terça-feira, 3 de fevereiro de 2015



GLÚTEN
 
 
 
 
 
 
 
Bom Dia Queridos!
 
Hoje queria falar um pouco sobre um assunto bastante tratado na clínica e que muitas vezes gera confusão entre as pessoas.
 
Glúten: Gostaria de esclarecer à vocês que existem três condições relacionadas ao glúten e trigo
 
1 - Doença Celíaca - Doença de causa auto imune ( Nesse caso paciente não pode consumir absolutamente nada de glúten - trigo, centeio, cevada, aveia, malte ). Diagnóstico é feito por exames de sangue e biópsia intestinal.
 
2 - Alergia ao trigo - Paciente que apresenta alergia ao trigo reações mediadas por IGE ou IGG, apresenta reações como coceiras, alergias de pele após consumir trigo ( IGE ) ou alterações como dores de cabeça, cansaço, letargia  etc ( IGG - Teste Chamado FOOD DETECTIVE que por sinal realizo em meu consultório ).
 
3 - Sensibilidade não celíaca ao glúten : Condição que ainda não apresenta formas laboratoriais de diagnóstico,  são aqueles pacientes que melhoram sintomas como dores de cabeça, dores articulares, cansaço, perdem peso mais facilmente, diminuem ansiedade, melhoram funcionamento intestinal, melhoram aparência da pele, dentre tantos outros sintomas quando reduzimos o glúten.
 
Um breve resumo: GLÙTEN - Proteína do trigo, centeio, cevada, malte e aveia que veio sendo modificada geneticamente, por isso o trigo de hoje é diferente do trigo que nossos avós consumiam!
 
O trigo hoje tem muito mais glúten ( entendam como cola, glúten dá liga ao pão, e sim forma uma cola em nosso intestino aumentando gordura abdominal, diminuindo absorção de diversos nutrientes, gerando inflamações - dependendo da microbiota do paciente ( individualidade bioquímica ) .
 
O trigo é o alimento que tem a fração mais tóxica do glúten ( gliadina - que rompe as junções celulares no intestino delgado formando buracos entre as vilosidades intestinais deixando passar bactérias patogênicas , fungos etc para corrente sanguínea causando um grande estrago- Formação de complexos antígenos - anticorpos desencadeando cascata de reações inflamatórias atacando órgãos choque de acordo com a suscetibilidade de cada organismo ).
 
Importante! Não adianta sair excluindo o glúten da alimentação sem orientação profissional, até por que se o paciente não tem Doença Celíaca sou contra sua exclusão apenas faço um rodízio ( individualidade bioquímica ), e também não adianta fazer isso sem antes nutrir o organismo em questão, qual o melhor alimento para aquele paciente e assim por diante. Por isso na nutrição funcional não existem cardápios prontos, vou dar um exemplo:
 
Paciente que vem apresentando pelos exames bioquímicos tireóide funcionando lentamente ( valor de referência é epidemiológico, atendo diversos pacientes com TSH de 3,0 dito " normais " por alguns profissionais mas que quando peço anticorpos estes estão nas alturas por exemplo - não posso colocar couve , brócolis, linhaça, couve flor, repolho , adoçante com sucralose etc em excesso no cardápio desse paciente pois são alimentos que interferem no funcionamento da mesma negativamente .
 
Enfim, isso é apenas uma pincelada do que fazemos na nutrição funcional , por isso respeite sua individualidade bioquímica, pratique nutrição funcional e tenha um estado de vitalidade positiva!
 
 
Abaixo link de uma entrevista com o cardiologista Willian Davis onde fala em 5 minutos sobre algumas questões que abordei aqui sobre o glúten
 
Boa Semana!!
 
Um Abraço!