quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Intestino pode mudar o seu cérebro ?



Giulia Enders - Autora de a vida secreta dos intestinos




Vamos mesmo falar sobre os nossos intestinos? Sobre a melhor posição para estar sentado na retrete? Sobre as bactérias que, dentro de nós, se alimentam dos nossos alimentos e, no processo, ajudam-nos de maneiras que nem imaginamos? Sim.

A alemã Giulia Enders, 25 anos, formada em Gastroenterologia pela Universidade Goethe de Frankfurt, interessou-se por aquele que descreve como “o nosso órgão mais subestimado” e escreveu um livro sobre ele, que rapidamente chegou ao primeiro lugar no top de vendas na Dinamarca, Alemanha e Holanda. Em Portugal, A Vida Secreta dos Intestinos acaba de ser editado pela Lua de Papel e já está em terceiro lugar no top de vendas da Fnac.

Um dos pontos mais interessantes do livro de Giulia Enders é a relação que os intestinos têm com o nosso humor e a importância que a irritação intestinal pode ter, por exemplo, no stress e na depressão. Giulia – que decidiu estudar Medicina por causa de um grave problema de pele que teve aos 17 anos e que só se resolveu quando percebeu que a origem estava nos intestinos – começa por explicar que estes têm uma inteligência própria, que os coloca ao nível do tão admirado cérebro.

“Com prudência, começa-se a questionar a posição absolutamente dominante do cérebro”, escreve. “Não só os nervos do intestino existem em quantidade inimaginável como também são incrivelmente diferentes por comparação com o resto do corpo. […] A rede nervosa do intestino é, por conseguinte, também conhecida por cérebro intestinal. […]. Nenhum organismo jamais criaria tamanha rede de neurónios apenas para emitir um simples flato. Tem que haver algo mais por detrás disso.”

O que Giulia explica é que há uma ligação directa do intestino para o cérebro, com o primeiro a enviar ao segundo uma série de sinais que chegam a diferentes regiões do cérebro – a ínsula, o sistema límbico, os córtex pré-frontal, a amígdala, o hipocampo e o córtex anterior cingulado – ligadas às emoções, à moral, ao medo, à memória, à motivação. “Isto não quer dizer que o nosso intestino guie os nossos pensamentos morais, embora haja a possibilidade de os influenciar.”

O exemplo que dá para falar da ligação entre intestino e depressão é o do “rato nadador”: se se puser um rato num alguidar com água, como é que ele reage? Nada para se salvar? Sim, claro, mas se se tratar de um rato com tendências depressivas, acabará por ficar imóvel e, eventualmente, afogar-se. “Ao que parece, nos seus cérebros os sinais inibidores conseguem passar muito mais facilmente do que os impulsos motivadores e impulsionadores”.

Giulia conta a experiência feita pela equipa do cientista irlandês John Cryan, que deu aos ratos uma bactéria conhecida por cuidar do intestino, a "Lactobazillus rhamnosus", concluindo que estes “nadavam não só mais tempo, como também de forma mais esperançada”. A informação sobre o melhor estado dos intestinos era transmitida por estes ao cérebro através do nervo vago e a disposição do rato mudava (quando os cientistas cortavam o nervo vago, o comportamento dos ratos voltava ao que era anteriormente)

Dois anos depois, foi realizado outro estudo, este já com humanos. “Os resultados não só surpreenderam [os responsáveis pela investigação] como toda a restante comunidade científica”, afirma Giulia no livro. “Após quatro semanas a ingerir uma determinada mistura de bactérias, algumas áreas cerebrais apresentaram alterações significativas, sobretudo as áreas responsáveis pelo processamento da dor e das emoções.” Estes resultados são encorajadores, segundo a autora, que sublinha que “para pessoas com um intestino irritado, pode ser muito pesada a ligação que há entre intestino e cérebro.”



O stress também tem aqui um papel determinante. Se estivermos muito stressados, o cérebro vai precisar de energia e vai “pedi-la” ao intestino, que “solidariamente poupa energia durante a digestão” – situações continuadas de stress significam portanto “falta de apetite, mal-estar, diarreia” e são, naturalmente, de evitar.
O terceiro capítulo centra-se no gigantesco mundo das bactérias que vivem nos nossos intestinos – a chamada flora intestinal –, um mundo interior que, garante Giulia, é mais fascinante que o que existe à nossa volta. E em relação ao qual “só agora é que a investigação está realmente a começar”. Mais uma vez, os intestinos dominam as atenções: é que “dos microorganismos que vagueiam dentro de nós, 99% encontram-se no intestino”.
Porque este é um universo ainda em grande parte desconhecido, a nossa tendência é para nos preocuparmos excessivamente com as bactérias más (que existem, sem dúvida) e não darmos o devido valor às boas (que existem em muito maior quantidade). “Preocupamo-nos muito em não comer isto ou aquilo e centramo-nos demasiado em evitar as bactérias más”, diz Giulia ao PÚBLICO.
“Como não as podemos ver, isso dificulta de certa forma o nosso comportamento”, continua a autora. “Por isso acho importante que quando se lê sobre este assunto se possa realmente imaginar todas essas bactérias dentro de nós. No passado, a nossa alimentação tinha muito mais vegetais, por exemplo, o que lhes dava muito mais trabalho do que pão branco ou massa. As bactérias tinham muito mais comida para fazer todo o tipo de coisas, como tornar o nosso sistema imunitário mais tolerante ou influenciar o nosso humor de uma forma positiva.”
A obsessão de algumas pessoas com a higiene também acaba por ter como consequência matar todas as bactérias, as más e as boas. “A higiene é positiva, mas é preciso não esquecermos que 95% das bactérias não nos prejudicam de forma nenhuma, algumas ajudam-nos e outras não fazem nada. Não me parece lógico que usemos tanta energia a vermo-nos livres de bactérias que nos são úteis”, afirma Giulia.
Mas, mais importante do que isso, é contribuirmos para tornar a nossa flora intestinal mais saudável através dos probióticos e dos prebióticos, tentando reduzir o número de vezes que temos que recorrer aos antibióticos. Os probióticos são as bactérias vivas que entram nas nossas bocas durante todo o dia, e que podem ser boas para nós ou simplesmente inofensivas (os prébióticos são, por seu lado, alimentos que estimulam as bactérias boas mas só funcionam quando estas já existem no nosso organismo). 
Há também ligações entre a flora intestinal e a obesidade. “Todas as doenças resultam de diferentes factores, que podem ser genéticos, ambientais, ou que podem estar ligados à nossa alimentação e às bactérias que temos. Uma pessoa pode ser obesa por comer 20 bolos por dia ou por factores genéticos. Sabemos que as bactérias têm uma influência entre 10 e 30% no nosso peso. E através delas podemos modificar e melhorar as coisas.” Com limites, claro. “Tornar uma pessoa magra apenas mudando as bactérias não é possível se ela continuar a comer muito.”
Todos temos ainda muito a aprender sobre este mundo. Giulia acredita que vai haver uma evolução na forma como os profissionais em diferentes áreas vão olhar para as nossas bactérias e potenciar os lados bons delas em cada caso específico. Afinal, elas precisam de nós e nós precisamos delas. Só temos que nos conhecer melhor.
Link: http://www.publico.pt/n1695742

segunda-feira, 18 de maio de 2015



OVO – Nunca mais tenha dúvida sobre esse alimento!




Hoje queria falar um pouco sobre um alimento que infelizmente ainda é temido por algumas pessoas pelas informações errôneas repassadas por alguns profissionais da área da  saúde ou pelos meios de comunicação.


OVO: Alimento mais completo após leite materno! ( Depois vem o Coco, Quinua etc ).

De onde surgiu a ideia do MITO de  que ovo aumentaria colesterol ?


Há muito tempo se fala a respeito do problema do ovo relacionado ao aumento do colesterol,  mas saibam que até hoje  NENHUM estudo  conseguiu comprovar esta teoria.

Na década de 70, especialistas relacionaram os altos níveis de colesterol no soro sanguíneo a doenças coronarianas, e consequentemente com o consumo de ovos em função da quantidade de colesterol presente na gema.

Apesar da má fama, o colesterol é um composto essencial à vida, sendo encontrado somente no organismo animal, não sendo sintetizado pelas plantas, assim, jamais será encontrado nos óleos vegetais.

O colesterol total representa o somatório de um conjunto de frações diferenciadas de moléculas lipídicas, agrupadas segundo sua densidade (HDL ou lipoproteína de alta densidade, conhecido como “bom colesterol”, e LDL ou lipoproteína de baixa densidade, conhecido como “mau colesterol”), que circulam na corrente sanguínea junto a proteínas específicas.

O colesterol faz parte da estrutura das membranas celulares, é matéria-prima para produção de vários hormônios sexuais e esteroides (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona, estradiol), dos sais biliares, é precursor para a síntese de vitamina D, componente das células do cérebro e isolante da fibra do neurônio, é utilizado por vários tecidos e se acumula no fígado, rins e cérebro. 

Estudos científicos provaram que de todo o colesterol circulante, somente 30% provém da alimentação e apenas 15% do que é ingerido é absorvido, o restante é sintetizado pelo fígado.


Com o aumento da ingestão de colesterol na alimentação, o organismo diminui a sua síntese, regulando as quantidades no sangue. De fato, o ovo tem colesterol, em geral uma unidade contém de 210 a 215 mg da substância, mas a colina presente na gema do ovo controla o colesterol no corpo humano.

Portanto, exceto em pessoas com alterações genéticas do metabolismo do colesterol, o excesso dele no sangue resulta dos péssimos hábitos alimentares que as pessoas adquirem desde a infância e carrega-os por toda vida como o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo, além do consumo de uma dieta de alto índice glicêmico ( alta liberação de açúcar que se transforma em gordura ), gorduras saturadas e gorduras trans. 


Um estudo ( um dos vários já publicados ) conduzido pela universidade de Harvard recrutou estudantes de medicina para consumirem nada menos do que 25 ovos por dia durante 3 meses e acreditem : : O colesterol dos alunos baixou!

É uma pena que essas informações não são divulgadas por organizações competentes e sérias, não tenham dúvida que se fosse descoberta uma nova medicação para tratar alguma doença, em questão de horas teríamos a informação sendo propagada - Poder da Indústria farmacêutica por trás e seu interesse econômico.

Por isso se querem realmente ter Saúde fujam de falsas informações propagadas pelo meio de comunicação ( a não ser os que trazem profissionais competentes e atualizados )  ,  divulgando informações falsas tendo por trás interesses de empresas alimentícias ou laboratórios farmacêuticos , divulgando falsas informações que vejo todo dia principalmente envolvendo   OVO e o LEITE  que já falei aqui anteriormente .

Essas falsas informações propagadas pela mídia podem estar adoecendo o Mundo.

Seja crítico com as informações que recebe e procure profissionais que tenham respaldo científico para explicá-las.

Você pode fazer a diferença na sua saúde e na saúde de sua família! Só depende de você!


Nutrientes do Ovo :

Rico em VITAMINAS B 12, ÁCIDO FÓLICO, PROTEÍNAS, COLINA ( BOM PARA CÉREBRO ), LUTEÍNA ( BOM PARA VISÃO ) , ZEAXANTINA ( PROTETOR DA RETINA e MÁCULA DO OLHO ) ,  VITAMINAS A,D,E,K .

Benefícios do Ovo:

-Anti-inflamatório ( Diminui proteína C reativa )

-Diminui níveis de Insulina

-Auxilia no Emagrecimento ( Aumentando níveis do hormônio Adiponectina )

-Rico em Zinco ( Auxiliando na melhora de processos alérgicos )

-Melhora Artrite ( Pois tem GLUTATIONA – Molécula antioxidante mais importante em nosso corpo )

-Atua na melhora da degeneração macular ( Fonte de Luteína )

-Aumento do HDL ( colesterol bom )

Diferença entre os OVOS:

OVO caipira tem muito mais ômega- 3 que ovo de granja

Dica de consumo: Uma boa forma de consumi-los é cozido ou mexido com óleo de boa qualidade ( Uma dica:  adicione cúrcuma no final, aumentando assim  o poder anti-inflamatório desse alimento ).

Fontes:


1.GINSBERG HN et al. A dose-response study of the effects of dietary cholesterol on fasting and postprandial lipid and lipoprotein metabolism in healthy young men. Arterioscler. Thromb., 14: 576-586, 1994.

2. GINSBERG HN et al. Increases in dietary cholesterol are associated with modest increases in both LDL and HDL cholesterol in healthy young women. Arterioscler. Thromb., 15: 169-178, 1995.

3. KERN F Jr. Effects of dietary cholesterol on cholesterol and bile acid homeostasis in patients with cholesterol gallstones. J. Clin. Invest., 93: 1186-1194, 1994.

4. McCOMBS RJ et al. Attenuated hypercholesterolemic response to a high-cholesterol diet in subjects heterozygous for the apolipoprotein A-IV-2 allele. N. Engl. J. Med., 331: 706-710, 1994.

5. PELLETIER X. et al. Effect of egg consumption in healthy volunteers: influence of yolk, white or whole egg on gastric emptying and on glycemic and hormonal responses. Ann. Nutr. Metab.,40 (2): 109-115, 1996.

6. RETZLAFF BM et al. Effects of two eggs per day versus placebo in moderately hypercholesterolemic and combined hyperlipidemic subjects consuming the NCEP Step-one diet. Abstract Circulation, 92 (suppl): 1668, 1995.

7. SCHNOHR P et al. Egg consumption and high-density-lipoprotein cholesterol. J. Intern. Med., 235: 249-251, 1994.

8. SUTHERLAND WHF et al. The effect of increased egg consumption on plasma cholesteryl ester transfer activity in healthy subjects. Eur. J. Clin. Nutr., 51: 172-176, 1997.

9. VUORISTO M & MIETTINEN TA et al. Absorption, metabolism and serum concentrations of cholesterol in vegetarians: effects of cholesterol feeding. Am. J. Clin. Nutr., 59: 1325-1331, 1994.

10. RATLIFF, J C et al. Nutrition and Metabolism, 5:6-10, 2008


terça-feira, 12 de maio de 2015


RECEITA DE COOKIES INTEGRAIS



Boa Noite Queridos!

Aqui em casa desde que mudei minha Consciência Alimentar, tenho modificado todas as receitas, testando, inventando e aprendendo! Afinal, não é fantástico saber que  além do prazer que os alimentos nos oferecem podemos também estar nutrindo nossas células e melhorando nossa Saúde ? ainda mais quando falamos no que mais gera impacto na mesma: Nossa Nutrição Diária.

Por isso aproveito para  encaminhar uma receita Divina!! 

Cookies Funcionais

Ingredientes:

3 colheres de sopa de farinha de coco
1 ovo
1/2 xícara de açúcar demerara
1/2 xícara de farinha sem glúten
2 c sopa de coco ralado ( ou mesmo a sobra das amêndoas usadas na bebida caseira )
2 c sopa de amido de milho
4 c sopa de manteiga ghee

Preparo:

Misture todos ingredientes com a mão em uma travessa , unte uma forma com óleo de coco e farinha sem glúten e coloque a massa moldando como cookies, adicione também pedaços de chocolate 70 %.

Simples, Fácil e Delicioso!!

Bom Apetite!!

segunda-feira, 27 de abril de 2015


MUDE SUA REALIDADE, MUDE SUAS ESCOLHAS!







Amanda L. Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 4811
Consultório: 9191-4197



MUDE SUA ALIMENTAÇÃO, MUDE SUA VIDA





Mude sua alimentação e mude sua vida em todos os aspectos físico, mental e emocional .
Você sabia que é formado por nutrientes certo ? Que para formar hormônios depende deles portanto ( hormônios do bem estar, hormônios do sono etc ).
Você depende de nutrientes para fazer seu cérebro funcionar, para promover ligações entre os neurônios.


Você depende de nutrientes para eliminar toxinas que estamos expostos diariamente e que podem causar diversas doenças.
Você depende de nutrientes para formar massa muscular, para ter uma pele bonita e saudável, para ter unhas fortes, para ter um ótimo funcionamento de tireóide, para dormir bem, para estar bem, para ter uma boa capacidade cognitiva, para enxergar bem, ouvir bem, para não ter sintomas de TPM ( Sintomas da TPM estão em sua maioria ligados a deficiências nutricionais )...
Quando foi a última vez que fez exames que mostraram sua saúde bioquímica ? ( Você sabia que existem diversos nutrientes que em déficit causam um prejuízo enorme ao organismo, dentre estes déficit cognitivo - Infelizmente os exames realizados pela maioria são os mais básicos possíveis começando pela glicemia de jejum, que acredite não é um parâmetro fidedigno de níveis de açúcar no sangue, e os exames de tireóide então onde se analisa somente TSH, T 4 livre ( e o pior é que na grande maioria só se vê valor de referência para dizer se é normal ?

Mas o que é normal dentro de cada indivíduo já que os padrões laboratoriais são epidemiológicos ? E os anticorpos ? E o zinco, selênio, vitamina A fundamentais para seu funcionamento ? E os alimentos que em excesso interferem negativamente ou positivamente ? Pois é....


Atendo muitos casos de pacientes com hipotireoidismo subclínico sem saberem disso...Mas lhe digo a parte boa disso , dependendo do caso uma disfunção tireoidiana pode ser revertida com alimentação individualizada e suplementos específicos!
Espero que em um futuro próximo as pessoas possam compreender que com Nutrição Individualizada e nutrientes específicos,onde todos repeitarão a sua individualidade, as pessoas terão saúde em seu estado mais pleno em todas as vertentes , pois, do contrário estarão apenas tratando sintomas com remédios ,importantes em vários casos obviamente , mas que na sua grande maioria acabam  por piorar o quadro inflamatório que o paciente se encontra há anos ( Este no caso sendo apresentado como  " normal " : Dor de Cabeça, Cansaço, TPM, Insônia, Unhas Fracas, Cabelos Quebradiços, Baixa Libido,Colesterol Alto, Ansiedade, Nervosismo etc ) por que trataram sintomas e não as reais causas que em uma boa parte das vezes está relacionado a deficiência nutricional.


Um Abraço
Amanda


" Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento "

terça-feira, 21 de abril de 2015


SAÚDE DA PELE


Boa Tarde Queridos!

Matéria que escrevi para o site da Apresentadora do SBT Eliana 
( Site Daqui - Dali ):

LINDA DE DENTRO PARA FORA
20 DE ABRIL DE 2015 - POR NIVIA DE SOUZA







Uma boa alimentação traz benefícios para a saúde e RESULTADOS QUE PODEM SER SENTIDOS À FLOR DA PELE, literalmente. Uma das causas do envelhecimento da pele é justamente a má-nutrição, baseada em uma dieta com alta liberação de açúcar e potencial inflamatório.

De acordo com AMANDA NOGAROLLI, nutricionista funcional, isso tudo pode modificar a estrutura física do tecido cutâneo, reduzindo a elasticidade e aparência da pele. “DIETAS COM ALTO ÍNDICE GLICÊMICO PROMOVEM DANOS IRREVERSÍVEIS ÀS PROTEÍNAS DA PELE(colágeno e elastina), causando envelhecimento precoce”, explica a profissional.


Doces são deliciosos, mas dietas ricas em açúcar podem prejudicar a sua pele. Foto: ThinkStock


DOCES SÃO DELICIOSOS, MAS DIETAS RICAS EM AÇÚCAR PODEM PREJUDICAR A SUA PELE. FOTO: THINKSTOCK

A pele é o maior órgão do corpo humano. “Ela REFLETE O NOSSO INTERNO, ou seja, a qualidade de nossa alimentação”, afirma Amanda. Por isso, como muito alimentos auxiliam nesse processo de manutenção da pele, é possível aliar saúde à beleza. “Nunca é tarde para se iniciar bons hábitos alimentares”, recomenda Amanda.


Então, quais alimentos se deve adicionar à dieta para que a pele não envelheça de forma precoce?

– UVA: é rica em resveratrol, uma substância antioxidante e anti-inflamatória;

– MIRTILO, AMORA, MORANGO E FRAMBOESA: essas frutas são ricas em antocianinas, que é um poderoso antioxidante;

O chá verde tem propriedades benéficas. Foto: Thinkstock

O CHÁ VERDE TEM PROPRIEDADES BENÉFICAS. FOTO: THINKSTOCK

– CHÁ VERDE: é rico em catequinas, que têm potencial anti-inflamatório;

– AVEIA: é rica em silício mineral, que auxilia na melhora da elasticidade da pele;

–ALIMENTOS INTEGRAIS, FOLHA VERDE-ESCURAS (RÚCULA, COUVE, ACELGA, ESCAROLA): estes são ricos em vitamina E, que é um poderoso antioxidante também;

– LARANJA, ACEROLA, KIWI, MORANGO E ABACAXI: conhecidos por serem ricos em vitamina C, que é fundamental para absorção e fixação do colágeno;

Segundo a nutricionista, as frituras, o açúcar, alimentos refinados (como pães, arroz branco e massas), bolachas recheadas, balas, doces em geral, alimentos industrializados cheios de conservante e os embutidos são alimentos que causam danos às células da pele.

Sempre importante pensar na individualidade bioquímica , por isso é importante uma avaliação individualizada onde o profissional nutricionista possa esclarecer quais alimentos são mais importantes para àquele organismo e qual suplementação seria indicada ( Não falei aqui sobre suplementos, mas existem nutrientes específicos para melhorar a aparência da pele ).

Um Abraço
Amanda L. Nogarolli de Carvalho
Nutricionista Clínica Funcional CRN 8: 48 11



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

AGROTÓXICOS 
 
      


        
Alexis Baden-Mayer - Sin Permiso
reprodução
A Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT. Mas foi no final dos anos 1990 que o uso do Roundup se massificou graças a uma engenhosa estratégia de marketing da Monsanto. A estratégia? Sementes geneticamente modificadas para cultivos alimentares que podiam tolerar altas doses de Roundup. Com a introdução dessas sementes geneticamente modificadas, os agricultores podiam controlar facilmente as pragas em suas culturas de milho, soja, algodão, colza, beterraba açucareira, alfafa; cultivos que se desenvolviam bem enquanto as pragas em seu redor eram erradicadas pelo Roundup.

Ansiosa por vender seu emblemático herbicida, a Monsanto também incentivou os agricultores a usar o Roundup como agente dessecante, para secar seus cultivos e assim fazer a colheita mais rapidamente. De modo que o Roundup é usado rotineira e diretamente em grande quantidade de cultivos de organismos não modificados geneticamente, incluindo trigo, cevada, aveia, colza, linho, ervilha, lentilha, soja, feijão e beterraba açucareira.

Entre 1996 e 2011, o tão difundido uso de cultivos de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) Roundup aumentou o uso de herbicidas nos Estados Unidos em 243 milhões de kg – ainda que a Monsanto tenha assegurado que os cultivos de OGM reduziriam o uso de pesticidas e herbicidas.

A Monsanto falsificou dados sobre a segurança do Roundup e o vendeu para departamentos municipais de parques e jardins e também a consumidores como sendo biodegradável e estando de acordo com o meio ambiente, promovendo seu uso em valetas, parques infantis, campos de golf, pátios de escola, gramados e jardins privados. Um tribunal francês sentenciou que esse marketing equivalia a publicidade enganosa.

Nos quase 20 anos de intensa exposição, os cientistas documentaram as consequências para a saúde do Roundup e do glifosato na nossa comida, na água que bebemos, no ar que respiramos e nos lugares em que nossas crianças brincam.

Descobriram que as pessoas doentes têm maiores níveis de glifosato em seu corpo do que as pessoas sadias.

Também encontraram os seguintes problemas de saúde que eles atribuem à exposição ao Roundup e/ou ao glifosato:

1) TDHA: nas comunidades agrícolas, existe uma forte relação entre a exposição ao Roundup e o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, provavelmente devido à capacidade do glifosato de afetar as funções hormonais da tireoide.

2) Alzheimer: no laboratório, o Roundup causa o mesmo estresse oxidativo e morte de células neurais observados no Alzheimer. Isso afeta a CaMKII, uma proteína cuja desregulação também foi associada à doença.

3) Anencefalia (defeito de nascimento): uma pesquisa sobre os defeitos no tubo neural de bebês cujas mães viviam em um raio de mil metros de distância de onde se aplicava o pesticida mostrou uma associação entre o glifosato e a anencefalia; a ausência de uma grande porção do cérebro, do crânio e do pericrânio formado durante o desenvolvimento do embrião.

4) Autismo: o glifosato tem um número de efeitos biológicos alinhados a conhecidas patologias associadas ao autismo. Um desses paralelismos é a disbiose observada em crianças autistas e a toxicidade do glifosato para bactérias benéficas que combatem bactérias patológicas, assim como a alta resistência de bactérias patógenas ao glifosato. Além disso, a capacidade do glifosato de facilitar a acumulação de alumínio no cérebro poderia fazer deste a principal causa de autismo nos EUA.

5) Defeitos de nascença: o Roundup e o glifosato podem alterar a vitamina A (ácido retinoico), uma via de comunicação celular crucial para o desenvolvimento normal do feto. Os bebês cujas mães viviam em um rádio de 1 km em relação a campos com glifosato tiveram mais que o dobro de possibilidade de ter defeitos de nascença segundo um estudo paraguaio. Os defeitos congênitos se quadruplicaram na década seguinte a que os cultivos com Roundup chegaram ao Chaco, uma província da Argentina na qual o glifosato é utilizado entre 8 e 10 vezes mais por acre do que nos EUA. Um estudo em uma família agricultora nos EUA documentou elevados níveis de glifosato e defeitos de nascença em crianças, tais como ânus não perfurados, deficiências no crescimento hormonal, hipospádias (relacionada à normalidade da abertura urinária), defeitos no coração e micropênis.


6) Câncer cerebral: em um estudo comparativo entre crianças sadias e crianças com câncer cerebral, os pesquisadores detectaram que, se um dos pais estivera exposto ao Roundup dois anos antes do nascimento da criança, as possibilidades de ela desenvolver câncer no cérebro dobravam.

7) Câncer de mama: o glifosato induz o crescimento de células cancerígenas no peito por meio de receptores estrógenos. O único estudo em animais a longo prazo de exposição ao glifosato produziu ratas com tumores mamários e reduziu a expectativa de vida.

8) Câncer: pesquisas de porta em porta com 65 mil pessoas em comunidades agrárias da Argentina nas quais o Roundup foi utilizado – conhecidas como cidades fumigadas – mostraram médias de câncer entre duas e quatro vezes maiores do que a média nacional, com altos índices de câncer de mama, próstata e pulmão. Em uma comparação entre dois povos, naquele em que o Roundup fora aplicado, 31% dos moradores tinham algum familiar com câncer, ao passo que só 3% o tinham em um povoado sem Roundup. As médias mais elevadas de câncer entre as pessoas expostas ao Roundup provavelmente surgem da reconhecida capacidade do glifosato de induzir danos ao DNA, algo que foi demonstrado em inúmeras pesquisas de laboratório.

9) Intolerância ao glúten e doença celíaca: peixes expostos ao glifosato desenvolveram problemas digestivos que são reminiscentes da doença celíaca. Existem relações entre as características da doença celíaca e os conhecidos efeitos do glifosato. Isso inclui desajustes nas bactérias das tripas, deslocamento de enzimas implicadas na eliminação de toxinas, deficiências minerais e redução dos aminoácidos.

10) Doença crônica nos rins: os aumentos no uso do glifosato poderiam explicar as recentes ocorrências de falências renais entre os agricultores da América Central, do Sri Lanka e da Índia. Os cientistas concluíram que, “embora o glifosato por si só não provoque uma epidemia de doença renal crônica, parece que ele adquiriu a capacidade de destruir os tecidos renais de milhares de agricultores quando forma complexos com água calcária e metais nefrotóxicos”.

11) Colite: a toxidade do glifosato sobre bactérias benéficas que eliminam a clostridia, assim como a alta resistência da clostridia ao glifosato, poderia ser um fator significativo na predisposição ao sobrecrescimento da clostridia. O sobrecrescimento da clostridia, especialmente da colite pseudomembranosa, foi comprovado como causa da colite.

12) Depressão: o glifosato altera os processos químicos que influem na produção da serotonina, um importante neurotransmissor que regula o ânimo, o apetite e o sono. O desajuste da serotonina é vinculado à depressão.

13) Diabetes: Os níveis baixos de testosterona são um fator de risco para o tipo 2 de diabetes. Ratos alimentadas com doses significativas de Roundup em um período de 30 dias, abrangendo o começo da puberdade, tiveram uma redução na produção de testosterona suficiente para alterar a morfologia das células testiculares e o início da puberdade.

14) Doença cardíaca: o glifosato pode alterar as enzimas do corpo, causando disfunção lisossomal, um fator importante nas doenças e falências cardíacas.

15) Hipotireoidismo: uma pesquisa realizada de porta em porta com 65 mil pessoas em comunidades agrícolas na Argentina nas quais se usa o Roundup encontrou médias mais elevadas de hipotireoidismo.

16) Doença inflamatória intestinal: o glifosato pode induzir a deficiência severa do triptófano, que pode levar a uma grave doença inflamatória intestinal que desajusta severamente a capacidade de absorver nutrientes por meio do aparato digestivo devido à inflamação, hemorragias ou diarreia.

17) Doença hepática: doses muito baixas do Roundup podem alterar as funções das células no fígado, segundo um estudo publicado em 2009 na “Toxicology”.

18) Doença de Lou Gehrig: a deficiência de sulfato no cérebro foi associada à Esclerose Lateral Amiotrófica. O glifosato altera a transmissão de sulfato do aparelho digestivo ao fígado, e poderia levar a uma deficiência de sulfato em todos os tecidos, incluindo o cérebro.

19) Esclerose múltipla: encontrou-se uma correlação entre uma incidência aumentada de inflamação de intestino e a Esclerose Múltipla. O glifosato poderia ser um fator causal. A hipótese é que a inflamação intestinal induzida pelo glifosato faz com que bactérias do aparelho digestivo se infiltrem no sistema circulatório, ativando uma reação imune e, como consequência, uma desordem autoimune, resultando na destruição da bainha de mielina.

20) Linfoma Não-Hodgkin: uma revisão sistemática e uma série de meta-análises de quase três décadas de pesquisas epidemiológicas sobre a relação entre o linfoma não-hodgkin e a exposição a pesticidas agrícolas concluiu que o linfoma de célula B tinha uma associação positiva com o glifosato.

21) Doença de Parkinson: os efeitos danosos dos herbicidas sobre o cérebro foram reconhecidos como o principal fator ambiental associado a desordens neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson. O início de Parkinson após a exposição ao glifosato foi bem documentado, e estudos em laboratório mostram que o glifosato provoca morte celular característica da doença.

22) Problemas na gravidez (infertilidade, morte fetal, aborto espontâneo): o glifosato é tóxico para as células da placenta, o que, segundo os cientistas, explicaria os problemas na gravidez de trabalhadoras agrícolas expostas ao herbicida.

23) Obesidade: uma experiência consistente na transmissão de uma bactéria do aparelho digestivo de um humano obeso para os aparelhos digestivos de ratos provocou obesidade nos ratos. Tendo o glifosato produzido uma mudança nas bactérias do aparelho digestivo de produtores de endotoxinas, a exposição ao glifosato poderia, dessa forma, contribuir com a obesidade.

24) Problemas reprodutivos: estudos de laboratório em animais concluíram que os ratos machos expostos a altos níveis de glifosato, tanto no desenvolvimento pré-natal ou da puberdade, padecem de problemas reprodutivos, incluindo o atraso na puberdade, a baixa produção de esperma e a baixa produção de testosterona.

25) Doenças respiratórias: as mesmas pesquisas com 65 mil pessoas na Argentina descobriram médias mais elevadas de doenças respiratórias crônicas.

Alexis Baden-Mayer é editor do Organic Consumers Fund.


Tradução de Daniella Cambaúva

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


A AGONIA DO COLESTEROL
POR DRAUZIO VARELLA
 



Nunca me convenci de que essa obsessão para abaixar o colesterol, à custa de remédio, aumentasse a longevidade de pessoas saudáveis.

Essa crença – que fez das estatinas o maior sucesso comercial da história da medicina – tomou conta da cardiologia a partir de dois estudos observacionais: Seven Cities e Framingham, iniciados nos anos 1950.

Considerados tendenciosos por vários especialistas, o Seven Cities pretendeu demonstrar que os ataques cardíacos estariam ligados ao consumo de gordura animal, enquanto o Framingham concluiu que eles guardariam relação direta com o colesterol.

A partir dos anos 1980, o aparecimento das estatinas (drogas que reduzem os níveis de colesterol) abafou as vozes discordantes e a classe médica foi tomada por um furor anticolesterol que contagiou a população. Hoje, todos se preocupam com os alimentos gordurosos e tratam com intimidade o “bom” (HDL) e o “mau” colesterol (LDL).

As diretrizes americanas publicadas em 2001 recomendavam manter o LDL abaixo de 100, a qualquer preço. Ainda que fosse preciso quadruplicar a dose de estatina ou combiná-la com outras drogas, sem nenhuma evidência científica que justificasse tal conduta.
 
 
Apenas nos Estados Unidos, esse alvo absolutamente arbitrário fez o número de usuários de estatinas saltar de 13 milhões para 36 milhões. Nenhum estudo posterior, patrocinado ou não pela indústria, conseguiu demonstrar que essa estratégia fez cair a mortalidade por doença cardiovascular.
 
Pois bem. Depois de cinco anos de análises dos estudos mais recentes, a American Heart Association e o American College of Cardiology, entidades sem fins lucrativos, mas que recebem auxílios generosos da indústria farmacêutica, atualizaram as diretrizes de 2001.
 
Pasme, leitor de inteligência mediana como eu. Segundo elas, os níveis de colesterol não interessam mais.
 
Portanto, se seu LDL é alto não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado. Em português mais claro, esqueça tudo o que foi dito nos últimos 30 anos.
 
A indústria não sofrerá prejuízos, no entanto, as estatinas devem até ampliar sua participação no mercado. Agora serão prescritas para a multidão daqueles com mais de 7,5% de risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral nos 10 anos seguintes, risco esse calculado a partir de uma fórmula nova que já recebe críticas dos especialistas.
 
Se reduzir os níveis de colesterol não confere proteção, por que insistir nas estatinas? Porque elas têm ações anti-inflamatórias e estabilizadoras das placas de aterosclerose, que podem dificultar o desprendimento de coágulos capazes de obstruir artérias menores.
 
O argumento é consistente, mas qual o custo/benefício?
 
Recém-publicado no British Medical Journal, um artigo baseado nos mesmos estudos avaliados pelas diretrizes, mostrou que naqueles com menos de 20% de risco em 10 anos, as estatinas não reduzem o número de mortes nem de eventos mais graves. Nesse grupo, seria necessário tratar 140 pessoas para evitar um caso de infarto do miocárdio ou de derrame cerebral não fatais.
 
Ou seja, 139 tomarão inutilmente medicamentos caros que em até 20% dos casos podem provocar dores musculares, problemas gastrointestinais, distúrbios de sono e de memória e disfunção erétil.
A indicação de estatina no diabetes e para quem já sofreu ataque cardíaco, por enquanto resiste às críticas.
 
Se você, leitor com boa saúde, toma remédio para o colesterol, converse com seu médico, mas esteja certo de que ele conhece a literatura e leu com espírito crítico as 32 páginas das novas diretrizes citadas nesta coluna.
 
Preste atenção: mais de 80% dos ataques cardíacos ocorrem por conta do cigarro, vida sedentária, obesidade, pressão alta e diabetes. Imaginar ser possível evitá-los sentado na poltrona, à custa de uma pílula para abaixar o colesterol, é pensamento mágico.
 
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