa de cebolinha fresca picada
Modo de preparo:
Esfarele o tofu e tempere com o azeite, a páprica picante
e a cebolinha. Reserve. Pique a rúcula e reserve também.
Doure o alho e a cebola no azeite. Acrescente as azeitonas pretas, o suco de tomate e o sal. Misture bem e cozinhe por 5 minutos em fogo baixo, acrescente o tofu temperado, mexa levemente e desligue o fogo. Cubra a massa com o molho e acrescente por último a rúcula picada, regando com um fio de azeite e uma pitada de sal marinho.

quarta-feira, 4 de julho de 2012


Nutrição Funcional

O corpo humano é formado por aproximadamente 100 trilhões de células, sendo que, destas, 50 bilhões se renovam a cada dia. Cada uma destas células necessita de inúmeros nutrientes para garantir seu funcionamento perfeito. O funcionamento adequado de um conjunto de células garante por sua vez que cada órgão execute suas funções de forma esperada. Finalmente, um conjunto de órgãos saudáveis proporcionará saúde ao individuo – saúde como Vitalidade Positiva. Vitalidade positiva é mais que a mera ausência de doenças crônicas degenerativas não transmissíveis, é a busca pela saúde integral, modulando, por meio de nutrientes e fotoquímicos, todas as reações bioquímicas envolvidas neste processo. O objetivo é que as pessoas sejam realmente saudáveis e felizes, não apresentando enxaqueca, TPM, queda de cabelo, hiperatividade, constipação ou olheiras, entre outros problemas.
A Nutrição clínica funcional é portanto uma ciência integrativa e profunda, que se baseia na pesquisa cientifica e cuja aplicação prática engloba, tanto a prevenção, como o tratamento de doenças, focalizando na avaliação de aspectos bioquimicamente únicos de cada organismo e levando em consideração, inclusive, o genótipo de cada individuo e sua suscetibilidade genética no desenvolvimento da doença. Nesse sentido, estamos em total sinergismo com os avanços científicos na área da nutrição pós genômica. Isso é, embora os nutricionistas do século XX já investigassem os efeitos da dieta nas variáveis relacionadas à saúde, tais como pressão arterial, concentrações séricas de colesterol ,e, com este entendimento entre nutrição e o sistema endócrino, estabelecessem uma dieta para cada doença, essas dietas não eram especificas para cada organismo. Já os nutricionistas do século XXI, entendendo a relação entre nutrição e expressão gênica, prescrevem dietas de acordo com a individualidade bioquímica de cada pessoa. Assim, na nutrição clínica funcional, por exemplo, um paciente com histórico familiar de dislipidemia deverá ter uma orientação nutricional focalizada nos nutrientes e compostos bioativos que modulem, por exemplo, os níveis de homocisteína e proteína C - Reativa.

“Seremos mais felizes conforme conhecermos e compreendermos a interdependência entre os órgãos que compõem nosso corpo físico, dedicando tempo para conectá-los e mantê-los saudáveis, tornando a saúde e a eficiência do corpo num instrumento para expansão de nossa alma.

Fonte: Livro de Nutrição Clínica Funcional, dos princípios à Prática Clínica.
Autora: Valéria Paschoal/2010

quarta-feira, 27 de junho de 2012




Patê fácil de Tofu



Ingredientes

250gr de Tofu picado



1 col. (sopa) cheia de salsa e cebolinha picadas


1 col. (sobremesa) de orégano


3 col. (sopa) de azeite de oliva extra virgem


2 dentes de alho bem amassados


Pimenta e sal


Bater todos os ingredientes no liquidificador até misturar todos os ingredientes.Servir com pão, torradinhas ou legumes crus fatiados.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

PROBIÓTICOS


PROBIÓTICOS 




A nutrição otimizada é um desses novos conceitos, dirigida no sentido de maximizar as funções fisiológicas de cada indivíduo, de maneira a assegurar tanto o bem-estar quanto a saúde, como também o risco mínimo de desenvolvimento de doenças ao longo da vida. Nesse contexto, os alimentos funcionais e especialmente os probióticos são conceitos novos e estimulantes (Roberfroid, 2002).


A microbiota intestinal humana exerce um papel importante tanto na saúde quanto na doença e a suplementação da dieta com probióticos pode assegurar o equilíbrio dessa microbiota. Probióticos são microrganismos vivos, administrados em quantidades adequadas, que conferem benefícios à saúde do hospedeiro.


Outros possíveis efeitos dos probióticos são a sua atuação na prevenção de câncer, na modulação de reações alérgicas, na melhoria da saúde urogenital de mulheres (Kopp-Hoolihan, 2001) e nos níveis sanguíneos de lipídeos (Pereira, Gibson, 2002). Além desses possíveis efeitos, evidências preliminares indicam que bactérias probióticas ou seus produtos fermentados podem exercer um papel no controle da pressão sanguínea. Estudos clínicos e com animais documentaram efeitos anti-hipertensivos com a ingestão de probióticos (Kopp-Hoolihan, 2001).

Assim, além de uma dieta equilibrada, em muitos casos o uso de suplementos probióticos pode ser uma ferramenta útil para a melhora da flora intestinal.

Uma microbiota intestinal saudável e microecologicamente equilibrada resulta em um desempenho normal das funções fisiológicas do hospedeiro, o que irá assegurar melhoria na qualidade de vida do indivíduo. Este resultado é de suma importância, particularmente nos dias de hoje, em que a expectativa de vida aumenta exponencialmente. O papel direto dos microrganismos probióticos no sentido de propiciar, no campo da nutrição preventiva, essa microbiota intestinal saudável e equilibrada ao hospedeiro, já está bem estabelecido.

Vale lembrar que em alguns casos (indivíduos imunodeprimidos) ou em casos de lesões com sangramentos intestinais, cirurgia recente, por exemplo, o uso deve ser restrito até que o uso seja considerado seguro novamente.

Desta forma, o uso desses suplementos deve sempre ser indicado e supervisionado por um nutricionista ou médico capacitado









Fonte:  Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences/2006






quarta-feira, 6 de junho de 2012

SAL REFINADO X SAL MARINHO


SAL REFINADO X SAL MARINHO





Na Natureza os seres vivos adquirem o sódio dos alimentos, sem precisar adicionar alguma coisa, como no caso do sal extra usado pelo homem. Na verdade, se vivêssemos em ambiente bem natural, usando apenas alimentos retirados do meio ambiente puro, não precisaríamos de sal. Porém vivemos hoje uma situação mais artificial, sendo grande o nosso desgaste físico e a conseqüente perda de minerais importantes, seja pelo "stress" moderno, excesso de trabalho, perturbações emocionais, seja pelos antinutrientes da dieta comum (açúcar branco, farinhas refinadas etc.) e pela ma alimentação.

Existe muita confusão, no entanto, quanto ao uso do sal marinho puro e do sal refinado, sendo que o primeiro e que contém elementos importantes e o segundo é prejudicial.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.

Durante a "fabricação" na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de "controle".
No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc.
O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

Por isso façamos boas escolhas que auxiliem nosso estado de saúde integral. É através do conhecimento que iremos formar cidadãos críticos, que não se deixem enganar pela manipulação da indústria alimentícia cujo maior objetivo ainda é o lucro.

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Excesso de açúcar prejudica o cérebro


Excesso de açúcar prejudica o cérebro



Vai fazer prova, prestar concurso, participar de um trabalho que exige grande concentração? Evite os doces antes e durante as tarefas, ao menos os industrializados, como chocolates, refrigerantes e outras guloseimas ricas em açúcar refinado. Em compensação, pode caprichar no salmão, no óleo de linhaça e nas nozes no almoço ou no jantar.

Uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia (Ucla) e divulgada no último dia 15 na publicação americana Journal of Psicologhy mostra que ingerir grandes quantidades de açúcar pode dificultar a comunicação entre os neurônios e deixar o cérebro lento. Por outro lado, o ômega 3 presente em peixes e em algumas sementes pode minimizar os “estragos”.

Evite:

Alimentos que contenham glicose em excesso e que sejam absorvidos de forma muito rápida pelo organismo, gerando um pico muito alto de açúcar no sangue. Portanto, evite ingerir muito chocolate, balas, tortas, doces e refrigerantes, que contêm muito açúcar refinado. Prefira frutas, pois, além de terem menos frutose (que depois é transformada em glicose), são ricas em fibras, que tornam a absorção do açúcar mais lenta.

Consuma:

Alimentos ricos em ômega 3, como peixes de águas frias (salmão, atum, sardinha), e em sementes como nozes, lichia e linhaça. São três os tipos de ômega 3 – o DHA (ácido docosaexaenóico) e o EPA (ácido eicosapentaenóico) são de origem animal, presente em peixes. Já o ALA (ácido alfalinolênico), de origem vegetal, é encontrado nas sementes.

Equilíbrio

A glicose é o único combustível do cérebro – devido à barreira hematoencefálica, que permite apenas a passagem desse monossacarídeo. Nesse caso, todo o carboidrato que ingerimos precisa se transformar em glicose antes de chegar ao cérebro.


Ausência ou deficiência: sem glicose, o cérebro simplesmente morre. Caso haja deficiência, a pessoa pode perder a consciência, entrar em coma, ter tremores, alucinações, estresse e fome.


Excesso: provoca secreção exagerada do neurotransmissor glutamato, que provoca estresse oxidativo dos neurônios, dificultando as sinapses e até mesmo matando as células.

Fonte: Hudson Famelli, Eda Scur e Renato Puppi Munhoz.

O estudo, feito com camundongos, mostrou a relação entre a ingestão de alta dose de açúcar e o comprometimento das sinapses, ligações entre as células cerebrais que possibilitam o raciocínio. Os animais, divididos em dois grupos, foram alimentados durante seis semanas com xarope de milho com alta concentração de frutose (seis vezes mais doce do que a cana-de-açúcar) e apenas um dos grupos recebeu ômega 3.

Os resultados mostram que a glicose (a frutose transforma-se em glicose no fígado, antes de cair na corrente sanguínea e chegar ao cérebro), embora seja um combustível essencial para o cérebro, pode gerar um efeito deletério quando presente em excesso nas células. Após as seis semanas, os pesquisadores puseram os ratos em um labirinto para que realizassem uma atividade que haviam aprendido antes de ingerirem frutose em excesso: encontrar a saída.

Os animais alimentados apenas com açúcar não conseguiram. Mostraram-se desorientados, sem coordenação e não acharam a saída. Já os que ingeriram DHA, um tipo de ácido graxo do ômega 3, também apresentaram dificuldades em realizar a tarefa, mas acabaram encontrando a única saída existente, embora tenham demorado mais do que a primeira vez.


Radicais livres


Tal “apagão” começa a ser desvendado pela ciência e o que já se sabe é que, se a glicose é importante para manter o motor do cérebro funcionando, uma overdose da substância não fará com que tenhamos um supercérebro. Pelo contrário: ela pode estimular a secreção acelerada do neurotransmissor glutamato, que aumenta o estresse oxidativo cerebral, gerando radicais livres que “atacam” os neurônios.

“Esses radicais livres causam pequenos danos funcionais no cérebro e até microlesões estruturais, o que faz com que o raciocínio e o funcionamento cerebral de modo geral fiquem comprometidos”, explica o chefe do Setor de Neurologia do Hospital Cajuru e professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Renato Puppi Munhoz.

O médico afirma que o metabolismo desacelera e até mesmo o oxigênio – outro combustível importante para manter as células vivas e em amplo funcionamento – fica com seu suplemento comprometido, já que a glicose interfere negativamente na vascularização e impede que o órgão seja plenamente irrigado. “Isso é notado em pessoas que têm diabete, por exemplo”, diz Munhoz.


Ômega 3 “compensa” malefícios


A pesquisa feita na Uni­versidade da Califórnia é uma comprovação de que a glicose em excesso pode fazer mal, algo que já é observado em pacientes com diabete ou aqueles que, mesmo sem ter a doença, têm o índice glicêmico elevado – acima de 270 dl/mg, o nível já é considerado alto. Além disso, o estudo também mostra que o ômega 3, conhecido por promover o rejuvenescimento celular, realmente faz bem à saúde.

“Há uma hipótese de que o ômega 3 ajude na reconstituição das membranas celulares. Isso porque ele é uma espécie de lipídio [gordura], e uma parte da membrana externa é feita de lipídio”, explica o neurologista do Hospital Vita Hudson Famelli. Ou seja, o ômega 3 presente em peixes de águas frias, como o salmão e a sardinha, é o principal fornecedor do material que forma as membranas, por onde a corrente elétrica do cérebro se propaga.

Mesmo quem ingere alimentos que contenham gran­de concentração desse tipo de ácido graxo, no entanto, não está liberado para exagerar naqueles ricos em glicose, como os que possuem açúcar refinado, pois a ingestão de um não compensa a do outro. A longo prazo, o hábito pode levar à obesidade, que também contribui para a “lentidão” cerebral. “O tecido adiposo libera adipocitocinas, substâncias inflamatórias que também são capazes de gerar os mesmos radicais livres e promover o envelhecimento e a morte das células”, explica a nutricionista Eda Scur

Fonte: GAZETA DO POVO