segunda-feira, 9 de abril de 2012

Leite de vaca é saudável ?




Tomar leite é saudável?

Sim, o leite é o "alimento perfeito" da mãe natureza... para um bezerro, que nasce com 35 kg, de uma mãe com 200 kg, até que seja desmamado




A Osteoporose e os Suplementos do Cálcio

Uma das poucas áreas da nutrição na qual a sociedade deu especial importância e cuidado inclui o cálcio.

Talvez como parte do saudável instinto materno, presente na alimentação dos filhos.

Cuida-se das crianças em crescimento como também das mulheres que sofrem de osteoporose.

Lamentavelmente, existe um enorme mal-entendido sobre as propriedades do leite aliada à ignorância popular, fazendo com que sejam ocasionados mais problemas que soluções.

O mito formado ao redor do cálcio é tão incrível que, ante o temor da falta deste importante mineral, recorremos aos suplementos que são vendidos normalmente em farmácias, ou ao consumo do leite de vaca.

Os adultos pagam altos preços pelos comprimidos e as crianças, são constantemente forçadas a beber vários copos de leite por dia; em ambos os casos,
isto só piora a saúde.

Por outro lado, as estatísticas nos dizem que, em média 68% da população necessita de cálcio na sua dieta.

E mais, que o índice de perda da massa óssea na mulher moderna é muito mais elevado que o de nossos ancestrais, mesmo que alguns tratamentos ainda não estivessem disponíveis, como administração de comprimidos de cálcio ou terapia de restituição hormonal (TRH).

A vasta maioria dos suplementos de cálcio, facilmente encontrados em farmácias, ou contêm baixo teor de carbonato de cálcio em sua fórmula, ou o consumidor deverá dar-se ao trabalho de ler o que dizem as pequeninas letras nas especificações da fórmula.

Deve-se saber que o carbonato de cálcio é o nome técnico com o qual se denomina o giz.


Portanto, é uma fonte mineral e inorgânica e não está presente nos animais ou plantas.

Inconvenientemente, o giz é mal absorvido pelo organismo, favorece o risco de formação de cálculos renais, calcificações nas mamas, podendo depositar-se nas articulações, causando artrite.

Sua eficiência como suplemento foi seriamente questionada, por ser pouco absorvido.
E até existem estudos que mostram aumento da perda do cálcio na urina de mulheres, associado aos níveis de acidez estomacal.
Assim mesmo, a maioria dos suplementos de giz não é devidamente refinada e pode conter níveis tóxicos de chumbo.

À exceção dos efeitos adversos mencionados - como a dificuldade de absorção do giz pelo organismo - podemos citar que existem demonstrações de que 500 mg. de citrato de cálcio por exemplo, é muito melhor absorvido que 2.000 mg. de carbonato de cálcio.

Algumas apresentações de suplementos de cálcio:

- Gluconato e lactato de cálcio - Pode conter níveis "permissíveis" de chumbo.

- Cloridrato de cálcio - não recomendado, por ocasionar irritação no trato digestivo e ser contra-indicado nos casos de insuficiência renal.

- Citrato de cálcio - é a apresentação mais disponível, inibe a formação de cálculos renais e produz baixa na pressão arterial. Como suplemento seria o único recomendável.

Por outro lado, voltando ao tema anterior, o leite, podemos dizer que o culto à este alimento, é um mito muito difundido e difícil de apagar da mente coletiva.
Talvez nossa lactância instintiva, tenha sido um legado de amamentação condicionada na psique, estendendo-se além do necessário.

Tanto se nos lavou o cérebro com a "importância" do leite, que é possível que levemos algum tempo até que a população tenha uma perspectiva mais equilibrada e objetiva sobre este tema.

Torna-se muito importante incluirmos na dieta, adequados níveis de cálcio, porém o tema é mais complexo do que parece ser.
O que coloca o cálcio nos ossos e o quê o retira?


Podemos estar consumindo suficientes quantidades deste mineral, mas não necessariamente estamos absorvendo-o.

Existem pessoas que continuamente estão em processo de descalcificação, mesmo após consumirem suficientes doses de cálcio na dieta.

Na China, por exemplo, consome-se em média, 500 mg. de cálcio diariamente, enquanto que os EUA consomem 1.200 mg.

Curiosamente, a China não é um país cujos habitantes normalmente padeçam de osteoporose, e, paradoxalmente, os EUA é líder entre os países que sofrem com a doença, ao lado da Finlândia e Dinamarca.

Isto nos leva ao fator acidez, bem como à acidose no sangue.

A acidose do sangue é um mal muito difundido na sociedade moderna.

As pessoas com maus hábitos alimentares,
a maioria da população tem um excessivo nível de acidez no sangue devido à dieta rica em carnes animais, açúcares, farinhas refinadas, refrigerantes, produtos lácteos, álcool e o uso de cigarros.

Muitas destas pessoas consideram ter uma boa dieta e que seus sintomas se devem a outras causas, como o estresse.

Entretanto, na realidade sofrem com o que podemos chamar de uma acidificação crônica do sangue.


Sintomas de acidificação do sangue:

- Fadiga crônica
- Tendência à depressão
- Gengivas inflamadas e sensíveis
- Cáries e fragilidade dos dentes
- Alopecia e cabelo sem brilho
- Ardor e coceira no reto e vias urinárias
- Pele seca
- Unhas frágeis e manchadas
- Câimbras e espasmos musculares
- Facilidade para desenvolver infecções
- Ciática
- Problemas articulares
- Dificuldade para recuperar-se
- Halitose (mau-hálito) e sabor ruim na boca pelas manhãs


O equilíbrio ácido-alcalino, o pH do sangue e meio interno, está regulado pelo nosso próprio organismo, mas também se vê afetado pela dieta.
A acidose é responsável diretamente, ou fator agravante em numerosas condições debilitantes como: osteoporose, desordens nervosas e emocionais, cálculos renais, gota, artrite e baixa imunidade.

Ter sangue ácido significa efeitos corrosivos poderosos sobre os tecidos e ossos, e os expor a uma contínua desmineralização.
O alimento ácido é gerador de mucosidades e o excesso destes, cria oportunidades para o desenvolvimento de vírus e bactérias.
Podendo surgir, a partir de então, resfriados, sinusite e problemas intestinais.

O sangue deve ter um pH ligeiramente alcalino
(7,3 a 7,5).
Quando não se atinge este nível, nosso organismo o obtém dos ossos, unhas e outros tecidos essenciais.

Uma função primordial do cálcio é neutralizar e restabelecer o pH do corpo.
Quando se consome comida acidificante em excesso,
nossas reservas de cálcio existentes nos dentes e ossos são acionadas para corrigir este desequilíbrio.
As dietas ricas em ácidos (carnes e açúcares) fazem com que, continuamente, utilizemos nossas reservas de cálcio, como se mergulhássemos os ossos em vinagre e os expuséssemos a uma contínua corrosão e desmineralização.

Quando falamos em alimentos acidificantes, não devemos pensar em limões ou laranjas.

Acidificante, neste contexto,
refere-se ao efeito da comida no sangue, uma vez concluída a digestão.
Faz parte dos alimentos considerados alcalinos, ou seja, que combatem a acidose:
as frutas, as verduras e os cereais integrais.
Os alimentos acidificantes são:
o leite, queijo, carne,açucares e farinhas refinadas. Os produtos lácteos, com exceção da manteiga, são extremamente acidificantes.

Na realidade, quando os produtos cítricos passam pela corrente sanguínea causam um efeito alcalinizante; a melhor medicina para a acidose do sangue é a cura através do limão, ou citroterapia.


A citroterapia consiste em beber o suco do limão em jejum.

Assim, inumeráveis produtos já não se conseguem em estado natural: se fervem, cozinham, processam, extraem, saborizam e preservam os alimentos até a morte; se tira todas as vitaminas, minerais, enzimas e ácidos graxos essenciais. Depois, por separado, nos vendem suplementos e vitaminas em milhares de produtos e preços. 

Uma razão, independente da cafeína, por a que bilhões de pessoas tomam café na manhã, incluindo a aquelas que são totalmente inoperantes antes de ter tomado seu imprescindível café, é porque faz um imediato efeito alcalinizante sobre a sangue, e nos da o antídoto para a acidose.

Mas estamos falando do café natural acabado de fazer, não o café instantâneo.


A conexão entre o excessivo consumo de proteína e perda do cálcio é conhecido pela ciência há mais de 50 anos; mas, pouco se faz por difundir esta informação.

Um estudo realizado com 1600 mulheres demonstrou que as que estavam com uma dieta vegetariana tinham só o
18% de perda de massa nos ossos, comparado com 35% de perda em aquelas que consumiam carne vermelha.

A carne vermelha, rica em fósforo, compete com o cálcio e bloqueia sua absorção.
Em resumo, a acidose da sangue é um importante promotor da desmineralização dos ossos e tecidos. 

Do livro: "A gran revolucion de las grasas"
Autor: Sacha Barrio Healey
Tradução: José Sayan


Nenhuma doença tem uma única causa e nem pode ser realmente curada até se descobrir todas as suas causas: o que a provoca, as diferenças de pessoa para pessoa. Ou seja, uma mesma causa pode gerar diversas doenças, que dependem de outras condições (atenuantes ou agravantes) que possam estar combinadas, bem como de cada pessoa em particular, inclusive de cada momento da mesma pessoa.

Isto é facilmente perceptível no caso das doenças causadas pelos laticínios. Muitas vezes é suficiente eliminar por completo o consumo de laticínios para que desapareçam em um curto prazo as doenças que relacionamos mais abaixo, o que é uma prova da co-relação e da causa e efeito. Isto pode ainda ser reconfirmado com o retorno do consumo de laticínios, que mesmo mínimo ou ocasional, a doença reaparece.

Mas, se não for suficiente a eliminação dos laticínios da dieta para acabar com a doença, deixando os laticínios, pelo menos, não estaremos jogando mais combustível na fogueira. O desafio então será procurar todas as outras causas que contribuem à doença e desenhar a melhor estratégia para eliminá-las e assim permitir que, em forma complementar, torne a operar plenamente a Força Natural da Saúde e auto-cura.


Se você acredita que os laticínios são insubstituíveis para a contribuição do cálcio, só responda a seguinte pergunta: de onde a vaca tira o cálcio existente no leite?

As fontes vegetais são melhores do que as fontes animais, também para seres humanos, incluindo o bebê, com exceção do leite da sua mãe.

Também não fique com temor da osteoporose pelo fato de deixar de consumir laticínios, pois no lugar de evitá-la, os laticínios são parte da causa desta doença.

As provas são irrefutáveis. O estudo Cornell, a maior investigação científica de nutrição da história, feita pela Universidade Cornell de Oxford, e pelo Ministério da Saúde da China, revelou que em áreas rurais da China, onde não se conhecem os laticínios, quase não há registros de casos de osteoporose. E que onde se concentra o maior consumo de leite no mundo (Suíça, França, Dinamarca, EUA, etc.) é exatamente onde existe maior número de casos de osteoporose.

Tem sido demonstrado que os laticínios tiram muito mais cálcio do que fornecem, e que o cálcio “assimilado” é depositado em locais inadequados: bicos de papagaio na artrite, calcificações nas juntas e mamas, pedras nos rins e cálculos biliares, etc

Vejamos as doenças que direta e indiretamente podem estar sendo causadas pelo consumo de leites e derivados de origem animal.

1. DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
2. DOENÇAS DIGESTIVAS
3. DOENÇAS GENITOURINARIAS E MAMÁRIAS
4. DOENÇAS NEUROLÓGICAS, ALÉRGICAS E AUTO-IMUNE
5. DOENÇAS DA pele, cabelos, unhas E tecidos CELULARES SUBCUTÂNEO
6. DISLIPIDEMIAS E DOENÇAS CARDIOVASCULARES
7. DOENÇAS INFECIOSAS
8. DOENÇAS ENDÓCRINAS
9. CANCRO, tumores E doenças HEMATOLÓGICAS BENIGNOS
10. DOENÇAS OFTALMOLÓGICAS
11. DOENÇAS REUMÁTICAS OSTEOARTICULARES
12. OUTRAS doenças COMO AIDS sem HIV


Tipos dos mecanismos fisiopatológicos que geram estas doenças a partir do consumo de produtos lácteos:
  • * Reações alérgicas vinculadas com suas proteínas;
  • * Auto-imunidade e esgotamento imunológico relacionado com suas proteínas;
  • * Desenvolvimento de ambiente propício aos micróbios pelo excedente protéico (sementeira);
  • * Depósitos múltiplos, anômalos do excedente das proteínas, como bactérias e fungos (por exemplo por uso imprudente de antibióticos ante estas infecções). Também depósitos de cálcio em lugares múltiplos e anormais (pontas de papagaio, cálculos, calcificações mamárias,etc.);
  • * Gorduras saturadas e colesterol, por ação direta e indireta;
  • * Hidratos de carbono, como a conhecida intolerância à lactose;
  • * Outros componentes naturais: fator do crescimento epitelial responsável na geração da maioria dos cancros, toxicidade por excesso de vitamina D, fator X ou Xantino Oxidasa, mais importante que o colesterol e os triglicérides como fator causador de infartos e arteriosclerose;
  • * Vírus, bactérias, fungos ou parasitas presentes nos laticínios;
  • * Aditivos e conservantes nos laticínios e suas embalagens;
  • * Contaminantes naturais como por exemplo aflatoxinas;
  • * Contaminantes dos tratamentos feitos às vacas, como alimentos e rações (transgênicos ou pastos contaminados), antibióticos, hormônios, DDT, etc. e;
  • * Roubo de nutrientes (cálcio, outros minerais, vitaminas e proporção inadequada, cálcio/fósforo).
Texto traduzido e adaptado por Conceição Trucom do artigo em espanhol: Leite, queijo, outros laticínios, e as 100 doenças que causam - Por: Dr. Jorge Esteves

Publicado na revista Argentina Holisticamente - Ano 1, 1 ª edição (7/10/97), página 15 a 18




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Couve






A couve pertence ao grupo das hortaliças e a mais comum é a couve-manteiga. Para usufruir de todos os seus benefícios são necessários alguns cuidados quando for compra-la, as folhas devem estar verde escuro e firmes, evite as murchas com manchas escuras ou amarelas, talos moles ou quebrados. A couve contém fibras que aumentam a nossa sensação de saciedade, por outro lado, são pobres e calorias, por isso, ela é muito utilizada em dietas para redução de peso.
Ela é rica em GLICOSINOLATOS que são fitoquímicos naturais com ação DESINTOXICANTE, ou seja, estimula o organismo a limpar o corpo de substâncias tóxicas. Além disso a  couve é rica em magnésio e cálcio na proporção ideal, para melhorarmos a densidade óssea não basta somente o cálcio, pois ele precisa do magnésio para formar a massa óssea, sem o magnésio o cálcio não exerce função dentro do osso.
Comece o dia com um cubo de couve! Você sabia que o magnésio da couve é fundamental para a formação e o bom funcionamento dos nossos neurotransmissores, os quais são responsáveis por manter nosso bom humor!

Amanda Lamb Nogarolli
Nutricionista CRN 8:4811

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Toxinas

Adeus às toxinas


O estilo de vida moderno, alimentos com agrotóxicos e outras impurezas são os principais responsáveis pela intoxicação de nosso organismo. Descubra o que uma dieta detoxificante é capaz de fazer para o bom funcionamento da mente e do corpo


fotos Danilo Tanaka

Festas são um bom pretexto para abusos, e a maioria das pessoas come e bebe mais do que o usual. Mas nem tudo está perdido. É possível recuperar o bom funcionamento do organismo e das energias perdidas por meio de uma dieta detoxificante - ou desintoxicante, como também é conhecida. Não, essa não é mais uma dieta milagrosa que fará desaparecer seus quilos extras em uma semana! E nem é um regime à base de sopas e líquidos que vai fazer você passar fome e ir ao banheiro de cinco em cinco minutos. Trata-se de uma estratégia que combina algumas regras e hábitos alimentares que ajudam a limpar o corpo de todos os males que as toxinas dos alimentos, e mesmo do ambiente externo - como a poluição -, fazem para nosso corpo. Além de ajudar a recuperar o bem-estar depois dos dias de farra, a adoção dessa dieta pode levar a uma alimentação diária mais saudável.

Ficar em jejum não desintoxica o organismo e ainda causa uma baixa no metabolismo

A intenção da dieta detox é otimizar o funcionamento do organismo e eliminar toxinas adquiridas através de uma alimentação desequilibrada (cheia de agrotóxicos e industrializados), poluição ambiental, cigarros, entre outros. "Ela deve suprir as necessidades básicas do indivíduo e estar adequada em relação aos nutrientes. Lembrar que ficar em jejum não desintoxica o organismo e ainda prejudica qualquer processo de emagrecimento", alerta a nutricionista clínica Santhi Kucera Karavias, membro da Associação Paulista de Nutrição (SP).

Cada pessoa, um caso

"Qualquer indivíduo que apresente os sintomas de excesso de toxinas, como fadiga, dores musculares, dor de cabeça, azia, infecções urinárias repetidas, constipação, gripes frequentes, tonturas, depressão etc., pode iniciar a dieta de detoxificação", afirma Santhi. A cautela, é consultar um nutricionista, para que não hajam perdas de nutrientes essenciais, pois não existe, na verdade, uma lista geral com o passo a passo da dieta. Cada pessoa terá regras e restrições muito específicas, e, por isso, é medida fundamental procurar um especialista em nutrição.
Normalmente são restringidos alguns alimentos com potencial alergênico elevado, como leite e laticínios, soja e glúten e também aqueles que contêm grandes quantidades de aditivos químicos, como industrializados e embutidos (frios, salsicha, linguiça, defumados e conservas). Dá-se preferência às frutas, legumes e verduras de origem orgânica - as de cultivo comum apresentam elevada quantidade de agrotóxicos. Também existe restrição de carne vermelha na maioria dos casos.
"Essa dieta funciona de maneira rotativa de todos esses alimentos, variando de acordo com cada paciente. A reintrodução dos alimentos excluídos, principalmente os alergênicos, deve ser feita com cautela e sob supervisão, pois o organismo fica extremamente sensível", orienta Andreia Naves, nutricionista, diretora da VP Consultoria Nutricional (SP).

fotos Danilo Tanaka

Os males das toxinas

Dietas desequilibradas, pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados, bem como as gorduras, o açúcar, os agrotóxicos, os aditivos alimentares e metais pesados contribuem e muito para o aumento das toxinas no organismo.
Segundo a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e especialista em Nutrição Clínica e Metabólica, o excesso das toxinas pode causar alterações na aparência da língua e mau hálito, cabelo e pele sem viço, dores de cabeça, cansaço, envelhecimento precoce, excesso de peso, metabolismo lento, irritabilidade e mudança de humor, problemas digestivos (constipação, síndrome do intestino irritável, gases, inchaço na barriga e má digestão) e vista cansada. "Quando há este excesso de toxinas no organismo, boa parte de nossa energia passa a ser usada na tentativa de eliminação dessas substâncias", explica.

Como funciona

Antes de receitar uma dieta detox, o nutricionista faz análises através de exames bioquímicos, sinais, sintomas e histórico do paciente, para identificar as reais necessidades da dieta. Após essa análise, o profissional fará todas as orientações do programa e determinará quais devem ser as restrições e, também o tempo de duração da dieta.
"O que as pessoas devem ter consciência é que, quando realizada sem orientação capacitada, o resultado são diversos prejuízos ao organismo", alerta Andreia. Pessoas que estão sob tratamento farmacológico, como quimioterapia, radioterapia e em uso de imunossupressores, não podem fazer esse tipo de dieta. Nesses casos, ela pode levar à diminuição do efeito da medicação, causando problemas na eficiência do tratamento.

Dietas pobres em alimentos naturais e ricas em alimentos industrializados contribuem para o aumento das toxinas no organismo

Segundo a nutricionista Clarisse Zanette, a detoxificação geralmente é feita por 30 dias consecutivos, evitando o consumo de álcool, cigarro, cafeína, alimentos gordurosos, trigo, glúten, açúcar e laticínios. "Os alimentos que possuem maior potencial de detoxificação são aqueles ricos em vitaminas, minerais e fibras, preferencialmente orgânicos, ou seja, aqueles sem agrotóxicos", explica a especialista.
Também podem ser incluídos no grupo dos alimentos com capacidade de detoxificação o azeite extravirgem, chá-verde, raízes, arroz integral, castanha-do-Brasil e leguminosas. Em alguns casos, para que a dieta obtenha os efeitos desejados, é necessário utilizar suplementos de vitaminas e minerais, mas sempre com orientação de um nutricionista ou médico.

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fotos Danilo Tanaka

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Suco Desintoxicante



RECEITA DE SUCO VERDE DESINTOXICANTE





Gotas de limão espremido
1 opção fruta (1 maçã ou 1 pêra ou 1 fatia grossa de abacaxi ou melão ou 1 polpa de uva congelada ou 2 colheres de sopa de abacate ou 2 colheres de sopa de amora, mirtilo, framboesa ou morango )
1 folha de couve ou 1 punhado de broto de alfafa
1 rodela fina de gengibre
1 colher de sopa de sementes de linhaça (marrom ou dourada)


Cobrir com água e bater no liquididificador
Se necessário, adoce com adoçante a base de stévia
Beber sem coar todo rendimento do suco.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011



NUTRIÇÃO E CANDIDIASE


 

 


A Revista Viva Saúde (edição extra de setembro de 2012) publicou uma matéria sobre a Candidíase, abordando as principais curiosidades sobre essa infecção fúngica, que é originada pelo fungo do gênero Cândida, sendo as orais e genitais mais conhecidas e fáceis de serem detectadas. Uma dieta adequada pode auxiliar na prevenção e redução dos sintomas dessa patologia.
As mulheres são as mais atingidas pela candidíase genital, chamada de candidíase vulvovaginal (CVV) que, atualmente, é um relevante problema na saúde da mulher. Estima-se que 75% das mulheres adultas apresentem um episódio em sua vida, sendo que 40 a 50% vivenciarão novos surtos e 5% apresentarão a candidíase recorrente, definida como a ocorrência de quatro ou mais episódios de CVV no período de um ano.
Seus sintomas caracterizam-se por ardor, prurido e corrimento branco e espesso, os quais se agravam em períodos pré-menstruais por diversos fatores, como aumento da acidez vaginal. Além da infecção vaginal, a cândida produz toxinas que podem trazer inúmeros sintomas fora do trato genito-urinário, como no sistema nervoso (fadiga anormal, dificuldade em se concentrar, depressão, alterações de humor), sistema digestivo (gases, distensão abdominal, diarreia alternada com constipação e múltiplas alergias alimentares), pele (psoríase, eczema, sudorese excessiva, acne e infecções nas unhas), sistema endócrino (hipo ou hipertireoidismo, principalmente os de origem autoimune) e no próprio trato genito-urinário, promovendo perda de libido.
A cândida, assim como outros fungos, é encontrada naturalmente em organismos saudáveis e que não produzem sinais de doença em condições fisiológicas normais. Antigamente, acreditava-se que o uso de tecidos sintéticos, calça apertada e uso prolongado de biquíni úmido eram as principais causas para o desenvolvimento da CVV. Hoje em dia, outras causas estão sendo levantadas e comprovadas.
O sistema imune, nível de pH e as bactérias benéficas nos protegem de maiores problemas pela exposição ao fungo. O organismo mantém o equilíbrio entre as bactérias probióticas, as patogênicas, comensais e os fungos. O desequilíbrio leva ao processo chamado de “disbiose”. Ao encontrar as condições apropriadas, os fungos multiplicam-se rapidamente, ocasionando a CVV sintomática. O uso de antibióticos, corticoides, anticoncepcionais orais, esteroides, como estrogênio, laxantes, antiácidos e a presença de xenobióticos na alimentação e no ambiente em que vivemos (metais tóxicos, agrotóxicos, ftalatos) geram o desequilíbrio da microbiota normal (disbiose), favorecendo o crescimento fúngico. A gravidez, o diabetes melittus, estresse, hipoglicemia e outras doenças metabólicas podem também estimular a proliferação da cândida. Não podemos deixar de citar outros fatores predisponentes que favorecem a proliferação de fungos: imunossupressão, pacientes transplantados, portadores de próteses (marcapasso, dentadura, cateteres) e portadores do vírus HIV.
Sabemos que, na maioria dos casos, a proliferação fúngica intestinal precede às demais, podendo desencadear sintomas que atingem, simultaneamente, diferentes partes do corpo. As escolhas alimentares e as condições ambientais são fatores que levam nosso organismo aos desequilíbrios. Uma dieta rica em carboidrato refinado (arroz e pão branco, biscoito, chocolate e bolos) e açúcar refinado, leite e derivados, bebida alcóolica (vinho e cerveja), produtos industrializados em geral e o alto consumo de frutose favorecem o crescimento fúngico. Esses alimentos, além de nutrir o fungo, modificam o pH intestinal, tornando o meio propício para a diminuição das bactérias probióticas.
No tratamento convencional, utiliza-se agentes imidazólicos e triazólicos (fluconazol, miconazol, clotrimazol) e agentes poliênicos (nistatina e algumas formulações contendo anfotericina B), não tratando a causa, mas apenas os sintomas. Os estudos estão cada vez mais mostrando o papel fundamental que a alimentação exerce na prevenção e tratamento da CVV. Diversos alimentos podem ser incluídos para conseguirmos o efeito antifúngico. Recomenda-se ingerir orégano, alho, cebola, diversidades de legumes e verduras, suco de cranberry, óleo de coco extravirgem e alimentos com efeitos prebióticos, como biomassa de banana-verde e batata-yacon. A exclusão dos alimentos na dieta, citados anteriormente e que favorecem o crescimento fúngico, torna-se essencial.
Estudos vêm mostrando também a atuação dos óleos essenciais, como o de orégano (Origanum virens), sobre espécies de cândida, devido ao seu alto teor de carvacrol (68,1%) e os seus precursores biogenéticos, γ-terpineno (9,9%) e p-cimeno (4,5%). Assim como óleo de cravo-da-índia (Caryophillus aromaticus L.), utilizado também para tratamento de candidíase vaginal. O alto teor de eugenol, representando mais de 80% de sua composição, garante sua ação antimicrobiana e antioxidante. Utiliza-se também o suplemento de óleo ou extrato de alho, além de poder consumi-lo na sua forma natural. A alicina é o elemento essencial no óleo de alho, responsável pelas propriedades terapêuticas antibacterianas, anti-inflamatórias e antifúngicas. Na suplementação alimentar são indicados os probióticos (bactérias benéficas) e prebióticos (frutooligossacarídeos – FOS), como coadjuvantes no tratamento da candidíase.
A alimentação pode auxiliar tanto no tratamento ou prevenção da candidíase, que aflige considerável parte da população feminina, como de outros distúrbios causados pelo estilo de vida adotado nos dias de hoje. Nos casos recorrentes, torna-se uma das principais aliadas e uma alternativa a alopatia.
Fonte: VP Consultoria
 
Referências Bibliográficas
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2.         CHAMI, F. et al. Evaluation of carvacrol and eugenol as prophylaxis and treatment of vaginal candidiasis in an immunosuppressed rat model. J Antimicrob Chemother; 54: 909–914, 2004.
3.         DAFERERA, D. J.; ZIOGAS, B. N.; POLISSIOU, M. G. The effectiveness of plant essential oils on the growth of Botrytis cinerea, Fusarium sp. And Clavibacter michiganensis subsp. michiganensis. Crop Protection; 22: 39-44, 2003.
4.         ERNANDES, F. M.P.G.; GARCIA-CRUZ, C.H. Atividade antimicrobiana de diversos óleos essenciais em microrganismos isolados do meio ambiente. B Ceppa; 25(2): 193-206, 2007.
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7.         GIL, N.F. et al. Vaginal lactobacilli as potential probiotics against Candida spp. Braz J Microbiol; 41: 6-14, 2010.
8.         KORUKLUOGLU, M.; SAHAN, Y.; YIGITI, A. Antifungal properties of olive leaf extracts and their phenolic compounds. Journal of Food Safety; 28: 76-87, 2008.
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10.       REED, B.D.; SLATTERY, M.L.; FRENCH, T.K. The association between dietary intake and reported history of Candida vulvovaginitis. J Fam Pract; 29(5): 509-15, 1989.
11.       SALGUEIRO, L.R.; CAVALEIRO, C.; PINTO, E. Chemical composition and antifungal activity of the essential oil of Origanum virens on Candida species. Planta Med; 69(9): 871- 874, 2003.
12.       SOUZA. E.L. et al. Effectiveness of Origanum vulgare L. essential oil to inhibit the growth of food spoiling yeasts. Food Control; 18(5): 409–413, 2007.
13.       STRUS, M. et al. The in vitro activity of vaginal Lactobacillus with probiotic properties against Candida. Infect Dis Obstet Gynecol; 13(2): 69–75, 2005.


 
 


terça-feira, 16 de agosto de 2011






Qual a importância do consumo frequente de café da manhã para a saúde?



Pesquisadoras do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) caracterizaram a importância do consumo do café da manhã para a saúde em texto publicado na Revista de Nutrição, volume 23, número 5 de 2010.

A partir da revisão de artigos científicos publicados sobre o tema, observou-se o estabelecimento de uma relação positiva entre o consumo frequente e adequado do café da manhã com baixo risco de sobrepeso e obesidade, bem como com a melhoria no rendimento escolar. Relaciona-se, assim, o habito de consumir café da manhã com um estilo de vida saudável.

Esta revisão demonstra que, apesar do café da manhã ser considerado, em várias regiões do mundo, uma das 3 principais refeições do dia, juntamente com o almoço e o jantar, existem evidências científicas da diminuição do seu consumo, o que caracteriza uma modificação importante do comportamento alimentar atual. Entre as razões para o declínio no consumo de café da manhã, destacam-se mudanças no estilo de vida contemporâneo da população, tais como, aumento do número de indivíduos que moram sozinhos, falta de tempo para realizar as refeições e particularidades no consumo de pratos diferentes pelos membros da família.

Cabe destacar que a omissão do café da manhã não é vista como uma atitude saudável, sendo possível relacioná-la com consequências prejudiciais à saúde. O não consumo de café da manhã apresenta relação com aumento do consumo de lanches calóricos (ricos em carboidratos e gorduras), inviabilização da elevação da glicemia aos níveis necessários às atividades matinais e favorecimento de uma possível deficiência de cálcio.

Assim, estudos permitem traçar um perfil dos consumidores frequentes de café da manhã, composto por pessoas adultas que praticam atividade física, não fumantes, que não fazem uso frequente de álcool e que controlam o peso, bem como por crianças e adolescentes com bom rendimento escolar (melhor desempenho cognitivo, atenção, memória para atividades escolares, e frequência escolar). Autores demonstram que crianças e adolescentes que consomem o café da manhã despendem mais tempo nos estudos do que os não consumidores dessa refeição; consequentemente, esses alunos apresentaram melhor rendimento escolar. Por outro lado, o perfil dos não consumidores desta refeição é composto por pessoas com baixa frequência de atividade física, fumantes, que fazem uso frequente de álcool, apresentando sobrepeso e obesidade (principalmente adiposidade visceral) que fazem dietas restritivas sem acompanhamento, bem como por crianças e adolescentes com déficit no aprendizado.

As pesquisas analisadas identificaram que o consumo do café da manhã aumenta com a idade quando se trata de adultos, entre 18 e 60 anos e diminui em crianças e adolescentes, entre 4 e 18 anos. Constatam ainda que, na idade adulta, em geral, o consumo de café da manhã é predominantemente maior que em outras fases da vida. Já na omissão desta refeição cabe destaque as adolescentes do sexo feminino, que se preocupam com a imagem corporal levando a dietas restritivas sem orientação, situação em que a prática de omitir refeições é muito comum e pode levar a sérios problemas de saúde.

Outro alimento identificado no café da manhã como forma de escolhas saudáveis são os cereais matinais. No entanto, o texto salienta que a escolha deste cereal deve ser encarada com cuidado, pois muitos deles são elaborados com farinhas e açúcar refinados, adicionados de vitaminas e minerais, sendo, portanto, fontes de carboidratos simples e micronutrientes artificiais. Em comparação, são recomendados aqueles cereais matinais elaborados com farinhas integrais, oleaginosas e açúcar mascavo, sendo fontes de carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais.

Destaca-se também que, frente aos benefícios do consumo do café da manhã para a saúde, surgiram alguns programas nacionais e internacionais, públicos e privados, que visam educar e incentivar crianças e adolescentes para o consumo dessa refeição de forma mais saudável. Tais programas podem potencialmente diminuir a disparidade do consumo nutricional de alimentos e adequar a ingestão alimentar no café da manhã, além de contribuir para a diminuição de sobrepeso e obesidade e para a melhoria do rendimento escolar em crianças e adolescentes.

Fonte: Scielo/2010

sexta-feira, 29 de julho de 2011


SEU CARDÁPIO E A LABIRINTITE



Com ajustes na alimentação, é possível driblar as crises típicas desse problema que interfere no equilíbrio e na qualidade de vida de uma porção de gente
De repente parece que os pés perdem o apoio e o mundo gira, deixando o corpo desorientado no espaço. Não raro a tontura é acompanhada de um zumbido chato, surdez, náuseas, vômito, suor frio e palpitações. Para quem tem labirintite, como chamamos os distúrbios que acometem o labirinto, uma estrutura dentro da orelha, esses sintomas são familiares. E não é difícil entender por quê. Afinal, é nesse órgão que estão localizados os responsáveis por reger nossos centros de equilíbrio e audição. Logo, quando seu funcionamento é prejudicado, essas funções entram em pane, resultando nos infortúnios descritos acima.

A história complica um pouco na hora de apontar suas causas. Afinal, a lista é extensa: de doenças vasculares a disfunções hormonais, mais de 300 encrencas podem afetar o labirinto. "Na maioria das vezes os problemas ali são a campainha de alerta, e não o incêndio", avisa Arnaldo Guilherme, otorrinolaringologista da Universidade Federal de São Paulo. Sendo assim, além de investigar o motivo do fogaréu, faz-se necessário controlá-lo para livrar o órgão de enrascadas. E, para isso, é bom ficar de olho em um fator pouco comentado: a alimentação.

Nesse quesito, um dos principais inimigos do ouvido interno é o açúcar, escondido não só em guloseimas como chocolate, sorvete e bolachas recheadas como também em pães, tortas, bolos e massas feitos com farinha refinada. "Quando o indivíduo tem alterações na maneira de processar os carboidratos, ingerir muito açúcar pode interferir nas estruturas do labirinto, fazendo com que ele mande mensagens erradas ao cérebro", conta o otorrino Ítalo Medeiros, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Para saborear uma sobremesa sem riscos, o jeito é apostar no consumo de frutas como banana, abacaxi, maçã e pera. "Quem quiser um prato mais elaborado pode levá-las ao forno com um pouco de canela", sugere a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. E, no momento de se entregar às massas, o ideal é optar pelas integrais, já que suas fibras promovem uma absorção mais lenta da glicose.

O sal não fica atrás quando se fala nos perturbadores do labirinto, já que está relacionado ao aumento da pressão nos vasos. "Isso dificulta a irrigação e a chegada de nutrientes à parte interna da orelha", explica Guilherme. O primeiro passo para brecar esse engarrafamento é trocar o condimento por temperos naturais, como alecrim, cebolinha, sálvia e salsinha. Depois, é preciso aprender a dizer não aos alimentos ricos no ingrediente, entre os quais estão os salgadinhos, empanados, sopas prontas e lanches de fast food, e dar preferência a opções mais saudáveis, como biscoitos com pouco sal e sanduíches cheios de vegetais.

A lista de itens que merecem atenção no cardápio de quem tem episódios de vertigem não para na dupla sal e açúcar. Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, é fundamental evitar o consumo de alimentos que estimulem demais o labirinto, como a cafeína presente no café e nos refrigerantes, especialmente naqueles à base de cola, e a teína encontrada nos chás de plantas e ervas, sem contar o chimarrão.

Abdicar do cafezinho de uma hora para a outra não é tarefa fácil. Com isso, sua versão descafeinada até pode ser uma alternativa, ainda assim apenas nos períodos em que as crises estiverem controladas. Isso porque mesmo ela tem doses menores de cafeína. "Durante o tratamento, é melhor cortar de vez a substância", frisa Medeiros. Nesses momentos, a recomendação é investir em chás de frutas. Já para ocupar o lugar dos refrigerantes, não tem conversa: a água de coco e os sucos naturais são os melhores candidatos.

Na turma dos excitantes labirínticos, é impossível deixar de mencionar as bebidas alcoólicas. "Elas podem causar uma intoxicação aguda e, assim, favorecer o aumento na densidade dos líquidos labirínticos. O resultado disso são vertigens agudas e intensas, vômitos e problemas na coordenação motora e nos reflexos", explica Rita. Portanto, caro leitor que vez ou outra vê tudo rodopiar, na próxima happy hour com o pessoal do escritório, uma ótima pedida para driblar a zonzeira é tomar coquetéis e cerveja sem álcool em vez de um chope ou uma caipirinha — o gosto não é o mesmo, mas pelo menos o copo não fica vazio.

Vale deixar claro que os cuidados para se safar dos surtos de labirintite não ficam restritos à avaliação cautelosa daquilo que vai à mesa. Cultivar outros hábitos saudáveis é igualmente importante no combate às tonturas. Entre eles, os especialistas destacam aquele que é quase um mantra: comer a cada três horas. "O labirinto precisa de um aporte constante de glicose e oxigênio para exercer suas funções. Ficar de jejum, portanto, não é uma boa ideia", comenta a nutricionista Roseli Rossi. Outra indicação clássica que não deve ser ignorada por quem tem o problema é hidratar- se com aproximadamente 2 litros de água por dia. "Ela é essencial para todas as reações biológicas que ocorrem no corpo", diz a nutricionista funcional e personal diet Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro.

Para completar, procure ficar longe do tabaco. O vício, como você já deve estar cansado de ouvir, só tende a lesionar o organismo. E para quem sempre vê o mundo girar a história é ainda pior: "Por causa da nicotina e de uma série de outras substâncias, o cigarro mostra-se tóxico para o labirinto", conta a otoneurologista Rita Guimarães. Enfim, zelar por esse órgão não só torna os episódios de vertigem menos frequentes como também garante uma saúde de ferro.

Estrutura delicada

Segundo Rita de Cássia Guimarães, otoneurologista da Universidade Federal do Paraná, o labirinto possui uma irrigação sanguínea peculiar, proveniente de um único ramo arterial. Dessa forma, a nutrição inadequada das células presentes na região podem facilitar o desenvolvimento de doenças labirintíticas.

Se o problema é sintoma


Na maioria das vezes o labirinto só entra em parafuso por causa de doenças já instaladas no organismo. Conheça as principais e não dê bobeira
Hipertensão
O aperto nas artérias dificulta a chegada de sangue e nutrientes à orelha interna. A consequência, em longo prazo, pode ser a labirintite.
Hipotireoidismo

Quando o ritmo de trabalho da glândula tireoide diminui, o organismo todo sofre com a falta de energia. Inclusive o labirinto.

Colesterol e triglicérides elevados

Eles deixam o sangue mais espesso e, como os vasos próximos ao ouvido são fininhos, a circulação na área fica congestionada.
Diabete

O sobe e desce de açúcar no sangue é capaz de atrapalhar as tarefas desempenhadas pelo labirinto. Aí o sinal de alerta é a tontura.

Fonte: Revista Saúde Julho/2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

A mastigação que emagrece





Estômago, intestino, pâncreas, fígado...
Esses e outros órgãos participam da digestão de qualquer comida — e realizam seu trabalho com autonomia total. Mesmo assim, não dá para dizer que o sistema digestivo é independente do começo ao fim. Isso por causa do abrir e fechar da boca, responsável pela quebra de certos nutrientes em partículas
menores e, logo, mais fáceis de ser trabalhadas. Acontece que, seja pela enorme quantidade de tarefas do dia a dia, seja pelo costume, até as mordidas estão sendo automatizadas para abreviar o tempo à mesa.

E essa pressa, por sua vez, vem se mostrando mais nefasta do que se imaginava, inclusive para quem pretende manter o corpo em forma. Em um estudo da Universidade Oxford Brookes, na Inglaterra, voluntários que mascaram cada porção por 35 vezes simplesmente comiam menos quando comparados aos glutões que só repetiam o movimento dez vezes. "A própria contração muscular serve de estímulo à liberação de substâncias responsáveis pela sensação de saciedade", explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, em Catanduva, no interior paulista. Em outras palavras, mastigar o que você ingere por poucas vezes implica voracidade intensa e prolongada, o que
costuma terminar em comida demais no estômago. Aí, a barriga cresce.

Mais do que a quantidade de dentadas, a maneira como elas são distribuídas pode aplacar ou fomentar o apetite. Um experimento brasileiro, por exemplo, revela que a frequência de obesos que mastigam com apenas um lado da boca é significativamente maior do que a de indivíduos no peso adequado. "O contato do bolo alimentar com toda a cavidade oral aparentemente é importante à saciedade", reforça Cintia Cercato, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e orientadora da pesquisa. "A mastigação bilateral tem repercussão, por via nervosa, no hipotálamo, a área do cérebro que controla
a fome", completa o odontologista José Amorim, da Universidade Estadual Paulista, em São José dos Campos.

Existe uma tese segundo a qual o gosto também mexeria com o apetite. Ou seja, quanto maior a intensidade do sabor, menor seria o risco de se empanturrar simplesmente para satisfazer as papilas gustativas. Mas e o que isso tem a ver com mastigação? A resposta veio da Universidade de Maastricht, na Holanda, onde cientistas observaram que o número de mordidas culminava em uma percepção aumentada do aroma e do sabor de pedaços de chocolate amargo. "O assunto é tão interessante
quanto controverso", pondera a endocrinologista Rosana Radominski, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, em Curitiba, no Paraná.

Mesmo que os experts ainda vejam o tema com certa desconfiança, um fato é irrefutável: dentadas ntervaladas e tranqüilas contribuem para porções menos avantajadas inclusive pelo tempo que consomem. "A chegada dos primeiros bocados de comida ao intestino, fato que demanda alguns minutos, serve como mais um sinal de saciedade. Portanto, se a ingestão é muito rápida, a sensação de barriga cheia vem tarde demais", esclarece Rosana. Estima-se que todos os mecanismos de regulação da fome só funcionem a pleno vapor após 15 minutos desde a primeira abocanhada. Durante essa fase, é essencial maneirar na quantidade de garfadas — e abusar dos músculos que mexem a mandíbula.

Agora, por mais disciplinado que você seja, é impossível manter, só pra citar um exemplo qualquer, creme de milho na boca por muito tempo. Imagine mordê-lo 30 vezes! "Por isso, é preferível optar por alimentos mais sólidos, principalmente nas garfadas iniciais", recomenda Gerson Kohler, ortodontista e ortopedista facial da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.

Em vez da cenoura ralada, aproveite o legume inteiro. A banana amassada pode dar lugar à fruta original. O pimentão cru é mais interessante do que o cozido, e por aí vai. No final das contas, o recado que fica é investir na consciência e na tranquilidade em todas as etapas da alimentação: da escolha do cardápio até a derradeira mordida.


A mordida que esvazia os pneus

Pequenos ajustes no modo como você tritura refeições com os dentes podem se tornar grandes ajudantes da dieta e dos exercícios na manutenção do peso

Quantidade

Antes de engolir, abra e feche o maxilar por pelo menos 30 vezes em cada ida do talher aos lábios

Duração

Tenha calma. O intervalo entre uma garfada e outra deve ser de aproximadamente 20 segundos

Qualidade

Use a língua para dividir o alimento entre os dois cantos da boca. Ao longo da mastigação, reveze-os de lugar constantemente




Fonte: Revista Saude

sábado, 25 de junho de 2011

LONGEVIDADE


A ciência do envelhecimento, motivada por encontrar a fonte da juventude ou pela curiosidade de entender como e por que envelhecemos, vem crescendo bastante e muitas informações sobre os mecanismos moleculares e celulares, envolvidos no processo de envelhecimento, estão sendo estudados. Diversas são as tentativas de explicação para esse processo, desde os questionamentos à teoria evolutiva de Darwin até o esclarecimento de como ocorre o envelhecimento em seres vivos menos complexos como leveduras, larvas e ratos. Atualmente, o que se sabe é que o envelhecimento pode ser caracterizado como um processo de impedimento progressivo e generalizado de funções que resulta no aumento do risco de doenças e morte, acompanhado pela diminuição da fertilidade, e que esse processo é multifatorial, sendo influenciado por vários aspectos como a saúde mental e os hábitos de vida.

A reportagem “Os novos caminhos para a longevidade”, publicada na revista Isto É, traz descobertas que revelam a influência da personalidade, do relógio biológico e da quantidade de alimentos ingerida para garantir uma vida mais longa e saudável. Segundo a matéria, estudos revelam que indivíduos de temperamento irritadiço, mais propensos a neuroses, estão sujeitos a prejuízos na atenção, emoções e memória. Respeitar o relógio biológico, ou ritmo circadiano, também é importante. Os autores afirmam que preservar o sono e fazer refeições no mesmo horário ajuda a regular o ritmo biológico, prevenindo alterações e doenças. Em relação à alimentação, enfatizam a importância da restrição calórica e do consumo de uma dieta saudável como fatores determinantes para prolongar o tempo de vida.
O mecanismo biológico responsável pelo efeito da restrição calórica na longevidade ainda é controverso; no entanto, algumas hipóteses têm sido propostas, tais como a redução da gordura corporal, com melhora da sinalização da insulina; e a redução da produção de espécies reativas de oxigênio, com consequente atenuação dos danos oxidativos.
As alterações fisiológicas, importantes durante o período de privação calórica, são iniciadas com a redução da concentração de glicose no sangue, ocasionada pela baixa ingestão de energia proveniente da dieta. Isto leva a uma diminuição da produção de insulina pelas células beta do pâncreas e, consequentemente, a uma diminuição do depósito de tecido adiposo, que é um órgão endócrino capaz de produzir hormônios ativos em todo o organismo, como o fator de necrose tumoral-alfa (TNF-alfa), a resistina, a adiponectina e a leptina. A alteração do depósito de gordura poderia modificar a secreção desses hormônios, como liberar maior concentração de adiponectina e menor concentração de TNF-alfa, melhorando a sensibilidade à insulina em diversos tecidos, como o muscular e o hepático. Essas mudanças endócrino-metabólicas poderiam promover maior expectativa de vida.

As espécies reativas de oxigênio (ERO), ou radicais livres, são formadas pela respiração celular, sendo o ânion superóxido (O2-), o peróxido de hidrogênio (H2O2) e o radical hidroxil (OH-) os mais conhecidos. Estas moléculas oxidam parcialmente outras moléculas que se encontram próximas, tais como lipídeos, proteínas ou ácidos nucleicos (DNA e RNA). Além disso, as ERO ativam um fator de transcrição pró-inflamatório denominado NF-κB, responsável pela transcrição de proteínas pró-inflamatórias como TNF-alfa e interleucinas 1, 2 e 6. Os danos oxidativos, assim como a ativação de genes pró-inflamatórios, causados pelas ERO, estão fortemente relacionados ao envelhecimento e à patogênese de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como aterosclerose, diabetes, artrite reumatoide, desordens neuro-degenerativas e câncer. A restrição calórica parece promover melhora nos danos oxidativos, com a supressão da expressão e da ativação do NF-κB.

A privação calórica também parece regular genes envolvidos no reparo celular, na resistência ao estresse, na proteção contra danos oxidativos e na prevenção de algumas alterações que ocorrem com a idade. Em leveduras, descobriu-se que o efeito determinante da longevidade era mediado pela indução de um gene chamado silent information regulator 2 (regulador de informação silenciosa 2, ou Sir2). Estudos mostraram que a Sir2 pertence a uma classe de proteínas chamadas sirtuínas. Em mamíferos, sabe-se que há sete genes de sirtuínas, sendo a sirtuína 1 (SIRT1) a mais parecida com a Sir2, e que a restrição calórica aumenta as concentrações dessa molécula. Esse aumento leva à redução do metabolismo energético, que submete o organismo a um desgaste menor, reduzindo assim a produção de substâncias que agridem as células, como as ERO. Tal mecanismo tem sido associado ao maior tempo de vida.

Estudos em animais demonstram que a restrição de 10% a 50% das calorias totais diárias levam ao prolongamento do tempo da vida e ao envelhecimento com menores índices de tumores, doenças cardiovasculares e problemas de aprendizagem e memória, mas ainda não está estabelecido se teria o mesmo efeito benéfico sobre a longevidade de humanos. Entretanto, estatísticas mostram que a escassez de comida durante a Segunda Guerra Mundial foi associada a uma diminuição de mortalidade por doença coronariana em países europeus.
A matéria também descreve que não basta comer menos, mas também é essencial cuidar da qualidade do que se come. Pesquisas recentes sugerem que o consumo de substâncias, como fitoquímicos e aminoácidos, também desempenham papel fundamental para a promoção da longevidade.
Os fitoquímicos, também conhecidos como compostos bioativos, são substâncias encontradas nos vegetais e conhecidas por oferecerem proteção contra ataques de insetos e doenças nas plantas, mas que também apresentam uma série de benefícios à saúde humana. O texto descreve a atuação dos fitoquímicos presentes no chá verde, própolis, geleia real, romã, salmão, sardinha, suco de uva, vinho tinto, alho, cúrcuma, ginseng, quinua, arroz integral, aveia, azeite de oliva, castanha-do-Brasil, frutas vermelhas, gengibre, óleo de coco, tomate, brócolis e soja como importantes para a prevenção do envelhecimento da pele, do cérebro, das artérias e dos ossos. Em todos esses alimentos encontram-se compostos bioativos com capacidade antioxidante, anti-inflamatória e anti-carcinogênica, o que explica seus benefícios à saúde. Também são citados os papéis de aminoácidos como a metionina e a cisteína na regeneração dos tecidos, na destoxificação hepática e na prevenção de doenças cardiovasculares, neuromotoras e degenerativas, como a doença de Alzheimer.

Outro aspecto abordado é o incentivo à diminuição do consumo de refrigerantes, apresentando evidências que demonstram a redução do tempo de vida pelo excesso de consumo de fosfato, presente em grande quantidade na bebida. Outros fatores também poderiam ter sido abordados, como o aumento do consumo de gorduras trans, sal e açúcar pela população brasileira, como demonstram os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE. Segundo a POF, o brasileiro tem deixado de consumir alimentos basicos como arroz, feijão, frutas e verduras, e aumentado o consumo de alimentos processados e industrializados, o que, além de representar menor oferta de carboidratos complexos, fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, aumenta a exposição a xenobióticos, como aditivos químicos e adoçantes artificiais, e a disruptores endócrinos como o bisfenol A. Essas substâncias estão associadas ao desenvolvimento de disbiose intestinal, alergias alimentares, sobrepeso, obesidade, resistência à insulina, diabetes, câncer, entre outras condições que reduzem a qualidade e a expectativa de vida.

Mais importante que as estratégias para se descobrir os mecanismos envolvidos com o envelhecimento, ou as fórmulas que levem à longevidade, são os fatores capazes de propiciar maior tempo de vida com qualidade. Há muito se fala sobre aumento da expectativa de vida como um dos índices de desenvolvimento de um país e que fazem com que ele seja classificado como subdesenvolvido, em desenvolvimento ou desenvolvido. A expectativa de vida acima dos 73 anos pode parecer ponto favorável para uma população. Mas até que ponto devemos nos preocupar com a quantidade de tempo vivido? Mais importante que isso é valorizar as condições que levem a um envelhecimento saudável, livre de doenças crônicas não transmissíveis e de condições que afetem o bem-estar físico e mental e a qualidade de vida das pessoas.


Texto elaborado  VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.