terça-feira, 17 de janeiro de 2017


ARTRITE REUMATÓIDE E NUTRIÇÃO FUNCIONAL 




A Artrite Reumatóide ( AR ) é uma doença crônica inflamatória, a qual pode afetar várias articulações.

Texto retirado da página: http://prisciladiciero.com.br/blog/dieta-pode-ajudar-quem-sofre-com-artrite-reumatoide

É uma doença auto-imune (ou seja, o sistema imunológico em vez de nos defender, passa a atacar o próprio organismo). 
Outros órgãos ou tecidos, apesar de não ser comum, podem apresentar alterações, como pele, unhas, músculos, rins, coração, pulmão, sistema nervoso, olhos e sangue. A Síndrome de Felty (aumento do baço, dos gânglios linfáticos e queda dos glóbulos brancos) também pode ocorrer em pacientes com AR.


A causa é desconhecida e acomete duas vezes mais mulheres do que homens, iniciando em torno de 30 e 40 anos, aumentando sua incidência com o passar dos anos.
Os sintomas mais comuns são: dor, edema, calor, vermelhidão, em qualquer articulação e, sobretudo mãos e punhos. 
As articulações inflamadas provocam rigidez matinal, fadiga, cansaço e, com a progressão da doença, há destruição da cartilagem articular, podendo desenvolver deformidades e incapacidade para a realização de atividade cotidiana e de trabalho.
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  Tratamento

O tratamento medicamentoso varia de acordo com o estágio da doença, sua atividade e gravidade, devendo ser mais potente na presença de doença mais agressiva. Os medicamentos usuais para o controle são: antiinflamatórios, corticoides e agentes imunobiológicos. O tratamento é sempre individualizado e modificado de acordo com a resposta de cada doente, podendo haver indicação de tratamento cirúrgico (sinovectomia, artrodese, artroplastias…) se necessário.

Terapias são muito importantes como é o caso da   Fisioterapia e a Terapia Ocupacional, visando garantir proteção articular com o fortalecimento da musculatura e adequado programa de flexibilidade. O condicionamento físico, envolvendo atividades aeróbias e resistidas, alongamento e relaxamento, também devem ser estimulados com os critérios de tolerância de cada indivíduo.

  Aspectos Nutricionais




Por ser uma doença que envolve mecanismos inflamatórios, há ativação do sistema imunológico, inflamação crônica e estresse oxidativo, os quais lesionam articulações, cartilagens e ossos.

A Nutrição Funcional pode modular o sistema imunológico, ofertando nutrientes que auxiliem na melhora acentuada dos sinais e  sintomas dos pacientes, prevenindo a evolução da doença e proporcionando melhora da qualidade de vida destes.

Intestino.



O funcionamento intestinal inadequado, denominado como DISBIOSE, tem sido proposto pela ciência como um possível agente na manifestação da AR. 

Esse desequilíbrio as respostas imunes dos sistemas inato e adaptativo (sistemas de defesa do organismo), resulta no início de uma cascata inflamatória e, se não for controlada, a persistência pode resultar em inflamação crônica e autoimunidade. 

Vários agentes infecciosos tais como bactérias e vírus, têm sido associados com a patogênese da AR. Um estudo clínico realizado com o objetivo de avaliar os efeitos da suplementação de probiótico sobre a atividade da doença e da liberação de citocinas inflamatórias em pacientes com AR, observou que a suplementação com Lactobacilus casei, durante 8 semanas, diminuiu significativamente a liberação de agentes inflamatórios na corrente sanguínea (TNF - α , IL- 6 e IL- 12), melhorando o estado inflamatório e a atividade da doença.

Novas evidências indicam que o bloqueio de TNF- α (sendo considerada a citocina chave da doença) com o uso de probióticos, não só melhora a inflamação da artrite, como também modula a secreção de hormônios intestinais que atuam sobre o apetite, composição corporal, gasto energético, catabolismo muscular e remodelação óssea. 


Hipersensibilidade alimentar: As hipersensibilidades alimentares podem promover reações autoimunes nas articulações, portanto, a eliminação de possíveis antígenos alimentares ( MAIS COMUNS: GLÚTEN, LEITE E DERIVADOS - INDIVIDUALIDADE BIOQUÍMICA )  pode trazer benefícios clínicos à doença. 

Estudo realizado com dieta elementar (refeição composta por alimentos que não precisam ser digeridos) foi tão eficaz quanto o uso de corticoides (anti-inflamatórios) nos parâmetros rigidez matinal, dor e edema, levando à hipótese de que a AR pode ser uma reação a um antígeno alimentar.


Pacientes portadores de AR, quando analisados os anticorpos (IgG, IgA e IgM) alimentares, foi notavelmente positivo para alimentos: leite, glúten, caseína, soja, aveia, peixe, bacalhau e carne de porco. Outro estudo realizou acompanhamento de uma dieta vegetariana livre de glúten, observou melhora dos sinais e sintomas da AR e reduziu os níveis de imunoglobulina G (IgG), antigliadina e anti-B-lactoglobulina.
  

Nutrientes antioxidantes

Indivíduos com AR apresentam comprometimento da concentração de antioxidantes devido ao aumento do estresse oxidativo e pela diminuição dos níveis das enzimas antioxidantes. 

Desta forma, é indicado uma alimentação rica em nutrientes como Vitamina E, Vitamina C, betacaroteno, licopeno, selênio, Coenzima Q10, Ácido lipóico, cujo benefícios clínicos tem sido apontados ao consumo de frutas e vegetais. 

A falta de vitamina D, em indivíduos geneticamente predispostos, aumenta as chances de desenvolver doenças autoimunes, agravando a sintomatologia da doença. A vitamina D exerce função essencial no sistema de defesa do organismo, gerando efeitos anti-inflamatórios e de auto tolerância imunológica. A adequação dos níveis de vitamina D e cálcio, em pacientes com uso de corticoides, também auxiliam a reduzir a perda óssea.




  Gorduras anti-inflamatórias

Os ácidos graxos polinsaturados EPA (eicosapentaenoico) e DHA (docosahexanóico) possuem efeitos anti-inflamatórios e podem ser úteis no tratamento de doenças como AR. Uma concentração superior de gorduras do tipo Ômega 6 em relação ao ômega 3, demonstra um perfil de maior liberação de substâncias inflamatórias e, estudos tem demonstrado que portadores de AR apresentam níveis bem baixos de ômega 3. 

A suplementação de Ômega 3 nesses pacientes têm diminuído a necessidade do uso de anti-inflamatórios, devido a ação deste na inibição de substâncias inflamatórias, como também na redução da dor. Há estudos indicado o efeito do ácido α-linoléico (GLA) na supressão da dor, do número de articulações acometidas e na rigidez de pacientes com AR ativa.

O uso do óleo de azeite demonstrou também redução da dor e da rigidez articular matinal. Nutrientes anti-inflamatórios os flavonoides como: EGCG (chá verde), apigenina (presente na salsa, aipo), cianidina (presente na cereja, uva, morango, jamelão, amora, cacau, figo, repolho roxo, açaí), kaempferol (presentes na cebolinha, alcaparras, brócolis, chá verde, própolis) atuam através da redução do recrutamento de células inflamatórias e da produção de citocinas (que estão bem altas em pacientes com AR).

Gengibre possui capacidade de inibir enzimas envolvidas na ativação do processo inflamatório. O uso da curcumina em pacientes com AR mostrou resultados positivos na redução da atividade da doença, redução da dor e do edema. Um dos benefícios do chá verde é seu efeito protetor sobre as doenças autoimunes, demonstrando efeito supressor sobre as citocinas inflamatórias, IL-6 e TNF-α, diminuindo a resposta imunológica, desempenhando efeito antiartrítico.

O uso do fitoterápico Boswellia serrata apresentou efeitos positivos em doenças crônicas inflamatórias, demonstrando uma alternativa promissora aos antiinflamatórios.

Conclusão
  
O acompanhamento nutricional pode melhor muito os sintomas da AR, bem como, diminuir o avanço e progressão da doença. É importante que você sempre consulte um Nutricionista para que ele faça as intervenções nutricionais adequadas individualmente.



Referências Bibliográficas


Min-Hsiung Pan et al. Anti-inflammatory activity of natural dietary flavonoids. Food Funct, 1, 15-31, 2010.

Miggiano, GA, Gagliardi, L. Diet, nutrition and rheumatoid arthritis. Clin Ter, May-Jun; 156(3)):115-23, 2005.

Vaghef-Mehrabany, E et al. Probiotic supplementation improves inflammatory status in patients with rheumatoid arthritis. Nutrition, Dec 17, 2013.

Lee, AL, Park, Y. The association between n-3 polyunsaturated fatty acid levels in erythrocytes and the risk ofrheumatoid arthritis in Korean women. Ann Nutr Metab, 63(1-2):88-95, 2013.

Chen, CY, Tsay, CY. From endocrine to rheumatism: do gut hormones play roles in rheumatoid arthritis? Rheumatology (Oxford), Feb;53(2):205-12, 2014.

Mohammadhahi, M et al. Soy protein, genistein, and daidzein improve serum paraoxonase activity and lipid profiles inrheumatoid arthritis in rats. J Med Food, Feb;16(2):147-54, 2013.

Park, Y et al. Effect og n-3 polynsaturated fatty acid supplementation in patients with rheumatoid arthritis: a 16-week randomized, double-blind, placeb-controlled, parallel-design multicenter study in Korea.

Hafstrom, I et al. A vegan diet free of gluten improves the signs and symptoms of rheumatoid arthritis: the effects on arthritis correlate with a reduction in antibodies to food antigens. Rheumatology (Oxford); 40 (10): 1175-9, 2001.

Deitch, EA et al. Elemental diet-induced immune suppression is caused by both bacterial and dietary factors. J Parenter Enteral Nutr; 17: 332-6, 1993.


Calder, PC. Omega-3 polynsaturated fatty acids and inflammatory processes: nutrition or pharmacology? Br J Clin Pharmacol, Mar;75(3):645-62, 2013.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O PAPEL DA MICROBIOTA INTESTINAL NA SAÚDE E NA DOENÇA



O ecossistema do intestino humano consiste em trilhões de bactérias ( existem mais bactérias no trato gastro intestinal do que células no nosso corpo )  que é alimentado por macronutrientes  dietéticos para produzir compostos bioativos.


Estes metabólitos derivados da microbiota sinalizam para órgãos distantes no corpo, o que permite que as bactérias intestinais se liguem ao sistema imunológico e hormonal, ao cérebro (o eixo intestino-cérebro) e ao metabolismo do hospedeiro, bem como a outras funções do hospedeiro .

Recentemente, no entanto, a microbiota intestinal tem sido associada a uma série de doenças, desde obesidade e doenças inflamatórias até anomalias comportamentais e fisiológicas associadas a distúrbios do desenvolvimento neurológico.

A composição da microbiota intestinal é influenciada por fatores genéticos e ambientais que começam cedo na vida.





Nesse artigo da Nature Medicine os autores mostram a correlação da microbiota com as seguintes patologias:

-Obesidade

-Esteatose hepática não alcoólica

-Aterosclerose

-Funcionamento cerebral

-Stress

-Acidente Vascular Encefálico

-Asma

-Desnutrição

-Autismo



Nesse artigo da Nature Medicine os autores mostraram como a microbiota intestinal converte as moléculas dietéticas e endógenas em metabólitos que permitem a comunicação com os órgãos e tecidos periféricos no hospedeiro.

Dado que uma alteração na composição da microbiota intestinal tem sido associada a diferentes doenças, a modulação da composição microbiana intestinal através da intervenção dietética representa uma avenida terapêutica promissora.

Além das doenças citadas acima, no artigo também foi observada uma microbiota alterada em outras doenças como dermatite atópica, lúpus, doenças inflamatórias intestinais , diabetes tipo II, esclerose múltipla etc. É  provável que os diferentes fenótipos das doenças ( dizem os autores ) estejam associados a diferentes perfis microbianos.


Em conclusão, a microbiota intestinal se comunica ativamente com o hospedeiro, da mesma forma que outros órgãos humanos, e estamos apenas começando a decifrar seus sinais e sua relevância para a saúde humana e a doença.



Artigo :

SCHROEDER B & BACKHED F. SIGNALS FROM THE GUT MICROBIOTA TO DISTANT ORGANS IN PHYSIOLOGY AND DISEASE. NATURE MEDICINE OCTOBER 2016.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Alergia ou Intolerância à Lactose ?



Atualmente muitas pessoas ou mesmo profissionais de Saúde confundem os conceitos de Alergia à Proteína do Leite de Vaca e Intolerância à Lactose .





Qual  a real diferença ?


- Intolerância à Lactose: Inicialmente  é importante saber que lactose é o açúcar presente naturalmente no leite e em outros produtos lácteos , sendo que este precisa ser digerido por uma enzima chamada Lactase.

Pessoas com intolerância à lactose possuem diminuição ou ausência da Lactase o que causará como consequência sintomas Intestinais como : Diarréia, Cólicas, Gases e  Distensão Abdominal.


- Alergia à Proteína do Leite de Vaca : 



A Alergia às proteínas do leite de vaca é uma reação do sistema imunológico do organismo que não consegue digerir as proteínas com eficácia gerando assim  sintomas que  podem se manifestar imediatamente após o consumo do alimento ( reação por IGE – exame de sangue )   ou de forma tardia ( IGG – sinais e sintomas ou alguns exames não muito específicos, nesse caso avaliação clínica é padrão ouro ) – algumas horas ou até dias após o consumo do mesmo.

Inúmeros estudos demonstram a relação de leite e derivados com processos alérgicos por diversos mecanismos imunológicos, ou seja alergias mediadas por IgE, clássica e normalmente com reações imediatas, porém essas são 1 a 2% das alergias alimentares, sendo a maior porcentagem em crianças até 3 anos.

A maior porcentagem das alergias alimentares são tardias e mediadas por IgG, principalmente, podendo desencadear sintomas de 2 horas a 3 dias após o contato com os alérgenos, sendo portanto de difícil diagnóstico. Entre os alimentos mais alergênicos, o leite de vaca é o mais freqüente.

Essa relação até já é feita pela maior parte dos profissionais da área da saúde atentos às causas das doenças, porém costuma-se ligar mais a intolerância à lactose.

Sem dúvida esta intolerância é comum e pode desencadear transtornos funcionais gastrintestinais locais e por conseqüência também sistêmicos.

Porém, não é a maior causa de doenças sistêmicas desencadeadas pelo leite de vaca.

A maior relação dos derivados de leite com as alergias tardias se deve ao fato do organismo não digerir a beta-lactoglobulina. A caseína (80%), alfa-lactoalbumina e lactoglobulina são de dificuldade digestiva, principalmente a caseína.

As proteínas alergênicas dos lácteos provocam uma inflamação na mucosa intestinal causando alteração na permeabilidade da mesma, facilitando a passagem de macromoléculas e metais tóxicos, além de favorecer a má absorção de nutrientes, gerando uma síndrome de má absorção. Como a mucosa intestinal é produtora de substâncias como serotonina, hormônios, enzimas digestivas, sua alteração prejudicará as funções executadas por essas substâncias que seriam produzidas e liberadas para a circulação para uma ação no organismo.

Além disso, as macromoléculas que conseguiram atravessar esta mucosa intestinal alterada, podem provocar uma reação do organismo no sentido de combatê-las pois são entendidas como antígenos (substâncias estranhas ao organismo), necessitando ser eliminadas. Para isso, além da ação dos fagócitos, poderá existir a formação de anticorpos e estímulo do sistema do complemento, havendo liberação de histaminas e de outros autacóides (substâncias quimicamente ativas), agregação plaquetária, além da produção de outras substâncias pró-inflamatórias como leucotrienos, citocinas etc.

Todas estas reações em conjunto, podem desencadear sintomas em diversos órgãos alvo (órgão de choque), podendo se manifestar por alterações físicas, mentais e/ou emocionais.

Diversos estudos comprovaram a relação de alergia tardia, principalmente à leite de vaca com otite, dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática, amigdalite, obesidade, aumento da resistência à insulina, aumento na formação de muco, gastrite, enterocolite, esofagite, refluxo, obstipação intestinal, enurese, enxaqueca, fadigas inexplicáveis, artrite reumatóide, falta de concentração, hiperatividade (ADHD), dislexia, ansiedade e até mesmo depressão.

No processo alérgico tardio, a histamina é liberada em pequena quantidade, não desencadeando sintomas alérgicos imediatos, porém, em quantidade pequena tem ação de relaxante cerebral, dando sensação de conforto e relaxamento, ligando o alérgeno ingerido primeiramente ao prazer, muitas vezes gerando vício, e não aos problemas que ele trará depois de um tempo variável. Os sintomas tardios são relacionados com a necessidade de maior formação de imunocomplexos (em pequena quantidade nem sempre provoca sintomas alterados), e uma queda da serotonina, levando à sensação de ansiedade, vontade de comer carboidrato, falta de saciedade, etc.

É essencial a avaliação com profissional nutricionista para  a partir da análise de  exames laboratoriais específicos  e investigação clínica saber qual condição  paciente apresenta, para assim poder  direcioná-lo para a correta conduta clínica.

A individualização alimentar pode mudar a qualidade de vida de uma pessoa, vejo isso diariamente na clínica e me sinto imensamente agradecida por hoje poder ter o conhecimento que liberta olhando o paciente por completo e não somente sua doença, tratando as causas e não os sintomas.

" Todo processo real de mudança acontece a partir do conhecimento "

Amanda L Nogarolli de Carvalho

Nutricionista Clínica  CRN 8:4811
Especialista em Fitoterapia
Especialista em Obesidade e Emagrecimento
Especialista em Nutrição Funcional
Membro da Academia Brasileira de Nutrição Funcional 








segunda-feira, 25 de julho de 2016



TORTA DE ALHO PORÓ





Pensa em uma Torta Divina , que vai nutrindo suas células em cada garfada!
Ah que coisa Linda não! Agradeço por poder hoje fazer essas receitas para mim e para as pessoas que amo, assim sei que no dia-a-dia podemos unir o prazer e a saúde com essas delícias!
Torta de Alho Poro 😀👌👊💪😘😊😀
Ingredientes Massa:
2 xícaras de grão de bico cozido
2 colheres de servir de azeite de oliva
1 colher de servir cheia de farinha de arroz integral
Recheio:
1 caixinha de creme de soja ou de arroz ( usei de arroz )
3 ovos
1 alho poró picadinho ( somente o talo fatiado )
100 g de queijo minas picado em cubinhos ( eu usei musarella de bufalla picadinha )
Modo de Preparo
1. Com o grão de bico já cozido (8 horas de molho na água filtrada + 20 minutos na panela de pressão), vamos levá-lo ao processador até obter uma massa bem cremosa, junto com azeite de oliva + farinha de arroz + sal a gosto
2. Unte e enfarinhe uma fôrma de fundo removível (usei uma forma de 20 cm). Depois, espalhe a massa sobre a fôrma, apertando com os dedos até que a massa esteja distribuída igualmente. Minha massa cobriu o fundo e um pedaço das laterais. Dependendo do tamanho da sua forma, você consegue cobrir mais as paredes.
3. Em uma tigela, misture os ovos, o creme vegetal, o alho poró cortado em fatias bem fininhas e o queijo minas ou musarella picado. Misture tudo e despeje sobre a massa.
Leve ao forno por mais ou menos 40 minutos.
Bom Apetite!!!

quarta-feira, 13 de julho de 2016


PELE, NUTRIÇÃO 




BOM DIA QUERIDOS!

HOJE VOU FALAR UM POUCO SOBRE O MAIOR E  MAIS EXTENSO ÓRGÃO DO NOSSO CORPO: A PELE

VOCÊ SABIA QUE O ENVELHECIMENTO DA PELE É CAUSADO POR FATORES INTRÍNSECOS E EXTRÍNSECOS, E A ALIMENTAÇÃO INTERFERE DIRETAMENTE NESSE PROCESSO ? 

RESUMINDO: O QUE VOCÊ CONSOME PODE AGRAVAR E MUITO O ENVELHECIMENTO CUTÂNEO!

ESSE PROCESSO SE AGRAVA PRINCIPALMENTE QUANDO FALAMOS EM UMA DIETA DE ALTO ÍNDICE GLICÊMICO ( LIBERA MUITO AÇÚCAR NO SANGUE ) RICA EM FARINHAS, REFINADOS, AÇÚCARES – ISSO LEVA A GLICAÇÃO – RUPTURA DE PONTES DE COLÁGENO – ENVELHECIMENTO PRECOCE, ALÉM DISSO  UMA DIETA INFLAMATÓRIA – RICA EM TRIGO, LEITE/DERIVADOS, POBRE EM NUTRIENTES FUNDAMENTAIS PARA PELE LEVA AO ENVELHECIMENTO, RETENÇÃO HÍDRICA, AUMENTO DE LIPODISTROFIA GINÓIDE ( CELULITE ), FLACIDEZ ETC.
 
***OS ALIMENTOS, ALÉM DE SUAS QUALIDADES NUTRICIONAIS, REGULAM O ORGANISMO  COMO UM TODO E A PELE REFLETE ISSO ***




EXEMPLO DE NUTRIENTES FUNDAMENTAIS PARA PELE:

-COLÁGENO
-VITAMINA C
-ZINCO
-SILÍCIO
-MANGANÊS
-COBRE
-ÓLEO DE PRÍMULA- MELHORA FIRMEZA E HIDRATAÇÃO DA PELE
-ERVA MATE – EFEITO ANTIGLICANTE
-ÁCIDO ELÁGICO ( ROMÃ)
-CHÁ VERDE ( PODE PREVENIR A FOTOCARCINOGÊNESE )
-SALSINHA ( RICA EM SILÍCIO )
-BIO-ARCT – BIOMASSA MARINHA ( ANTI AGING ) -SUPLEMENTO
-FC ( FOSFOLIPIDEOS DE ORIGEM MARINHA ) – ANTI AGING -SUPLEMENTO
-GLYCOXIL - SUPLEMENTO

ETC


CELULITE

O QUE É ? ALTERAÇÃO ESTÉTICA  E FUNCIONAL , SENDO CLASSIFICADA EM GRAU I A IV.

FATORES AGRAVANTES: OBESIDADE, GORDURA LOCALIZADA, FLACIDEZ, ESTILO DE VIDA, USO DE MEDICAMENTOS.

NUTRIENTES INTERESSANTES PARA LIPODISTROFIA GINÓIDE ( CELULITE ):

 – CENTELLA ASIÁTICA, SILÍCIO, ÓLEO DE PRÍMULA, CASTANHA DA ÍNDIA, MIRTILO, CHÁ VERDE, CHORELLA, BORO, QUERCETINA, ÓLEO DE LINHAÇA ETC

RESUMINDO: UMA ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E INDIVIDUALIZADA, ANTI INFLAMATÓRIA ALIADA A  UMA SUPLEMENTAÇÃO INDIVIDUALIZADA E ESPECÍFICA PODE AJUDAR MUITO NOS FATORES ESTÉTICOS RELACIONADOS A PELE ( CELULITE, FLACIDEZ, ENVELHECIMENTO PRECOCE ETC ).

IMPORTANTE RESSALTAR TAMBÉM QUE NÃO ADIANTA SUPLEMENTAR NUTRIENTES PARA PELE SE O PACIENTE TEM DISBIOSE, É PRECISO TRATAR ANTES A MICROBIOTA PARA QUE ELE POSSA ABSORVER OS NUTRIENTES. 

CONVERSE COM SEU NUTRICIONISTA E PEÇA MAIS INFORMAÇÕES ACERCA DESSE ASSUNTO

GRANDE ABRAÇO!

sábado, 9 de julho de 2016


BOLO DE BANANA FUNCIONAL 



Bom Dia Queridos!



Bolo de Banana Divino pra vocês! 

Ingredientes: 

4 Bananas bem maduras amassadas 

3 ovos

1 pote de iogurte grego natural 

2cs açúcar demerara 

2cs de pasta de amendoim 

3cs de farelo de aveia 

3cs farinha de coco 

3 cs leite de coco 

1 c chá de canela em pó para a massa 

1 cs fermento em pó 

Preparo: 

Misturar os ingredientes em uma travessa( primeiro os úmidos e depois os secos )  e por último o fermento. 

Assar em forno pre aquecido por 30-40 minutos 

Por cima pasta de amendoim, banana e canela.







quinta-feira, 23 de junho de 2016


INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES 





VOCÊ SABIA QUE OS SINTOMAS  ABAIXO PODEM ESTAR RELACIONADOS A INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES -  ALERGIAS TARDIAS, QUE EM UMA GRANDE MAIORIA DAS VEZES POR FALTA DE DIAGNÓSTICO CORRETO PODE FAZER COM QUE O PACIENTE SOFRA HÁ ANOS COM ESTES SINTOMAS  ( TRATANDO SINTOMAS- REMÉDIOS ), SEM A CORRETA BUSCA DAS CAUSAS – ALIMENTARES EM UMA BOA PARTE DAS VEZES.


SINTOMAS RELACIONADOS A ALERGIAS TARDIAS:

-CONSTIPAÇÃO INTESTINAL, DIARREIA, ESOFAGITE, FLATULÊNCIA, DERMATITE, ASMA, RINITE, SINUSITE, OTITE, ANSIEDADE, DEPRESSÃO, SÍNDROME DO PÂNICO, ATROFIA CEREBELAR, RETENÇÃO DE LÍQUIDO, DOR DE CABEÇA CONSTANTE, TOSSE SECA, PROBLEMAS DE CONTROLE DE PESO, MÁ ABSORÇÃO, REDUÇÃO DA PERFUSÃO CEREBRAL, DEMÊNCIA, ESCLEROSE MÚLTIPLA, DIABETES TIPO 1, LÚPUS E OUTRAS CARACTERIZANDO O ENVOLVIMENTO MULTISSISTÊMICO DAS REAÇÕES MEDIADAS PELOS ALIMENTOS.

A INTOLERÂNCIA ALIMENTAR  É UM TIPO DE ALERGIA TARDIA – IGG CAUSADA PELA INGESTÃO DE ALIMENTOS QUE NÃO SÃO RECONHECIDOS PELO SISTEMA IMUNOLÓGICO, NESSE CASO O SISTEMA IMUNOLÓGICO ENTRA EM AÇÃO ATACANDO O AGRESSOR, LIBERANDO SUBSTÂNCIAS PRÓ INFLAMATÓRIAS  COM O INTUITO DE NEUTRALIZÁ-LO. ESSE MECANISMO DESENCADEIA UMA CASCATA DE REAÇÕES E OS SINTOMAS PODEM OCORRER ATÉ 4 DIAS APÓS A INGESTÃO DOS ALIMENTOS, POR ESSE MOTIVO É CONHECIDA COMO TARDIA E SEU DIAGNÓSTICO TORNA-SE BEM MAIS COMPLEXO .

É O SIMPLES E ROTINEIRO ATO DE SE ALIMENTAR, A ESCOLHA DOS ALIMENTOS, PODENDO SER RESPONSÁVEL POR UMA GAMA DE DOENÇAS, CAPAZ DE AFETAR TODOS OS SISTEMAS DO CORPO. EXISTEM TESTES VALIOSOS ( MAS NÃO ABSOLUTOS ) PARA AJUDAR NO DIAGNÓSTICO DE ALERGIA TARDIA ( DIFERENTE DE ALERGIA IMEDIATA – IGE ), MAS O TESTE DIETÉTICO AINDA É O PADRÃO OURO.

**POUCAS INTERVENÇÕES EM TODA HISTÓRIA DA MEDICINA PODERÃO TRAZER TANTO IMPACTO QUANTO A BASEADA NO CONHECIMENTO DA ALERGIA ALIMENTAR TARDIA.

PROCURE UM NUTRICIONISTA FUNCIONAL QUE POSSA LHE AJUDAR.




FONTE: LIVRO NUTRIÇÃO CLÍNICA FUNCIONAL/2010

PROBIÓTICOS 


BOA TARDE QUERIDOS, 

ABAIXO ENVIO ALGUMAS FUNÇÕES RELACIONADAS AOS PROBIÓTICOS: 


FUNÇÃO DOS PROBIÓTICOS

-FUNÇÃO NUTRICIONAL: SÍNTESE DE VITAMINAS DO COMPLEXO B , VITAMINA K ENTRE OUTRAS.

-FUNÇÃO DIGESTÓRIA: SÍNTESE DE ENZIMAS DIGESTIVAS, SOBRETUDO DA ENZIMA LACTASE. REGULA O TRÂNSITO INTESTINAL E A ABSORÇÃO DOS NUTRIENTES.

-FUNÇÃO CARDIOVASCULAR: RELACIONADA À REDUÇÃO DOS NÍVEIS DE COLESTEROL PLASMÁTICOS.

-FUNÇÃO METABÓLICA – AUXILIAM NA METABOLIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS, HORMÔNIOS, CARCINÓGENOS, METAIS TÓXICOS E OUTROS XENOBIÓTICOS

-FUNÇÃO IMUNOMODULADORA- MELHORA DA IMUNIDADE

-DIMINUIÇÃO DAS INFECÇÕES DO TRATO GENITO-URINÁRIO

-ATIVIDADE ANTICARCINOGÊNICA 

-REDUÇÃO DOS SINTOMAS ALÉRGICOS

-ALÍVIO DA CONSTIPAÇÃO INTESTINAL, MELHORA DA SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁVEL

-MELHORA DA ARTRITE REUMATÓIDE

-PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ECZEMA ATÓPICO, RINITE E ASMA ETC



**É IMPORTANTE SALIENTAR QUE A IDADE DO INDÍVIDUO ALTERA MUITO A COMPOSIÇÃO DA MICROBIOTA. AS CRIANÇAS NASCEM COM UM INTESTINO PRATICAMENTE ESTÉRIL, ESTUDOS MOSTRAM QUE A UTILIZAÇÃO DE PROBIÓTICOS DURANTE A GESTAÇÃO DIMINUI A INCIDÊNCIA DE DOENÇAS ALÉRGICAS NOS BEBÊS. 

JÁ NA VIDA ADULTA MUITOS FATORES ALTERAM O EQUILIBRIO DA MICROBIOTA, COMO USO DE MEDICAMENTOS, MAUS HÁBITOS ALIMENTARES E O ESTRESSE RECORRENTE DO DIA-A-DIA . 

ATENÇÃO PARTICULAR DEVE SER DADA AOS IDOSOS, APÓS OS 55 ANOS HÁ UMA QUEDA FISIOLÓGICA NO NÚMERO DE BIFIDOBACTÉRIAS INTESTINAIS, REDUÇÃO ESTA QUE CONTRIBUI PARA UMA MENOR MOTILIDADE. 

A REPOSIÇÃO DE PROBIÓTICOS EM IDOSOS TEM ENTÃO FINALIDADE DE MELHORAR A CONSTIPAÇÃO E TAMBÉM O ESTADO IMUNOLÓGICO E NUTRICIONAL DESTES.


RETIRADO DO LIVRO DE NUTRIÇÃO CLÍNICA FUNCIONAL /2010